{"id":17123,"date":"2021-01-12T10:42:05","date_gmt":"2021-01-12T13:42:05","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=17123"},"modified":"2021-01-12T14:22:28","modified_gmt":"2021-01-12T17:22:28","slug":"inflacao-dos-mais-pobres-acumula-alta-de-545-em-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/inflacao-dos-mais-pobres-acumula-alta-de-545-em-2020\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o dos mais pobres acumula alta de 5,45% em 2020"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">ROSANA HESSEL<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), que mede a infla\u00e7\u00e3o dos mais pobres, subiu 1,46% em dezembro, acima dos 0,95% registrados em novembro. O resultado indicou acelera\u00e7\u00e3o do indicador que acumulou alta de 5,45% em 2020, conforme dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira (12\/01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A taxa acumulada ficou acima da alta de 4,52% do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a infla\u00e7\u00e3o oficial, em 2020, maior varia\u00e7\u00e3o desde 2016, quando o indicador subiu 6,29%. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O resultado de dezembro do INPC foi a maior alta mensal desde janeiro de 2016, quando avan\u00e7ou 1,51%, e a maior varia\u00e7\u00e3o para o m\u00eas de dezembro desde 2002, quando subiu 2,70%. Em dezembro de 2019, a taxa foi de 1,22%. E, e<\/span><span style=\"font-weight: 400\">m 2019, o INPC tinha registrado eleva\u00e7\u00e3o 4,48%.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conforme os dados do IBGE, a infla\u00e7\u00e3o foi puxada por alimentos e habita\u00e7\u00e3o, que deu repique no \u00faltimo m\u00eas do ano devido \u00e0 volta da bandeira vermelha na conta de luz. Os produtos aliment\u00edcios tiveram alta de 15,53% em 2020, enquanto os n\u00e3o aliment\u00edcios alimentos tiveram varia\u00e7\u00e3o de 2,60%. Em 2019, a alta dos pre\u00e7os no grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas foi de 6,84%, enquanto os demais avan\u00e7aram 3,48%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O \u00f3leo\u00a0<span style=\"font-weight: 400\">de soja foi o maior vil\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o no ano, com alta de 103,79%, seguido pelo arroz, que teve varia\u00e7\u00e3o de 76,01% no ano, e pela batata inglesa, com valoriza\u00e7\u00e3o de 67,27%, de acordo com os dados do IBGE.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre os \u00edndices regionais, a maior taxa ficou com o munic\u00edpio de\u00a0Campo Grande\u00a0(7,96%), especialmente, por conta da alta nos pre\u00e7os de alguns aliment\u00edcios, como as\u00a0carnes\u00a0(29,01%) e o\u00a0arroz\u00a0(75,31%). A menor varia\u00e7\u00e3o foi observada pelo INPC ocorreu em\u00a0Bras\u00edlia, de\u00a04,22% no ano, influenciada pela queda nos pre\u00e7os das\u00a0passagens a\u00e9reas\u00a0(-20,01%) e de alguns itens de vestimenta, como as\u00a0roupas femininas\u00a0(-4,96%) e os\u00a0cal\u00e7ados e acess\u00f3rios\u00a0(-4,87%).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Corre\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O INPC, calculado pelo IBGE desde 1979, mede a carestia para as fam\u00edlias com rendimento mensal de um a cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos. O indicador tamb\u00e9m \u00e9 utilizado para a corre\u00e7\u00e3o do piso salarial, que, neste ano, foi corrigido em 5,26% pelo governo, passando de R$ 1.045 para R$ 1.100,<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0acima dos R$ 1.067 previstos no Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (PLOA), que ainda n\u00e3o foi aprovado pelo Congresso.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mas, se o governo fizer como fez no ano passado e aplicar integralmente a taxa do INPC, de 5,45%, o m\u00ednimo poder\u00e1 passar para R$ 1.102, ou seja, uma corre\u00e7\u00e3o de R$ 57 e n\u00e3o R$ 55 como est\u00e1 no decreto presidencial. Resta saber se o governo vai deixar o m\u00ednimo sem corrigir pela infla\u00e7\u00e3o cheia, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 mais reajuste em termos reais desde o ano passado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para cada real a mais de reajuste no m\u00ednimo, as despesas do governo federal com a Previd\u00eancia Social sofrem um impacto de R$ 351,1 milh\u00f5es em 2021, conforme dados do Minist\u00e9rio da Economia.\u00a0<\/span>Como na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) o m\u00ednimo aprovado estava em R$ 1.088, houve um acr\u00e9scimo de\u00a0R$ 4,2 bilh\u00f5es adicionais com novo piso na previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria.\u00a0<span style=\"font-weight: 400\">Logo, a corre\u00e7\u00e3o R$ 2 no piso salarial, implicaria em mais R$ 702,2 milh\u00f5es a essa despesa em um Or\u00e7amento que n\u00e3o tem espa\u00e7o para novos empenhos, a n\u00e3o ser que ocorram cortes de gastos obrigat\u00f3rios ou aumento de carga tribut\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL &nbsp; O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC), que mede a infla\u00e7\u00e3o dos mais pobres, subiu 1,46% em dezembro, acima dos 0,95% registrados em novembro. 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