{"id":15705,"date":"2020-09-08T18:51:45","date_gmt":"2020-09-08T21:51:45","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=15705"},"modified":"2020-09-08T19:22:25","modified_gmt":"2020-09-08T22:22:25","slug":"alta-dos-precos-dos-alimentos-vai-durar-pelo-menos-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/alta-dos-precos-dos-alimentos-vai-durar-pelo-menos-um-ano\/","title":{"rendered":"Alta dos pre\u00e7os dos alimentos vai durar pelo menos um ano"},"content":{"rendered":"<h2>Apesar da promessa do presidente Jair Bolsonaro de que o governo agir\u00e1 para conter a disparada dos pre\u00e7os dos alimentos, sobretudo do arroz, do \u00f3leo de soja, do feij\u00e3o e das carnes, especialistas em infla\u00e7\u00e3o argumentam que o movimento de reajustes dos produtos b\u00e1sicos vai durar pelo menos um ano. <a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/inflacao-dos-alimentos-passara-de-10-neste-ano-quatro-vezes-acima-do-indice-oficial\/\">A infla\u00e7\u00e3o dos alimentos em 2020 deve passar de 10%<\/a>.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo os especialistas, h\u00e1 uma conjun\u00e7\u00e3o de fatores que justificam a disparada dos pre\u00e7os da comida. Al\u00e9m de o consumo de alimentos ter aumentado no pa\u00eds durante a pandemia, as compras da China dispararam e h\u00e1 produtos, como o arroz, que tiveram a \u00e1rea plantada reduzida para dar lugar \u00e0 colheita de soja e milho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os economistas explicam que, com a pandemia, muitas empresas da \u00e1rea de alimentos suspenderam parte da produ\u00e7\u00e3o, mas, quando religaram as m\u00e1quinas, encontraram uma demanda crescendo mais r\u00e1pido do que a oferta. Esse descompasso inflou os pre\u00e7os de v\u00e1rias mercadorias, como leite e \u00f3leo de soja \u2014 esse produto tamb\u00e9m influenciado pela alta do d\u00f3lar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>China est\u00e1 comprando tudo o que v\u00ea pela frente<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A demanda maior por alimentos \u00e9 uma tend\u00eancia em todo o mundo, mas ainda mais forte na China, que est\u00e1 repondo estoques. O pa\u00eds asi\u00e1tico, por exemplo, teve que sacrificar quase toda a cria\u00e7\u00e3o de porcos por causa de uma peste. Agora, enquanto os animais v\u00e3o crescendo, compra tudo o que h\u00e1 de carne su\u00edna dispon\u00edvel no mercado mundial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como \u00e9 produtor de commodities, mercadorias com cota\u00e7\u00e3o internacional, o Brasil acaba sentindo mais o choque que vem de fora. Nesse caso, sofre o impacto duas vezes: primeiro, por meio da oferta maior de produtos para exporta\u00e7\u00e3o e menor quantidade dispon\u00edvel para o mercado interno; segundo, porque todos os produtos s\u00e3o negociados em d\u00f3lar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Preocupado com esse quadro, o governo acendeu o sinal de alerta. Conselheiros pol\u00edticos de Bolsonaro alertaram que, se h\u00e1 um fato que pode minar a imagem de um presidente, \u00e9 comida cara. Por isso, o <a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/planalto-monta-tropa-de-choque-para-monitorar-precos-dos-alimentos\/\">Planalto montou um tropa de choque para monitorar a situa\u00e7\u00e3o do mercado<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 18h51min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar da promessa do presidente Jair Bolsonaro de que o governo agir\u00e1 para conter a disparada dos pre\u00e7os dos alimentos, sobretudo do arroz, do \u00f3leo de soja, do feij\u00e3o e das carnes, especialistas em infla\u00e7\u00e3o argumentam que o movimento de reajustes dos produtos b\u00e1sicos vai durar pelo menos um ano. 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