{"id":18862,"date":"2021-05-17T18:55:30","date_gmt":"2021-05-17T21:55:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=18862"},"modified":"2021-05-17T19:43:17","modified_gmt":"2021-05-17T22:43:17","slug":"ifi-mantem-projecao-para-o-pib-de-2021-e-continua-prevendo-rombo-fiscal-ate-2030","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/ifi-mantem-projecao-para-o-pib-de-2021-e-continua-prevendo-rombo-fiscal-ate-2030\/","title":{"rendered":"IFI mant\u00e9m proje\u00e7\u00e3o para o PIB de 2021 e continua prevendo rombo fiscal at\u00e9 2030"},"content":{"rendered":"<h2>ROSANA HESSEL<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">Na contram\u00e3o do mercado, que est\u00e1 elevando para cima as previs\u00f5es de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente (IFI) manteve a proje\u00e7\u00e3o de avan\u00e7o do PIB de 2021 em 3%, conforme o Relat\u00f3rio de Acompanhamento Fiscal (RAF), divulgado nesta segunda-feira (17\/05). A entidade tamb\u00e9m manteve a previs\u00e3o de que o governo continuar\u00e1 registrando rombo nas contas p\u00fablicas, pelo menos, at\u00e9 2030.<\/span><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cAs incertezas quanto \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da pandemia e ao ritmo de vacina\u00e7\u00e3o necess\u00e1rio para a imuniza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o contra a covid-19 e a reabertura ampla e segura da economia adicionam ainda muitas d\u00favidas ao comportamento prospectivo da atividade econ\u00f4mica\u201d, destacou o documento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Apesar do conservadorismo, a entidade do Senado Federal\u00a0revisou de -0,2% para 0,3% a estimativa do PIB do primeiro trimestre, por conta de os indicadores macroecon\u00f4micos que acabaram apresentando quedas menores do que o esperado, principalmente, no com\u00e9rcio e na ind\u00fastria.\u00a0\u00a0No cen\u00e1rio otimista, prev\u00ea expans\u00e3o de 4% no PIB deste ano.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Preferimos optar pelo conservadorismo no cen\u00e1rio base, porque ainda h\u00e1 muitas incertezas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o e \u00e0s medidas de restri\u00e7\u00e3o ao longo do ano. O primeiro trimestre foi melhor do que o esperado, mas os dados dos trimestres seguintes ainda n\u00e3o garantem essa tend\u00eancia de dados melhores&#8221;, explicou o diretor-executivo da IFI, Felipe Salto, em entrevista ao <strong>Blog<\/strong>.\u00a0 &#8220;Por isso, decidimos incorporar a alta do PIB de 4% apenas no cen\u00e1rio otimista. Vamos aguardar mais informa\u00e7\u00f5es do segundo trimestre e outros indicadores que permitam avaliar melhor&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A IFI prev\u00ea que, devido ao aumento de novos cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios neste ano para custear medidas adicionais no combate \u00e0 pandemia, o deficit prim\u00e1rio efetivo encerrar\u00e1 dezembro em R$ 266,6 bilh\u00f5es no ano, ou 3,3% do PIB. A\u00a0meta fiscal fixada\u00a0na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) permite um deficit prim\u00e1rio de at\u00e9 R$ 247,1 bilh\u00f5es, ou 3,1%, que era a previs\u00e3o anterior da institui\u00e7\u00e3o. Apesar do aumento da estimativa do rombo, conforme o relat\u00f3rio, esse objetivo fiscal dever\u00e1 ser cumprido &#8220;em raz\u00e3o dos abatimentos permitidos pelas\u00a0altera\u00e7\u00f5es promovidas na LDO&#8221;. Segundo o relat\u00f3rio, &#8220;o risco para descumprimento do teto de gastos passou de moderado para baixo&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pelas estimativas da entidade, mesmo no cen\u00e1rio base o governo continuar\u00e1 registrando defcitis prim\u00e1rios nas contas p\u00fablicas, pelo menos, at\u00e9 2030.\u00a0 O governo vem contabilizando rombos fiscais consecutivos desde 2014, o que ser\u00e1 um desafio para conter o aumento do endividamento.\u00a0<span style=\"font-weight: 400\">As proje\u00e7\u00f5es para a d\u00edvida p\u00fablica bruta do governo geral tamb\u00e9m foram revisadas, passando de 92,7%, em fevereiro, para 91,3% do PIB, neste m\u00eas, considerando o cen\u00e1rio base de 2021, mantendo a\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">a tend\u00eancia de crescimento, &#8220;tanto no cen\u00e1rio base quanto no pessimista&#8221;. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;O esfor\u00e7o fiscal para estabilizar a d\u00edvida, em tr\u00eas a cinco anos, \u00e9 calculado em 1,5 ponto a 2,0 pontos percentuais do \u00b4PIB\u201d, informou a nota, que aponta d\u00edvida p\u00fablica bruta encerrando 2030 em 99,7% do PIB.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">No cen\u00e1rio pessimista, considerando uma deteriora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e fiscal, com baixo crescimento do PIB, juros mais elevados e o deficit prim\u00e1rio persistente, a d\u00edvida p\u00fablica poder\u00e1 chegar a 128,4% do PIB at\u00e9 2030. \u201cMedidas que combinem a recupera\u00e7\u00e3o das receitas e um maior controle das despesas colaborariam para evitar a concretiza\u00e7\u00e3o desse cen\u00e1rio. As novas regras fiscais da Emenda Constitucional n\u00ba 109 n\u00e3o atendem ao prop\u00f3sito\u201d, destacou o documento.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com Salto, apesar de a d\u00edvida p\u00fablica continuar crescendo nos pr\u00f3ximos anos, em 2022, o cen\u00e1rio fiscal \u00e9 mais positivo do que neste ano, devido \u00e0 corre\u00e7\u00e3o do limite do teto de gastos considerar uma infla\u00e7\u00e3o maior do que a projetada para o ano todo, por considerar no acumulado em 12 meses at\u00e9 junho.\u00a0 Contudo, haver\u00e1 desafios para a utiliza\u00e7\u00e3o da folga adicional para o cumprimento da regra do teto, de R$ 35,2 bilh\u00f5es, considerando uma infla\u00e7\u00e3o de 7,4%. &#8220;O governo n\u00e3o poder\u00e1 gastar integralmente esse montante, talvez apenas a metade dessa margem, porque ele precisar\u00e1 respeitar outras regras fiscais, como a meta de resultado prim\u00e1rio&#8221;, alertou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A mediana das proje\u00e7\u00f5es do mercado para o PIB de 2021, que s\u00e3o coletadas pelo boletim Focus, do Banco Central, passou de 3,21%, na semana passada, para 3,45%, nesta semana. \u00c9 a sexta alta consecutiva semanal contabilizada pelo relat\u00f3rio. Algumas previs\u00f5es j\u00e1 preveem avan\u00e7o de 4% no PIB deste ano, mas analistas condicionam esse dado ao avan\u00e7o das vacina\u00e7\u00f5es, que ainda n\u00e3o \u00e9 uma certeza para a maioria j\u00e1 que h\u00e1 amea\u00e7as de falta do imunizante no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL Na contram\u00e3o do mercado, que est\u00e1 elevando para cima as previs\u00f5es de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente (IFI) manteve a proje\u00e7\u00e3o de avan\u00e7o do PIB de 2021 em 3%, conforme o Relat\u00f3rio de Acompanhamento Fiscal (RAF), divulgado nesta segunda-feira (17\/05). 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