{"id":1836,"date":"2016-07-06T14:38:49","date_gmt":"2016-07-06T17:38:49","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=1836"},"modified":"2016-07-08T09:27:23","modified_gmt":"2016-07-08T12:27:23","slug":"meta-de-2017-evitara-erros-grosseiros-da-equipe-de-dilma-dizem-assessores-de-meirelles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/meta-de-2017-evitara-erros-grosseiros-da-equipe-de-dilma-dizem-assessores-de-meirelles\/","title":{"rendered":"Meta de 2017 evitar\u00e1 &#8220;erros grosseiros&#8221; da equipe de Dilma, dizem assessores de Meirelles"},"content":{"rendered":"<p>Os n\u00fameros a serem apresentados hoje \u00e0 noite ao presidente interino, Michel Temer, pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para definir a meta fiscal de 2017 j\u00e1 est\u00e3o praticamente fechados e apontam para deficit entre R$ 150 bilh\u00f5es e R$ 155 bilh\u00f5es. Segundo integrantes da equipe econ\u00f4mica, tudo foi feito com base t\u00e9cnica, sem &#8220;chutes&#8221;, como se tornou comum na gest\u00e3o de Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A bagun\u00e7a era tamanha que as receitas eram infladas sem nenhum tipo de garantia, apenas para acomodar mais despesas. Na meta deste ano, rombo de R$ 170,5 bilh\u00f5es, as receitas foram infladas em R$ 176,5 bilh\u00f5es e as despesas obrigat\u00f3ria subestimadas em R$ 40,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nem mesmo nos tempos de Joaquim Levy \u00e0 frente da Fazenda os n\u00fameros eram confi\u00e1veis. O ent\u00e3o ministro disse que faria um grande ajuste do abono salarial. Mas, na verdade, fez apenas o adiamento de despesas. O abono sempre foi pago entre julho e outubro. Levy, estendeu o per\u00edodo de pagamento entre julho e mar\u00e7o. Com isso, empurrou, de 2015 para 2016, R$ 9 bilh\u00f5es em despesas. Assim, os gastos de 2015 ficaram em R$ 44,5 bilh\u00f5es e os de 2016 somar\u00e3o R$ 59,9 bilh\u00f5es. Os t\u00e9cnicos da Fazenda lembram ainda que as \u00fanicas despesas que Levy cortou foram os investimentos p\u00fablicos, que, entre 2014 e o ano passado, ca\u00edram de R$ 77 bilh\u00f5es para R$ 55 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com Dilma, o governo maquiou, inclusive, restos a pagar de gastos obrigat\u00f3rios. Assim, empurrou R$ 10,8 bilh\u00f5es para 2016. No caso das tarifas banc\u00e1rias, que custam cerca de R$ 600 milh\u00f5es por ano (quase todo esse dinheiro vai para a Caixa Econ\u00f4mica Federal e para o Banco do Brasil), os pagamentos estavam atrasados h\u00e1 quatro anos e v\u00e3o consumir, em 2016, R$ 2,6 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Tudo isso serviu de exemplo para que n\u00e3o ca\u00edssemos na mesma armadilha ao fecharmos o deficit de 2017&#8221;, diz um t\u00e9cnico da Fazenda. &#8220;O rombo previsto para o ano que vem \u00e9 alto, mas est\u00e1 limpo de maquiagens. Pode haver gritaria contra, mas, pelo menos, estamos tirando as contas p\u00fablicas do campo da ilus\u00e3o&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 14h38min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os n\u00fameros a serem apresentados hoje \u00e0 noite ao presidente interino, Michel Temer, pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para definir a meta fiscal de 2017 j\u00e1 est\u00e3o praticamente fechados e apontam para deficit entre R$ 150 bilh\u00f5es e R$ 155 bilh\u00f5es. 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