{"id":15462,"date":"2020-08-26T14:14:30","date_gmt":"2020-08-26T17:14:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=15462"},"modified":"2020-08-26T14:42:30","modified_gmt":"2020-08-26T17:42:30","slug":"em-julho-679-milhoes-de-pessoas-estavam-em-situacao-mais-vulneravel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/em-julho-679-milhoes-de-pessoas-estavam-em-situacao-mais-vulneravel\/","title":{"rendered":"Em julho, 67,9 milh\u00f5es de pessoas estavam em situa\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<h2><span style=\"font-weight: 400\">ROSANA HESSEL<\/span><\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">A piora no mercado de trabalho em meio \u00e0 pandemia de covid-19 \u00e9 evidente e n\u00e3o h\u00e1 motivos de comemora\u00e7\u00e3o. Um levantamento feito pelo economista Marcel Balassiano, do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre-FGV), comparando os dados de vulner\u00e1veis e pessoas recebendo o aux\u00edlio emergencial de R$ 600, mapeou\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">um contingente de 67,9 milh\u00f5es de \u201cmais vulner\u00e1veis\u201d no mercado de trabalho, em julho, ou seja, mais do que o n\u00famero de 65 milh\u00f5es de pessoas beneficiadas pelo programa divulgado pelo governo.<\/span><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O levantamento ao qual o <strong>Blog<\/strong> teve acesso usou com base na Pnad Covid &#8212; uma vers\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) &#8212; do m\u00eas passado.\u00a0 Segundo Balassiano, o<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0contingente de 67,9 milh\u00f5es &#8220;mais vulner\u00e1veis&#8221;\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00e9 resultado da soma dos desocupados com as pessoas que n\u00e3o procuram trabalho, mas gostariam de trabalhar, e os informais e corresponde 55,6% da for\u00e7a de trabalho ampliada nacional, que considera a Popula\u00e7\u00e3o Economicamente Ativa (PEA) e aqueles que n\u00e3o est\u00e3o procurando emprego, ou seja 122 milh\u00f5es de pessoas.\u00a0 Enquanto isso, a m\u00e9dia nacional de domic\u00edlios que recebeu o aux\u00edlio emergencial em julho foi de 44%.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O dado computado pelo economista do Ibre para os \u201cmais vulner\u00e1veis\u201d \u00e9 muito parecido com os cerca de 70 milh\u00f5es de pessoas em situa\u00e7\u00e3o \u201cmais vulner\u00e1vel\u201d no mercado de trabalho apontada pela Pnad em fevereiro, ou seja, antes da chegada oficial da covid-19 ao pa\u00eds. Logo, isso\u00a0<\/span>mostra que nunca existiu um contingente \u201cinvis\u00edveis\u201d que o ministro da Economia, Paulo Guedes, gosta de afirmar ao comentar sobre os benefici\u00e1rios do aux\u00edlio emergencial pago durante a pandemia aos mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para Balassiano, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar que havia um contingente de &#8220;invis\u00edveis&#8221; no mercado de trabalho. O que pode ter ocorrido, segundo ele, \u00e9 uma mudan\u00e7a de conceito, como um informal ter se tornado um desalentado ou parado de procurar emprego durante a pandemia, mas essas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade sempre estiveram e eram mapeadas pelos dados do IBGE, contudo, n\u00e3o estavam sendo atendidas por nenhum programa de assist\u00eancia social do governo. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u201cUm ponto central \u00e9 que todos sabiam desses n\u00fameros, n\u00e3o h\u00e1 o que negar\u201d, comentou Balassiano.<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Ele considera o aux\u00edlio emergencial um programa importante para ajudar essas pessoas mais vulner\u00e1veis, mas admite que nem todos acabaram sendo beneficiados.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cO aux\u00edlio emergencial ajuda essas pessoas mais vulner\u00e1veis e foi uma das medidas mais urgentes a serem tomadas. Apesar dos problemas, como fraudes de quem n\u00e3o deveria receber o aux\u00edlio e outras terem ficado de fora, o programa pode ser considerado bem sucedido por atingir 65 milh\u00f5es de brasileiros\u201d, afirmou Balassiano.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em meio ao impasse sobre o Renda Brasil, programa que vai substituir o Bolsa Fam\u00edlia, mas n\u00e3o tem recursos para financi\u00e1-lo, e a prorroga\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio emergencial, Balassiano lembrou que \u00e9 importante frisar o car\u00e1ter emergencial do programa emergencial, que tem um custo elevado, de R$ 50 bilh\u00f5es por m\u00eas, mas foi uma boa medida para situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de recess\u00e3o durante a pandemia. \u201cPara o futuro, gastos tempor\u00e1rios n\u00e3o podem virar permanentes, em fun\u00e7\u00e3o do grave problema fiscal do Brasil, pr\u00e9-coronav\u00edrus, e que foi agravado mais ainda com a crise atual\u201d, afirmou.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com dados do levantamento, as regi\u00f5es Norte e Nordeste possuem as m\u00e9dias de &#8220;mais vulner\u00e1veis&#8221; no mercado de trabalho do que a m\u00e9dia do Brasil e, coincidentemente, s\u00e3o tamb\u00e9m os que mais recebem o aux\u00edlio emergencial. Estados com taxas de mais vulner\u00e1veis bastante elevadas, acima 70%, foram sete. S\u00e3o eles: Maranh\u00e3o (75,2%),\u00a0 Piau\u00ed (70,2%), Alagoas (70,2%), Amazonas (71,8%), Par\u00e1 (70,2%), Amap\u00e1 (72,2%) e Bahia (70,2%).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Veja o quadro com as unidades federativas:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/08\/WhatsApp-Image-2020-08-26-at-14.18.25.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-15468\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2020\/08\/WhatsApp-Image-2020-08-26-at-14.18.25-1024x768.jpeg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL A piora no mercado de trabalho em meio \u00e0 pandemia de covid-19 \u00e9 evidente e n\u00e3o h\u00e1 motivos de comemora\u00e7\u00e3o. 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