{"id":15902,"date":"2020-09-16T18:09:38","date_gmt":"2020-09-16T21:09:38","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=15902"},"modified":"2020-09-16T18:50:31","modified_gmt":"2020-09-16T21:50:31","slug":"banco-central-mantem-taxa-selic-em-2-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/banco-central-mantem-taxa-selic-em-2-ao-ano\/","title":{"rendered":"Banco Central mant\u00e9m taxa Selic em 2% ao ano"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">ROSANA HESSEL<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (16\/09), manter a taxa b\u00e1sica da economia (Selic) em 2% ao ano, interrompendo um ciclo de nove reuni\u00f5es consecutivas de cortes, iniciado em julho de 2019.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A decis\u00e3o era esperada pelo mercado e ela foi un\u00e2nime, segundo o comunicado. A taxa b\u00e1sica de juros continua no menor patamar da hist\u00f3ria. O Comite informou que\u00a0<\/span>entende que essa decis\u00e3o &#8220;\u00e9 compat\u00edvel com a converg\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o para a meta no horizonte relevante, que inclui o ano-calend\u00e1rio de 2021 e, em grau menor, o de 2022&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No comunicado, o Copom ressaltou que, no cen\u00e1rio b\u00e1sico para a infla\u00e7\u00e3o, &#8220;permanecem fatores de risco em ambas as dire\u00e7\u00f5es&#8221;.\u00a0 O colegiado destacou que, por um lado, o n\u00edvel de ociosidade pode produzir trajet\u00f3ria de infla\u00e7\u00e3o abaixo do esperado, notadamente quando essa ociosidade est\u00e1 concentrada no setor de servi\u00e7os. &#8220;Esse risco se intensifica caso uma revers\u00e3o mais lenta dos efeitos da pandemia prolongue o ambiente de elevada incerteza e de aumento da poupan\u00e7a precaucional&#8221;, informou o documento.\u00a0Por outro, destacou que as pol\u00edticas fiscais de resposta \u00e0 pandemia que piorem a trajet\u00f3ria fiscal do pa\u00eds de forma prolongada, ou frustra\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 continuidade das reformas, &#8220;podem elevar os pr\u00eamios de risco&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Adicionalmente, os diversos programas de est\u00edmulo credit\u00edcio e de recomposi\u00e7\u00e3o de renda, implementados no combate \u00e0 pandemia, podem fazer com que a redu\u00e7\u00e3o da demanda agregada seja menor do que a estimada, adicionando uma assimetria ao balan\u00e7o de riscos. Esse conjunto de fatores implica, potencialmente, uma trajet\u00f3ria para a infla\u00e7\u00e3o acima do projetado no horizonte relevante para a pol\u00edtica monet\u00e1ria&#8221;, destacou a nota.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Copom ainda refor\u00e7ou que &#8220;perseverar no processo de reformas e ajustes necess\u00e1rios na economia brasileira \u00e9 essencial para permitir a recupera\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel da economia&#8221;. &#8220;O Comit\u00ea ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e altera\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter permanente no processo de ajuste das contas p\u00fablicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia&#8221;, afirmou a nota.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Copom entende que a conjuntura econ\u00f4mica continua a prescrever est\u00edmulo monet\u00e1rio extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a quest\u00f5es prudenciais e de estabilidade financeira, o espa\u00e7o remanescente para utiliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria, se houver, deve ser pequeno. Consequentemente, eventuais ajustes futuros no atual grau de est\u00edmulo ocorreriam com gradualismo adicional e depender\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o sobre a trajet\u00f3ria fiscal, assim como de novas informa\u00e7\u00f5es que alterem a atual avalia\u00e7\u00e3o do Copom sobre a infla\u00e7\u00e3o prospectiva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O comunicado ainda destacou que considera apropriado utilizar uma &#8220;prescri\u00e7\u00e3o futura&#8221; (isto \u00e9, um &#8220;<em>forward guidance<\/em>&#8220;) como um instrumento de pol\u00edtica monet\u00e1ria adicional. &#8220;Nesse sentido, e apesar de uma assimetria em seu balan\u00e7o de riscos, o Copom n\u00e3o pretende reduzir o grau de est\u00edmulo monet\u00e1rio, a menos que as expectativas de infla\u00e7\u00e3o, assim como as proje\u00e7\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o de seu cen\u00e1rio b\u00e1sico, estejam suficientemente pr\u00f3ximas da meta de infla\u00e7\u00e3o para o horizonte relevante de pol\u00edtica monet\u00e1ria, que atualmente inclui o ano-calend\u00e1rio de 2021 e, em grau menor, o de 2022. Essa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 condicional \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do atual regime fiscal e \u00e0 ancoragem das expectativas de infla\u00e7\u00e3o de longo prazo&#8221;, completou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A decis\u00e3o do Copom em manter a taxa Selic vai em linha com a maioria dos bancos centrais globais. Mais cedo, o Fomc, o Copom do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) decidiu, por unanimidade, a manuten\u00e7\u00e3o dos juros na faixa atual de 0% a 0,25% ao ano.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL &nbsp; O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (16\/09), manter a taxa b\u00e1sica da economia (Selic) em 2% ao ano, interrompendo um ciclo de nove reuni\u00f5es consecutivas de cortes, iniciado em julho de 2019.\u00a0 &nbsp; A decis\u00e3o era esperada pelo mercado e ela foi un\u00e2nime, segundo o comunicado. 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