{"id":16621,"date":"2020-11-26T15:14:53","date_gmt":"2020-11-26T18:14:53","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=16621"},"modified":"2020-11-26T18:15:01","modified_gmt":"2020-11-26T21:15:01","slug":"rombo-fiscal-de-outubro-fica-em-r-36-bilhoes-e-e-o-pior-desde-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/rombo-fiscal-de-outubro-fica-em-r-36-bilhoes-e-e-o-pior-desde-2015\/","title":{"rendered":"Rombo fiscal de outubro fica em R$ 3,6 bilh\u00f5es e \u00e9 o pior desde 2015"},"content":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O rombo das contas p\u00fablicas do governo central ficou vermelho em R$ 3,6 bilh\u00f5es em outubro de 2020, o pior resultado para o m\u00eas desde 2015, quando o deficit foi de R$ 13,2 bilh\u00f5es, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (26\/11) pelo Tesouro Nacional. No acumulado do ano, o saldo negativo das contas\u00a0combinadas do Tesouro, do Banco Central e da Previd\u00eancia Social, de R$ 681 bilh\u00f5es, foi o maior da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O deficit prim\u00e1rio de outubro foi melhor que a mediana das expectativas da\u00a0pesquisa Prisma Fiscal do Minist\u00e9rio da Economia, que indicava um um deficit de\u00a0R$ 44,1 bilh\u00f5es, conforme o comunicado do \u00f3rg\u00e3o.\u00a0 &#8220;Assim como nos meses anteriores, o d\u00e9ficit observado em outubro \u00e9\u00a0influenciado pelo aumento das despesas do Poder Executivo decorrentes de medidas de\u00a0combate \u00e0 crise da covid-19. No entanto, o recolhimento em outubro de parte das receitas diferidas no in\u00edcio da pandemia resultou em impacto positivo no fluxo de receitas&#8221;, informou a nota.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A receita total cresceu 9,6%, em termos reais (descontada a infla\u00e7\u00e3o), no m\u00eas passado na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo periodo de 2019, puxada, principalmente, pelo crescimento de 14,8% nas receitas administradas e do aumento de 17,6% na arrecada\u00e7\u00e3o l\u00edquida das contribui\u00e7\u00f5es da Previd\u00eancia Social na mesma base de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em outubro, o resultado prim\u00e1rio do Tesouro Nacional e do Banco Central foram superavit\u00e1rios em R$ 6,1\u00a0bilh\u00f5es, enquanto a Previd\u00eancia apresentou deficit de R$ 9,6 bilh\u00f5es. Na compara\u00e7\u00e3o com outubro de 2019, o resultado prim\u00e1rio foi influenciado pelo crescimento\u00a0real da despesa, de 21,8%, que superou a alta de 9,8% na receita l\u00edquida, que somou R$ 133,1 bilh\u00f5es. Esse montante n\u00e3o foi suficiente para cobrir as despesas, que chegaram a R$ 136,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Maior rombo da hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O resultado prim\u00e1rio acumulado de janeiro a outubro ficou negativo em R$ 681 bilh\u00f5es, o pior resultado da s\u00e9rie hist\u00f3rica do Tesouro, iniciada em 1997 e que vem registrando rombos consecutivos desde 2014.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O deficit prim\u00e1rio recorde foi resultado da alta de 42,7% na despesas na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, especialmente, com os gastos com medidas no combate \u00e0 pandemia, n\u00e3o foram cobertas pela receita l\u00edquida, que encolheu 11,6% na mesma base de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O deficit prim\u00e1rio acumulado no ano superou em quase 10 vezes o saldo negativo de R$ 63,9 bilh\u00f5es e \u00e9 o computado no mesmo per\u00edodo de 2019, em termos nominais.\u00a0Esse resultado \u00e9 composto por um deficit de R$ 428,6 bilh\u00f5es do Tesouro Nacional e do BC. O rombo da Previd\u00eancia ficou em R$ 252,4 bilh\u00f5es,\u00a0e do Banco Central e por um d\u00e9ficit de R$ 252,4 bilh\u00f5es na Previd\u00eancia Social (RGPS).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No comunicado, o Tesouro demonstrou preocupa\u00e7\u00e3o com o aumento do endividamento para financiar esse rombo e voltou a defender as regras fiscais vigentes. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, diante do deficit prim\u00e1rio de R$ 681 bilh\u00f5es, no acumulado at\u00e9 outubro, e da proje\u00e7\u00e3o de endividamento\u00a0em torno de 95% do Produto Interno Bruto (PIB),\u00a0 &#8220;torna-se fundamental a retomada de um ambiente de gastos\u00a0compat\u00edvel com a realidade fiscal brasileira&#8221;.\u00a0 &#8220;Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio garantir que gastos\u00a0tempor\u00e1rios sejam de fato tempor\u00e1rios, sem transbordamentos das despesas de 2020 para\u00a02021, bem como que se reestabele\u00e7am as discuss\u00f5es sobre avan\u00e7os na agenda fiscal e na de\u00a0produtividade&#8221;, afirmou o \u00f3rg\u00e3o, acrescentando, que, as pr\u00f3ximas quatro semanas ser\u00e3o &#8220;decisivas&#8221; para o futuro das contas p\u00fablicas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL &nbsp; O rombo das contas p\u00fablicas do governo central ficou vermelho em R$ 3,6 bilh\u00f5es em outubro de 2020, o pior resultado para o m\u00eas desde 2015, quando o deficit foi de R$ 13,2 bilh\u00f5es, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (26\/11) pelo Tesouro Nacional. 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