{"id":13871,"date":"2020-04-16T23:33:52","date_gmt":"2020-04-17T02:33:52","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=13871"},"modified":"2020-04-17T12:17:07","modified_gmt":"2020-04-17T15:17:07","slug":"pib-da-china-desaba-68-no-primeiro-trimestre-do-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/pib-da-china-desaba-68-no-primeiro-trimestre-do-ano\/","title":{"rendered":"PIB da China desaba 6,8% no primeiro trimestre do ano"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">ROSANA HESSEL<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O Produto Interno Bruto (PIB) da China encolheu 6,8% no primeiro trimestre de 2020 na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2019, de acordo com o Centro Nacional de Estat\u00edsticas da China, o National Bureau of Statistics. A expectativa do mercado \u00e9 de uma queda de 6,5% em rela\u00e7\u00e3o do mesmo per\u00edodo do ano passado em fun\u00e7\u00e3o da pandemia da Covid-19, provocada pelo novo coronav\u00edrus, o Sars-CoV-2, segundo analistas ouvidos pelo <strong>Blog<\/strong>. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Foi o primeiro resultado negativo em um trimestre desde 1992. Na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior, o tombo foi de 9,8%. Pelas proje\u00e7\u00f5es do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), uma queda entre 6% e 6,5% nos primeiros tr\u00eas meses do ano, com recupera\u00e7\u00e3o nos meses seguintes, poderiam fazer a economia chinesa chegar a crescer 1,2% no fim do ano.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Em janeiro, a estimativa do Fundo de crescimento do PIB chin\u00eas era de 6%, e, portanto, a redu\u00e7\u00e3o da nova proje\u00e7\u00e3o foi de 4,8 pontos percentuais. A China, um dos principais motores da economia global, o Fundo prev\u00ea retra\u00e7\u00e3o de 3% do PIB global neste ano, o pior resultado desde a Grande Depress\u00e3o, na d\u00e9cada de 1930.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cUma queda do PIB chin\u00eas acima desse patamar previsto pelo FMI pode ser muito ruim, porque o PIB global certamente ser\u00e1 afetado negativamente e haver\u00e1 uma recess\u00e3o ainda mais profunda\u201d, avaliou Wagner Parente, especialista em rela\u00e7\u00f5es governamentais e com\u00e9rcio internacional e CEO da BMJ Consultores Associados. \u201cA China \u00e9 a segunda maior economia do planeta e o mundo tem uma forte depend\u00eancia tanto da oferta quanto da demanda dos chineses\u201d, resumiu.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com a Johns Hopkins University, foram registrados 2,1 milh\u00f5es de casos no mundo, at\u00e9 esta quinta-feira (16\/040.\u00a0\u00a0<\/span>Na avalia\u00e7\u00e3o de Parente, no caso do Brasil, uma desacelera\u00e7\u00e3o mais forte do pa\u00eds asi\u00e1tico, ser\u00e1 muito ruim para a economia brasileira, principalmente, para o setor agr\u00edcola, uma vez que a China \u00e9 o principal destino das exporta\u00e7\u00f5es nacionais de commodities.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNo primeiro trimestre, a agroind\u00fastria nacional n\u00e3o sentiu o impacto da desacelera\u00e7\u00e3o da China, porque os contratos de exporta\u00e7\u00e3o, em grande maioria, j\u00e1 tinham sido firmados h\u00e1 um tempo. Mas o que preocupa \u00e9 daqui para frente, com a China crescendo pouco\u201d, destacou Parante. Para ele, o cen\u00e1rio tra\u00e7ado por um estudo assinado por pesquisadores da Universidade Harvard e publicado pela revista Science que aponta que, sem vacina para o Sars-CoV-2, o novo coronav\u00edrus, poder\u00e1 circular todos os anos ou a cada bi\u00eanio, obrigando a necessidade de quarentenas intermitentes e, consequentemente, \u00e9 fact\u00edvel e pode atrasar ainda mais o processo de recupera\u00e7\u00e3o da economia global.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O FMI anunciou as novas proje\u00e7\u00f5es de crescimento econ\u00f4mico, prevendo queda generalizada do PIB global. No caso do Brasil, reduziu as estimas em 7,5 pontos percentuais, passando de um crescimento de 2,2% para um tombo de 5,3%. O alerta dos economistas do Fundo foi preocupante, porque, dependendo da dura\u00e7\u00e3o dessa crise que \u00e9 in\u00e9dita e sem precedentes, o cen\u00e1rio poder\u00e1 ser mais cr\u00edtico ainda. A economista Monica de Bolle, do Peterson Institute for International Economics (PIIE), de Washington, prev\u00ea queda de 6% a 9% do PIB brasileiro neste ano.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, est\u00e1 mais otimista que o FMI em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China. \u201cA China tem uma capacidade tem uma capacidade de resili\u00eancia muito grande, mas este ano dever\u00e1 crescer pouco, algo entre 2% e 4%, na minha avalia\u00e7\u00e3o\u201d, disse. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com o analista da Austin, a economia chinesa vem se recuperando, mas mesmo se a houver um crescimento pequeno os demais pa\u00edses s\u00e3o afetados. \u201cH\u00e1 algum tempo atr\u00e1s em um evento com investidores chineses, eles comentavam que qualquer crescimento da China abaixo de 5% era considerado uma recess\u00e3o. Logo, n\u00e3o acho que isso mudou muito e, portanto, com o pa\u00eds asi\u00e1tico crescendo pouco, a economia global vai sentir o impacto\u201d, destacou.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dos economistas do Bradesco, a queda ficou maior do que a esperada, de 5,9%, na contra\u00e7\u00e3o interanual. &#8220;Na margem, houve queda de 9,8%, ap\u00f3s o avan\u00e7o anterior de 1,5%. Contudo, a reabertura da economia e retomada da atividade nas \u00faltimas semanas, gradual e assim\u00e9trica, apontam para resultados melhores nas pr\u00f3ximas divulga\u00e7\u00f5es&#8221;, informou o relat\u00f3rio do banco. A an\u00e1lise destacou que, os indicadores de mar\u00e7o refor\u00e7am essa melhora, concentrada em grande parte na ind\u00fastria, com recupera\u00e7\u00e3o mais lenta do consumo e dos investimentos. Ap\u00f3s a queda entre janeiro e fevereiro de 13,5%, a produ\u00e7\u00e3o industrial registrou recuo de 1,1%, em compara\u00e7\u00e3o com mar\u00e7o de 2019.\u00a0 &#8220;As vendas do com\u00e9rcio, por sua vez, ca\u00edram 15,8%, diminuindo a queda de 20,5% verificada no primeiro bimestre. Os investimentos em ativos fixos registraram recuo de 16,1% at\u00e9 mar\u00e7o, tamb\u00e9m reduzindo a retra\u00e7\u00e3o acumulada de 24,5% nos dois meses anteriores. Por fim, a taxa de desemprego recuou de 6,2% em fevereiro para 5,9% em mar\u00e7o&#8221;, ressaltou o relat\u00f3rio. Na avalia\u00e7\u00e3o do banco, parte da retomada em curso dever\u00e1 ser mitigada pelo choque externo, &#8220;por conta da menor demanda global, o que mant\u00e9m os desafios presentes no segundo trimestre&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL &nbsp; O Produto Interno Bruto (PIB) da China encolheu 6,8% no primeiro trimestre de 2020 na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2019, de acordo com o Centro Nacional de Estat\u00edsticas da China, o National Bureau of Statistics. 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