{"id":16886,"date":"2020-12-17T08:50:30","date_gmt":"2020-12-17T11:50:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=16886"},"modified":"2020-12-17T08:51:29","modified_gmt":"2020-12-17T11:51:29","slug":"bc-revisa-de-5-para-44-a-previsao-de-queda-do-pib-em-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/bc-revisa-de-5-para-44-a-previsao-de-queda-do-pib-em-2020\/","title":{"rendered":"BC revisa de 5% para 4,4% a previs\u00e3o de queda do PIB em 2020"},"content":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL<\/p>\n<p>MARINA BARBOSA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">O Banco Central (BC) revisou a previs\u00e3o de queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, passando de 5%\u00a0 para 4,4%, conforme as novas proje\u00e7\u00f5es do Relat\u00f3rio Trimestral de Infla\u00e7\u00e3o (RTI), divulgado nesta quinta-feira (17\/12). Com isso, ficou levemente otimista em rela\u00e7\u00e3o ao Minist\u00e9rio da Economia.<\/span><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com o BC, os indicadores econ\u00f4micos evidenciam recupera\u00e7\u00e3o, ainda desigual, da atividade econ\u00f4mica&#8221;, j\u00e1 que o consumo tem se recuperado de forma acelerada, mas o setor de servi\u00e7os continua pressionado pela pandemia de covid-19. E tamb\u00e9m\u00a0 &#8220;sugerem acomoda\u00e7\u00e3o da atividade&#8221; neste quarto trimestre, &#8220;em linha com o in\u00edcio da redu\u00e7\u00e3o das medidas governamentais de combate aos impactos econ\u00f4micos da pandemia&#8221;.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">A mudan\u00e7a nas estimativas considerou os indicadores dom\u00e9sticos e tamb\u00e9m a evolu\u00e7\u00e3o esperada da economia internacional e da pandemia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A autoridade monet\u00e1ria melhorou a proje\u00e7\u00e3o do PIB de 2020, pois acredita que &#8220;permanece o otimismo do empres\u00e1rio industrial e aumentam os sinais recentes de recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho&#8221;. Tamb\u00e9m contribu\u00edram com o novo n\u00famero a \u201crevis\u00e3o das s\u00e9ries hist\u00f3ricas do PIB e resultado ligeiramente acima do previsto da atividade econ\u00f4mica no terceiro trimestre\u201d.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O Banco Central passou a prever crescimento de 3,8% da economia brasileira em 2021. O dado ficou levemente abaixo da estimativa do RTI anterior, de 3,9%.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Conforme os dados do Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, essa estimativa ainda tem v\u00e1rias fatores condicionantes para essa previs\u00e3o de 2021, pois \u201cconsidera que n\u00e3o deve haver restri\u00e7\u00f5es significativas do lado da oferta decorrentes do fechamento duradouro e disseminado de empresas na pandemia e \u00e9 condicionada ao arrefecimento gradual da crise sanit\u00e1ria e \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do regime fiscal\u201d. Ou seja, o governo aposta que o governo vai conseguir respeitar o teto de gastos &#8212; emenda constitucional que limita o aumento das despesas \u00e0 infla\u00e7\u00e3o do ano anterior &#8211;, \u00fanica regra fiscal remanescente.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A nova proje\u00e7\u00e3o do BC est\u00e1 ligeiramente melhor que a do Minist\u00e9rio da Economia, que prev\u00ea um recuo de 4,5% do PIB em 2020 e um avan\u00e7o de 3,2% em 2021. Por\u00e9m, de acordo com o RTI, \u201cest\u00e1 condicionada \u00e0 continuidade do processo de reformas e ajustes necess\u00e1rios na economia brasileira, condi\u00e7\u00e3o essencial para permitir a recupera\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel da economia\u201d.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No documento de 85 p\u00e1ginas, a exemplo da \u00faltima ata do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) da semana passada, o BC reconhece que as <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00faltimas leituras de infla\u00e7\u00e3o foram acima do esperado e, em dezembro, \u201capesar do arrefecimento previsto para os pre\u00e7os dos alimentos, a infla\u00e7\u00e3o ainda deve se mostrar elevada\u201d. Contudo, refor\u00e7ou que, mesmo com essas press\u00f5es no curto prazo, os n\u00edveis do custo de vida \u201c est\u00e3o compat\u00edveis com o cumprimento da meta para a infla\u00e7\u00e3o no horizonte relevante para a pol\u00edtica monet\u00e1ria&#8221;.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Conforme os dados do BC utilizados para a decis\u00e3o do Copom de manuten\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros em 2% ao ano na \u00faltima reuni\u00e3o do colegiado do ano,, as expectativas de infla\u00e7\u00e3o para 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 4,2%, 3,3% e 3,5%, respectivamente. \u201cNo que se refere \u00e0s proje\u00e7\u00f5es condicionais de infla\u00e7\u00e3o, no cen\u00e1rio b\u00e1sico, com trajet\u00f3ria para a taxa de juros extra\u00edda da pesquisa Focus e taxa de c\u00e2mbio partindo de R$5,25 para o d\u00f3lar, e evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC), as proje\u00e7\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o do Copom situam-se em torno de 4,3% para 2020, 3,4% para 2021 e 3,4% para 2022.\u00a0 \u201cEsse cen\u00e1rio sup\u00f5e trajet\u00f3ria de juros que encerra 2020 em 2% e se eleva at\u00e9 3,00% ao ano, em 2021, e\u00a0 4,50% anuais, 2022<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL MARINA BARBOSA &nbsp; O Banco Central (BC) revisou a previs\u00e3o de queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, passando de 5%\u00a0 para 4,4%, conforme as novas proje\u00e7\u00f5es do Relat\u00f3rio Trimestral de Infla\u00e7\u00e3o (RTI), divulgado nesta quinta-feira (17\/12). 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