{"id":17379,"date":"2021-02-11T15:54:28","date_gmt":"2021-02-11T18:54:28","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=17379"},"modified":"2021-02-11T15:54:28","modified_gmt":"2021-02-11T18:54:28","slug":"sem-propostas-ministerio-da-economia-virou-um-guiche-de-pagamentos-diz-rabello-de-castro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/sem-propostas-ministerio-da-economia-virou-um-guiche-de-pagamentos-diz-rabello-de-castro\/","title":{"rendered":"&#8220;Sem propostas, Minist\u00e9rio da Economia virou um guich\u00ea de pagamentos&#8221;, diz Rabello de Castro"},"content":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A falta de propostas \u00e9 um dos principais motivos das cr\u00edticas ao ministro da Economia, que n\u00e3o apresenta uma agenda clara de reformas e, muito menos, sugest\u00f5es de cortes do Or\u00e7amento de 2021 para abrigar um novo aux\u00edlio emergencial e<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/politica\/2021\/02\/4906045-arthur-lira-cobra-guedes-sobre-nova-rodada-do-auxilio-emergencial.html\"> acabou sendo enquadrado at\u00e9 pelo novo presidente da C\u00e2mara, Arthur Lira (PP-AL) nesta quinta-feira (11\/02).<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;O Minist\u00e9rio da Economia n\u00e3o executa a sua fun\u00e7\u00e3o, que inclui fazer propostas e administrar melhor e fazer uma gest\u00e3o mais criteriosa dos recursos p\u00fablicos&#8221;, criticou o economista e consultor Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), entidade que Guedes insiste em tirar o S quando menciona o banco. &#8220;Hoje, o Minist\u00e9rio da Economia \u00e9 um guich\u00ea de pagamentos e n\u00e3o faz sugest\u00f5es de cortes&#8221;, acrescentou.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Castro, n\u00e3o \u00e9 verdade quando a equipe econ\u00f4mica de que n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o no Or\u00e7amento para cortar despesas para incluir um novo aux\u00edlio emergencial. &#8220;H\u00e1 espa\u00e7o, sim, para reduzir despesas em um Or\u00e7amento que prev\u00ea gastar quase R$ 1,5 trilh\u00e3o&#8221;, pontuou. Ele sugere, por exemplo, um corte horizontal de 3% a 5% em todas as despesas do Or\u00e7amento deste para incluir o benef\u00edcio temporariamente. Mas, para isso, basta vontade pol\u00edtica. &#8220;Se o governo cortar 3% de tudo, \u00e9 uma pequena economia que cada um pode fazer, o Congresso pode revisar essas despesas, como altos sal\u00e1rios. Um corte de 10% n\u00e3o chega a ser agressivo. Basta algu\u00e9m administrando melhor&#8221;, sugeriu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pelos c\u00e1lculos do economista, \u00e9 poss\u00edvel cortar cerca de R$ 70 bilh\u00f5es desse Or\u00e7amento, o que daria, com folga, espa\u00e7o para um aux\u00edlio emergencial de R$ 250 para 25 milh\u00f5es de pessoas, o que poderia custar de R$ 50 bilh\u00f5es a R$ 60 bilh\u00f5es durante 10 a 12 meses. &#8220;Basta vontade pol\u00edtica e um programa bem desenhado, focalizado em quem realmente precisa e n\u00e3o como foi ocorreu no ano passado, quando muitas pessoas acabaram recebendo o aux\u00edlio sem necessidade, porque n\u00e3o havia crit\u00e9rios&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro problema do atual governo, no entender de Rabello de Castro, \u00e9 que os postos que deveriam apresentar essas propostas melhor elaboradas est\u00e3o ocupados por pessoas com pouca vis\u00e3o e de n\u00edvel t\u00e9cnico muito ruim ou raso. &#8220;Os membros do quadro mais elevado do servi\u00e7o p\u00fablico est\u00e3o encostados devido \u00e0 falta de utiliza\u00e7\u00e3o de talentos&#8221;, denunciou. &#8220;Por isso, a Economia n\u00e3o apresenta alternativas para o aux\u00edlio. O ministro da Economia n\u00e3o tem uma proposta clara e n\u00e3o parte para fazer o que tem que fazer, porque o trilho dos cortes precisa ser tra\u00e7ado pelo Executivo e o que fica \u00e9 a impress\u00e3o de que as regras fiscais n\u00e3o ser\u00e3o respeitadas&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do especialista, a Comiss\u00e3o Mista de Or\u00e7amento (CMO) do Congresso Nacional, instalada ontem, precisar\u00e1 prestar aten\u00e7\u00e3o nesses detalhes. Al\u00e9m disso, precisar\u00e1 evitar buscar um caminho para furar a regra do teto &#8212; emenda constitucional que limita o aumento de despesas \u00e0 infla\u00e7\u00e3o do ano anterior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o ser uma regra boa, o teto de gastos \u00e9 um mecanismo v\u00e1lido para evitar o total descontrole dos gastos p\u00fablicos, no entender do analista, que sugeriu a revis\u00e3o das despesas e o congelamento dos reajustes concedidos previstos para este ano.\u00a0 &#8220;O setor p\u00fablico deveria dar sua cota de solidariedade agora que a pandemia continua causando estragos na economia e\u00a0 na popula\u00e7\u00e3o. E o Minist\u00e9rio da Economia tem que assumir o papel dele e fazer propostas e n\u00e3o simplesmente jogar a responsabilidade desses cortes apenas para o Congresso&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O economista, que tamb\u00e9m presidiu o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), lembrou que, quando estava \u00e0 frente do \u00f3rg\u00e3o, adotou medidas de redu\u00e7\u00e3o de despesas &#8211;, como cortar verba para o censo agropecu\u00e1rio, revisando o question\u00e1rio e o tempo de perguntas dos pesquisadores &#8212; , que possibilitaram modernizar equipamentos, como computadores e tablets, da institui\u00e7\u00e3o. &#8220;No in\u00edcio, as pessoas reclamaram, mas depois viram os benef\u00edcios&#8221;, contou Rabello de Castro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL &nbsp; A falta de propostas \u00e9 um dos principais motivos das cr\u00edticas ao ministro da Economia, que n\u00e3o apresenta uma agenda clara de reformas e, muito menos, sugest\u00f5es de cortes do Or\u00e7amento de 2021 para abrigar um novo aux\u00edlio emergencial e acabou sendo enquadrado at\u00e9 pelo novo presidente da C\u00e2mara, Arthur Lira (PP-AL) [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":17184,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[600],"tags":[4573,589,549,3613,2285],"class_list":["post-17379","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","tag-auxilio-emergencial","tag-economia","tag-orcamento","tag-paulo-guedes","tag-paulo-rabello-de-castro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17379","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17379"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17379\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17386,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17379\/revisions\/17386"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17184"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}