{"id":18256,"date":"2021-04-09T10:10:04","date_gmt":"2021-04-09T13:10:04","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=18256"},"modified":"2021-04-09T10:54:46","modified_gmt":"2021-04-09T13:54:46","slug":"ipca-sobe-093-em-marco-e-acumula-alta-de-610-em-12-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/ipca-sobe-093-em-marco-e-acumula-alta-de-610-em-12-meses\/","title":{"rendered":"IPCA sobe 0,93%, em mar\u00e7o, e acumula alta de 6,10%, em 12 meses"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">ROSANA HESSEL<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A infla\u00e7\u00e3o oficial continua acelerada, embalada, principalmente, pela alta dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (09\/04). O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) de mar\u00e7o subiu 0,93%, 0,07 ponto percentual acima da varia\u00e7\u00e3o de fevereiro, de 0,86%. \u00c9 a\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">maior taxa para o m\u00eas de mar\u00e7o desde 2015, quando foi registrada infla\u00e7\u00e3o de 1,32%, segundo o \u00f3rg\u00e3o.\u00a0Em mar\u00e7o de 2020, a varia\u00e7\u00e3o do indicador foi de 0,07%.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de superar os dados de fevereiro, o resultado do IPCA de mar\u00e7o ficou levemente abaixo o piso da mediana das estimativas do mercado, de 1,03%, com previs\u00f5es variando de 0,94% a 1,10%.\u00a0\u00a0<span style=\"font-weight: 400\">No ano, a infla\u00e7\u00e3o oficial acumulou alta de 2,05% e, nos \u00faltimos 12 meses encerrados em mar\u00e7o, de 6,10%, acima dos 5,20% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Essa taxa acumulada\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">superou o teto da meta estipulada pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) para este ano, de 5,25%, com o centro da meta de 3,75%.\u00a0 \u00c9 a primeira vez que isso ocorre em quatro anos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conforme os n\u00fameros do IBGE, d<span style=\"font-weight: 400\">os nove grupos de produtos e servi\u00e7os pesquisados, seis tiveram alta em mar\u00e7o. O de\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Transportes registrou a maior varia\u00e7\u00e3o, de 3,81%, ap\u00f3s a alta de 2,28% em fevereiro, e o maior impacto (de 0,77 ponto percentual) no \u00edndice do m\u00eas. Em segundo lugar ficou Habita\u00e7\u00e3o, com alta de 0,81% e impacto de 0,12 ponto percentual.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas (0,13%)\u00a0 voltou a registrar desacelera\u00e7\u00e3o,\u00a0contribuindo com 0,03 ponto percentual no \u00edndice de mar\u00e7o. No lado das quedas, o destaque foi o Educa\u00e7\u00e3o, que registrou -0,52% ap\u00f3s a alta de 2,48% observada no m\u00eas anterior. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,07% em Comunica\u00e7\u00e3o e a alta de 0,69% em Artigos de resid\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A alta de 3,81% em transportes na varia\u00e7\u00e3o mensal foi puxada, principalmente, pelo aumento nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, de 11,23%. A gasolina, com eleva\u00e7\u00e3o de 11,26% em mar\u00e7o, foi o item que exerceu o maior impacto sobre o \u00edndice do m\u00eas (0,60 ponto percentual), com varia\u00e7\u00f5es que foram desde 6,32% em S\u00e3o Lu\u00eds at\u00e9 14,45% no Rio de Janeiro. Os pre\u00e7os do etanol (12,59%) e do \u00f3leo diesel (9,05%) tamb\u00e9m subiram, contribuindo conjuntamente com mais 0,11 ponto percentual para o resultado geral de mar\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ainda em Transportes, o reajuste (6,38%) nas tarifas de trem no Rio de Janeiro concorreu para o resultado nacional do subitem (1,84%), bem como o reajuste (8,70%) nas passagens de \u00f4nibus urbano em Recife, que tamb\u00e9m influiu no resultado nacional desse subitem (0,11%).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O segundo maior impacto sobre o IPCA , de 0,12 ponto percentual, foi do grupo Habita\u00e7\u00e3o (0,81%), principalmente devido ao aumento no pre\u00e7o do g\u00e1s de botij\u00e3o (4,98%), que acumula alta de 20,01% nos \u00faltimos 12 meses. Al\u00e9m disso, os custos de energia el\u00e9trica, que haviam recuado 0,71% no m\u00eas anterior, subiu 0,76% em mar\u00e7o, apesar de a bandeira tarif\u00e1ria amarela n\u00e3o ter sofrido altera\u00e7\u00e3o devido aos reajustes de energia das concession\u00e1rias. No Rio de Janeiro, houve reajustes de 4,66% e 4,50%.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outro impacto com destaque do grupo Habita\u00e7\u00e3o foi o do g\u00e1s encanado , com alta de 1,09%, refletindo reajustes aplicados em fevereiro em Curitiba e no Rio de Janeiro. A varia\u00e7\u00e3o positiva da taxa de \u00e1gua e esgoto (0,13%), por sua vez, foi consequ\u00eancia dos reajustes de 5,11% em Curitiba e de 5,36% em Aracaju.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas, por sua vez, com varia\u00e7\u00e3o positiva de 0,13%, seguiu em desacelera\u00e7\u00e3o desde dezembro, de<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0acordo com os dados do IBGE. A alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio apresentou queda de 0,17%, influenciada principalmente pelo recuo nos pre\u00e7os do tomate (-14,12%), da batata-inglesa (-8,81%), do arroz (-2,13%) e do leite longa vida (-2,27%). <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por outro lado, as carnes seguem em alta, embora a varia\u00e7\u00e3o de 0,85% tenha sido inferior \u00e0 de fevereiro, de 1,72%.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Por outro lado, a alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio, com eleva\u00e7\u00e3o de 0,89%, acelerou em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, quando subiu 0,27%. Contribu\u00edram para isso especialmente as altas do lanche (1,88%) e da cerveja (1,70%).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O grupo Educa\u00e7\u00e3o registrou queda de 0,52% em mar\u00e7o ap\u00f3s subir 2,48% em fevereiro. &#8220;Se, por um lado, os cursos diversos tiveram alta de 0,69%, por outro, os pre\u00e7os dos cursos regulares ca\u00edram 0,79%, influenciados especialmente pelo resultado do ensino superior (-1,75%)&#8221;, informou a nota do IBGE.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Goi\u00e2nia lidera indicador<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Todas as dezesseis localidades pesquisadas pelo IBGE para o IPCA apresentaram varia\u00e7\u00e3o positiva. O menor \u00edndice foi observado na regi\u00e3o metropolitana do Recife, de 0,62%, principalmente, por conta das quedas na energia el\u00e9trica (-2,23%) e no pre\u00e7o tomate (-21,03%). J\u00e1 o maior varia\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o oficial ocorreu em Goi\u00e2nia, de\u00a01,46%, onde pesaram as altas de 13,65% na gasolina e 18,43% no etanol.\u00a0\u00a0Bras\u00edlia teve a segunda maior eleva\u00e7\u00e3o no m\u00eas, de 1,44%, acumulando 6,19% de eleva\u00e7\u00e3o em 12 meses.<\/p>\n<p>O IPCA \u00e9 calculado pelo IBGE desde 1980, se refere \u00e0s fam\u00edlias com rendimento monet\u00e1rio de um a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds, al\u00e9m dos munic\u00edpios de Goi\u00e2nia, Campo Grande, Rio Branco, S\u00e3o Lu\u00eds, Aracaju e Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL &nbsp; A infla\u00e7\u00e3o oficial continua acelerada, embalada, principalmente, pela alta dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (09\/04). 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