{"id":1417,"date":"2016-06-13T10:01:03","date_gmt":"2016-06-13T13:01:03","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=1417"},"modified":"2016-06-13T11:19:47","modified_gmt":"2016-06-13T14:19:47","slug":"chegou-hora-da-verdade-diz-kawall","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/chegou-hora-da-verdade-diz-kawall\/","title":{"rendered":"&#8220;Chegou a hora da verdade&#8221;, diz Kawall"},"content":{"rendered":"<p>POR PAULO SILVA PINTO<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O economista-chefe do Banco Safra, Carlos Kawall, \u00e9 um entusiasta da proposta de teto para os gastos p\u00fablicos, que o governo pretende enviar ao Congresso. E n\u00e3o \u00e9 de hoje. Como secret\u00e1rio do Tesouro Nacional, em 2006, in\u00edcio da gest\u00e3o de Guido Mantega no Minist\u00e9rio da Fazenda, ele defendeu a proposta, que era discutida na equipe, mas nunca emplacou.<\/em><\/p>\n<p><em>A ideia atual, ele destaca, \u00e9 muito melhor, porque envolve mudan\u00e7a constitucional, e, com isso, ser\u00e1 poss\u00edvel controlar gastos determinados pela Carta Magna. Kawall n\u00e3o tem d\u00favidas de que a popula\u00e7\u00e3o, se fosse chamada a opinar, seria favor\u00e1vel \u00e0 regra. \u201cA beleza \u00e9 que essa ideia atrai, porque as pessoas acham que tudo tem que ter limite\u201d, diz.<\/em><\/p>\n<p><em>Depois dos oito meses que passou no governo, o economista se transformou em uma das principais refer\u00eancias como analista de mercado, primeiro no Citibank; depois, no Safra. Mesmo longe da Esplanada dos Minist\u00e9rios, colaborou com a equipe do ministro Nelson Barbosa, antecessor de Henrique Meirelles, na elabora\u00e7\u00e3o da proposta de um dep\u00f3sito remunerado das institui\u00e7\u00f5es financeiras no Banco Central. Isso substituiria as opera\u00e7\u00f5es compromissadas, mecanismo usado para o controle da liquidez que acaba por gerar distor\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias, sobretudo na defini\u00e7\u00e3o do tamanho da d\u00edvida p\u00fablica.<\/em><\/p>\n<p><em>Kawall nota, ali\u00e1s, que a equipe de Barbosa j\u00e1 havia avan\u00e7ado bastante na discuss\u00e3o de um mecanismo de controle de gastos p\u00fablicos, ainda sem chegar, por\u00e9m, \u00e0 ambi\u00e7\u00e3o da emenda constitucional que Meirelles promete enviar ao Congresso. O economista acredita que a proposta est\u00e1 madura para ser colocada em pr\u00e1tica. Mas, se for rejeitada, ser\u00e1 uma escolha da sociedade por uma infla\u00e7\u00e3o mais alta. Veja, a seguir, os principais trechos da entrevista ao <strong>Correio<\/strong>.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_1418\" aria-describedby=\"caption-attachment-1418\" style=\"width: 477px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/06\/Kawall.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1418\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1418\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/06\/Kawall-300x199.jpg\" alt=\"15\/08\/2006. Cr\u00e9dito: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A Press. Brasil. Bras\u00edlia - DF. Secretario do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, no Minist\u00e9rio da Fazenda.\" width=\"477\" height=\"316\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/06\/Kawall-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/06\/Kawall-768x510.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/06\/Kawall-350x232.jpg 350w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/06\/Kawall-550x365.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/06\/Kawall-230x153.jpg 230w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-content\/uploads\/sites\/16\/2016\/06\/Kawall.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 477px) 100vw, 477px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1418\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A Press<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como v\u00ea o primeiro m\u00eas do governo do presidente interino, Michel Temer?