{"id":15744,"date":"2020-09-10T12:01:03","date_gmt":"2020-09-10T15:01:03","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=15744"},"modified":"2020-09-10T20:43:24","modified_gmt":"2020-09-10T23:43:24","slug":"fgv-desigualdade-no-mercado-de-trabalho-bate-recorde-durante-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/fgv-desigualdade-no-mercado-de-trabalho-bate-recorde-durante-pandemia\/","title":{"rendered":"FGV: Desigualdade no mercado de trabalho bate recorde durante pandemia"},"content":{"rendered":"<h2>ROSANA HESSEL<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2>A pandemia de covid-19 est\u00e1 fazendo um estrago sem precedentes no mercado de trabalho. Apesar de o aux\u00edlio emergencial de R$ 600 ter melhorado a renda dos mais pobres e vulner\u00e1veis, principalmente nos estados do Norte e do Nordeste do pa\u00eds, o mercado de trabalho est\u00e1 encolhendo e o rendimento dos trabalhadores cai em patamares nunca antes vistos na hist\u00f3ria.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dados de pesquisa \u201cEfeitos da pandemia sobre mercado de trabalho brasileiro: Desigualdade, ingredientes trabalhistas e papel da jornada\u201d, divulgada nesta quinta-feira (10\/09) pelo Centro de Pol\u00edticas Sociais da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, FGV Social, revelam que o \u00cdndice Gini &#8212; indicador que mede a desigualdade da renda &#8212; aumentou 2,2% durante a pandemia, pelos c\u00e1lculos do estudo, passando de 0,792, no \u00faltimo trimestre de 2019, para 0,824, no segundo trimestre de 2020. Na m\u00e9trica do indicador, quanto mais perto de 1,0 maior \u00e9 a desigualdade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEsse aumento do \u00cdndice Gini \u00e9 gigantesco e nunca foi registrado na m\u00e9trica de varia\u00e7\u00e3o do indicador\u201d, destacou Marcelo Neri, diretor do FGV Social e coordenador do estudo, em entrevista ao <strong>Blog<\/strong>.\u00a0 \u00a0\u201cUm salto desse na desigualdade nunca houve aumento t\u00e3o parecido na s\u00e9rie hist\u00f3rica em termos de renda do trabalho\u201d, pontuou. Na s\u00e9rie apontada pela FGV, o patamar \u00e9 o mais elevado desde 2012 e o aumento entre o segundo trimestre de 2019 e o mesmo intervalo de 2020, a alta foi de 3,87%, dado tr\u00eas vezes maior do que qualquer outro ponto da s\u00e9rie.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O levantamento da FGV tem como base os dados da PNAD Cont\u00ednua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).\u00a0 E, de acordo com Neri, o quadro s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 mais grave devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho proporcionada pela Medida Provis\u00f3ria 936, que ajudou a evitar um grande n\u00famero de demiss\u00f5es no pa\u00eds, de acordo com Neri. No segundo trimestre de 2020, durante o auge da pandemia, a queda na renda foi de 20,1% e ela teve como principal impulsionador a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, de 14,3%. \u201cSe essa medida de redu\u00e7\u00e3o da jornada, que foi prorrogada, perder a validade, ela poder\u00e1 se transformar em desemprego, e, com isso, o aumento da desigualdade ser\u00e1 maior ainda\u201d, alertou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C\u00e9u e inferno<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Neri lembrou que o aux\u00edlio emergencial ajudou a melhorar a renda m\u00e9dia de todos os trabalhos, incluindo assist\u00eancia social, durante a pandemia, tirando 13,1 milh\u00f5es de pessoas das faixas D e E, conforme mostrou uma pesquisa anterior do FGV Social. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa passada sobre classes, esta faz um contraponto, uma esp\u00e9cie de paradoxo, porque mostra o mercado de trabalho no inferno, tanto na renda quanto na desigualdade\u201d, destacou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com os dados do estudo, os 50% mais pobres ainda foram mais afetados, pois tiveram queda na renda do trabalho em 27,9%. J\u00e1 os 10% mais ricos perderam menos do que a m\u00e9dia: 17,5%. As minorias tamb\u00e9m est\u00e3o entre os maiores prejudicados durante a pandemia no mercado de trabalho. A renda m\u00e9dia dos ind\u00edgenas, caiu 28,7%; a dos sem instru\u00e7\u00e3o recuou 27,5% e a dos jovens at\u00e9 24 anos, encolheu 26%.\u00a0Ao comparar a queda da renda m\u00e9dia entre os estados brasileiros, Pernambuco lidera a lista de aumento da desigualdade, com queda de 26,9%. J\u00e1\u00a0o Distrito Federal apresenta redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 19,3%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Confira os principais dados da pesquisa abaixo:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/09\/WhatsApp-Image-2020-09-10-at-14.11.18.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-15760\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/09\/WhatsApp-Image-2020-09-10-at-14.11.18-768x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/09\/WhatsApp-Image-2020-09-10-at-14.11.18.jpeg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/09\/WhatsApp-Image-2020-09-10-at-14.11.18-225x300.jpeg 225w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/09\/WhatsApp-Image-2020-09-10-at-14.11.18-550x733.jpeg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/09\/WhatsApp-Image-2020-09-10-at-14.11.18-230x307.jpeg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/09\/WhatsApp-Image-2020-09-10-at-11.02.32.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-15747\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/09\/WhatsApp-Image-2020-09-10-at-11.02.32-1024x575.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"575\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/09\/WhatsApp-Image-2020-09-10-at-11.02.32-1024x575.jpeg 1024w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/09\/WhatsApp-Image-2020-09-10-at-11.02.32-300x169.jpeg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/09\/WhatsApp-Image-2020-09-10-at-11.02.32-768x431.jpeg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/09\/WhatsApp-Image-2020-09-10-at-11.02.32-550x309.jpeg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/09\/WhatsApp-Image-2020-09-10-at-11.02.32-230x129.jpeg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/09\/WhatsApp-Image-2020-09-10-at-11.02.32.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL A pandemia de covid-19 est\u00e1 fazendo um estrago sem precedentes no mercado de trabalho. 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