<\/strong><br \/>\nO mais importante, neste momento, \u00e9 constatar que h\u00e1 um diagn\u00f3stico para a economia. Vamos ver propostas de reformas, que ser\u00e3o enviadas em breve ao Congresso. A ideia \u00e9 que o pa\u00eds precisa enfrentar o desajuste das contas p\u00fablicas de forma estrutural. Isso n\u00e3o se desvia radicalmente do que era proposto pela equipe anterior do Minist\u00e9rio da Fazenda, a qual determinou que o gasto p\u00fablico fosse contido sob certas condi\u00e7\u00f5es. Ia, portanto, no sentido do teto de gastos, mas tinha o v\u00edcio de n\u00e3o envolver dispositivo constitucional, portanto, n\u00e3o afetando gastos obrigat\u00f3rios. Mesmo assim, j\u00e1 era claro para eles que a recupera\u00e7\u00e3o c\u00edclica do crescimento do pa\u00eds n\u00e3o permitir\u00e1 a adequa\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas. Comparativamente, o Estado brasileiro gasta mais do que em outros pa\u00edses emergentes, e isso \u00e9 incompat\u00edvel com crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual o benef\u00edcio que o limite para aumento dos gastos p\u00fablicos proporcionar\u00e1 se for aprovado pelo Congresso?<\/strong><br \/>\nPermitir\u00e1 que, independentemente de quem assumir o governo a partir de 2019, haver\u00e1 uma trajet\u00f3ria cr\u00edvel em um ambiente de infla\u00e7\u00e3o baixa e de crescimento econ\u00f4mico. Pode ser que a sociedade brasileira prefira uma situa\u00e7\u00e3o de infla\u00e7\u00e3o alta, e ascendente, e ent\u00e3o ser\u00e1 a hora da verdade. Se houver a rejei\u00e7\u00e3o da proposta de teto dos gastos, n\u00e3o haver\u00e1 alternativa sen\u00e3o essa. A inten\u00e7\u00e3o da atual equipe \u00e9 conciliar crescimento e infla\u00e7\u00e3o baixa, que far\u00e1 com que tenhamos taxas de juros bem menores, que s\u00f3 ser\u00e3o poss\u00edveis se forem criadas as condi\u00e7\u00f5es para que isso ocorra estruturalmente, n\u00e3o artificialmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel crescer com infla\u00e7\u00e3o alta?<\/strong><br \/>\nSim, mas ser\u00e1 como nos anos 1980, como o famoso voo de galinha. A gente sabe que uma situa\u00e7\u00e3o assim, de infla\u00e7\u00e3o alta, pune os mais desfavorecidos, h\u00e1 aumento da desigualdade, perdendo-se algo que melhorou muito nos \u00faltimos anos. Em um ambiente de forte aumento de pre\u00e7os, o crescimento \u00e9 de outro padr\u00e3o, com piora da distribui\u00e7\u00e3o de renda, desorganiza\u00e7\u00e3o da atividade produtiva e volta dos mecanismos de defesa contra a infla\u00e7\u00e3o. Acaba, enfim, o que ach\u00e1vamos que era uma conquista. Ningu\u00e9m faria uma op\u00e7\u00e3o consciente por isso, seria inconsciente, mas, ainda assim, seria uma escolha. Se as pessoas disserem que n\u00e3o querem aceitar o ajuste fiscal, a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 a infla\u00e7\u00e3o. Instala-se, ent\u00e3o, a domin\u00e2ncia fiscal, em que n\u00e3o se pode elevar a taxa de juros para segurar os pre\u00e7os porque isso afeta muito o risco Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual a vantagem do limite para gastos?<\/strong><br \/>\nA ideia do teto de gastos \u00e9 a melhor que surgiu nos \u00faltimos tempos. Conceitualmente, d\u00e1 ao or\u00e7amento realismo, no sentido de que substituiu regras autom\u00e1ticas de vincula\u00e7\u00f5es e do crescimento de despesas, deixa claro o que \u00e9 ou n\u00e3o prioridade, contendo o que \u00e9 poss\u00edvel. Do contr\u00e1rio, tem que elevar a carga tribut\u00e1ria, que, no Brasil, j\u00e1 \u00e9 muito alta. O teto reverte a tend\u00eancia, que existe desde 1997, de aumento dos gastos acima do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Se for mantida ao longo de oito anos, poderemos voltar a ter superavit prim\u00e1rio de 2% do PIB. O mecanismo \u00e9 t\u00e3o mais eficaz quanto maior for o avan\u00e7o econ\u00f4mico. Se houver garantia constitucional do teto, \u00e9 muito mais relevante para garantir crescimento e investimento com taxas de juros mais baixas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que se pode esperar do debate sobre o tema?<\/strong><br \/>\nPor mais que se possa olhar com um vi\u00e9s de esquerda ou de direita, \u00e9 a mesma matem\u00e1tica, que nos coloca sob risco de insolv\u00eancia. Vamos ter que aguardar. A reforma da Previd\u00eancia \u00e9 inadi\u00e1vel. J\u00e1 vem atrasada. Ela \u00e9 sempre dif\u00edcil, em qualquer sociedade ou pa\u00eds, pois \u00e9 algo que mexe com expectativa de direito. Tem de ser feita com todo o cuidado, na forma da regra de transi\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 algo que significar\u00e1 que o pa\u00eds est\u00e1 olhando para frente, para resolver o problema de futuras gera\u00e7\u00f5es. O descuido que temos de equacionar \u00e9 algo intergeracional. Ter um gasto de 3% ou 4% do PIB a mais daqui a alguns anos \u00e9 um impeditivo do crescimento de longo prazo. Todos os pa\u00edses discutem hoje eleva\u00e7\u00e3o da idade m\u00ednima. N\u00f3s sequer a temos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O governo ter\u00e1 capacidade pol\u00edtica para aprovar reformas?<\/strong><br \/>\nMinha capacidade de prever a din\u00e2mica pol\u00edtica n\u00e3o \u00e9 melhor do que a de ningu\u00e9m. De um jeito ou de outro, a sociedade vai ser chamada a decidir sobre seu futuro. Estamos em uma crise sem precedentes, com desemprego que, n\u00f3s economistas antevemos, chegar\u00e1 a 13% ou 14%. A boa not\u00edcia \u00e9 que, \u00e0s vezes, a gente erra. A coisa mais dram\u00e1tica a curto prazo \u00e9 atacar o deficit p\u00fablico. H\u00e1 um conjunto de quest\u00f5es a serem atacadas, incluindo mudan\u00e7as do sistema tribut\u00e1rio, mudan\u00e7as na rigidez das regras trabalhistas e o robustecimento do programa de concess\u00f5es. Mas o problema cr\u00edtico a ser resolvido, que pode levar \u00e0 morte do paciente, \u00e9 a quest\u00e3o fiscal. Se for atacar antes, por exemplo, a reforma tribut\u00e1ria ser\u00e1 um erro. O fiscal \u00e9 o que est\u00e1 nos fazendo sangrar e ter uma crise mais dram\u00e1tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel baixar juros no segundo semestre?<\/strong><br \/>\nEmbora a infla\u00e7\u00e3o tenha surpreendido para cima, est\u00e1 em uma trajet\u00f3ria benigna. Estamos em uma recess\u00e3o sem precedentes. Mesmo aquilo em que se via grande resist\u00eancia, como os pre\u00e7os dos servi\u00e7os, est\u00e1 mostrando tend\u00eancia lenta e consistente de melhora. No caso de alimentos, parece que tudo o que pode acontecer de errado est\u00e1 acontecendo. Acho que \u00e9 poss\u00edvel uma queda da taxa Selic a partir de agosto, embora possa ser um pouco mais \u00e0 frente. No fim do pr\u00f3ximo ano, podemos chegar a juros em torno de 10%, ou mesmo de um d\u00edgito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que deve ser feito com a pol\u00edtica cambial?<\/strong><br \/>\nO Banco Central n\u00e3o pode trabalhar com a ideia de piso para o d\u00f3lar. \u00c9 preciso entender que, neste momento, h\u00e1 uma movimenta\u00e7\u00e3o forte do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que perde a for\u00e7a, e reduz o \u00edmpeto do Fed (o BC dos Estados Unidos) para elevar a taxas de juros. Isso explica a recente valoriza\u00e7\u00e3o do real. Houve uma interven\u00e7\u00e3o maci\u00e7a do BC no mercado de c\u00e2mbio a partir do terceiro trimestre do ano passado, que resultou em um estoque de cerca de R$ 60 bilh\u00f5es em contratos de swap (equivalentes \u00e0 venda de d\u00f3lar no mercado futuro). Agora, \u00e9 preciso administrar isso, n\u00e3o d\u00e1 para sentar e olhar. A partir de setembro, nada vence.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que achou do aumento concedido aos funcion\u00e1rios p\u00fablicos?<\/strong><br \/>\nFoi uma das op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis, e veio do fato de que j\u00e1 havia acordos, que se achou por bem n\u00e3o reverter. O fato de haver um reajuste em linha com a infla\u00e7\u00e3o para a maior parte das categorias j\u00e1 \u00e9 coerente com um teto para o aumento de gastos. Mas \u00e9 preciso fazer isso com outras despesas tamb\u00e9m, incluindo sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. O importante \u00e9 que se sinalize para uma trajet\u00f3ria favor\u00e1vel para a d\u00edvida. H\u00e1 outras formas de conseguir isso al\u00e9m do superavit prim\u00e1rio, como a venda de ativos e o que se est\u00e1 fazendo com o BNDES (devolu\u00e7\u00e3o de R$ 100 bilh\u00f5es ao governo). Essas op\u00e7\u00f5es sempre fizeram parte da realidade empresarial, ajustar as despesas e priorizar atividades essenciais aos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quando se entra em uma situa\u00e7\u00e3o de domin\u00e2ncia fiscal?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 uma f\u00f3rmula m\u00e1gica para determinar isso. Se n\u00e3o conseguirmos gerar as medidas necess\u00e1rias para o ajuste, ent\u00e3o passaremos a uma din\u00e2mica perversa, em que aumenta o risco, h\u00e1 press\u00e3o na taxa de c\u00e2mbio, a infla\u00e7\u00e3o dispara, h\u00e1 maior dificuldade para reduzir os juros, a recess\u00e3o se aprofunda e h\u00e1 desvaloriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio real. Conscientemente ou n\u00e3o, a sociedade pode optar por isso. A infla\u00e7\u00e3o \u00e9 poderosa para conter o gasto do governo. Seria uma solu\u00e7\u00e3o por mal, caso n\u00e3o haja bom senso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Subs\u00eddios n\u00e3o aumentaram muito o deficit tamb\u00e9m?<\/strong><br \/>\nSim. \u00c9 uma carga que vai gerar \u00f4nus at\u00e9 2019. Mas n\u00e3o se trata de um gasto cont\u00ednuo, \u00e9 discricion\u00e1rio, diferentemente do gasto social. \u00c9 preciso fazer alguma coisa para cont\u00ea-lo. Seria interessante uma pesquisa que perguntasse \u00e0s pessoas se acham que deve haver um limite para o crescimento do gasto p\u00fablico. A beleza \u00e9 que essa ideia atrai, porque as pessoas acham tudo tem que ter limite. Uma pessoa que se aposenta aos 55 anos e acumula esse benef\u00edcio com um sal\u00e1rio n\u00e3o est\u00e1 obtendo um benef\u00edcio e, sim, um empr\u00e9stimo que vai ser pago por gera\u00e7\u00f5es futuras, assim como um empres\u00e1rio que obt\u00e9m subs\u00eddio vai pagar isso mais tarde na forma de juros mais altos para todos. Com um governo fortemente deficit\u00e1rio, n\u00e3o haver\u00e1 outro jeito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Se o processo de impeachment for rejeitado e Dilma voltar ao Planalto, acha que ela tomar\u00e1 essas medidas?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o vejo alternativa. Se essa op\u00e7\u00e3o prevalecer, significar\u00e1 que ela tem maior capacidade de aprovar medidas do que o presidente interino. Pode ocorrer tamb\u00e9m um aprofundamento da crise, que nos leve realmente a uma depress\u00e3o econ\u00f4mica e, finalmente, \u00e0 consci\u00eancia da necessidade de reformas. Mas acho que j\u00e1 foi suficiente o que tivemos at\u00e9 agora. Vamos nos contentar com esse estrago.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 10h01min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POR PAULO SILVA PINTO &nbsp; O economista-chefe do Banco Safra, Carlos Kawall, \u00e9 um entusiasta da proposta de teto para os gastos p\u00fablicos, que o governo pretende enviar ao Congresso. E n\u00e3o \u00e9 de hoje. 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