{"id":12541,"date":"2019-12-19T09:45:47","date_gmt":"2019-12-19T12:45:47","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=12541"},"modified":"2019-12-19T09:45:47","modified_gmt":"2019-12-19T12:45:47","slug":"bc-melhora-projecoes-do-pib-e-sinaliza-selic-em-45-no-fim-de-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/bc-melhora-projecoes-do-pib-e-sinaliza-selic-em-45-no-fim-de-2020\/","title":{"rendered":"BC melhora proje\u00e7\u00f5es do PIB e sinaliza Selic em 4,5% no fim de 2020"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">ROSANA HESSEL<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A atividade econ\u00f4mica brasileira &#8220;ganhou tra\u00e7\u00e3o&#8221; a partir do terceiro trimestre de 2019, na avalia\u00e7\u00e3o do Banco Central, que acompanhou o mercado e revisou para cima as proje\u00e7\u00f5es de expans\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano e do pr\u00f3ximo. Com cen\u00e1rio decrescente de infla\u00e7\u00e3o, o BC indicou um corte na taxa de juros b\u00e1sica (Selic), no in\u00edcio do ano que vem, para 4,25%, mas voltando para os atuais 4,50% no fim do ano.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Conforme o Relat\u00f3rio Trimestral de Infla\u00e7\u00e3o (RTI), divulgado nesta quinta-feira (19\/12), a autoridade monet\u00e1ria elevou a estimativa de crescimento do PIB de 0,9% para 1,2%, neste ano. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">A mudan\u00e7a, considera, principalmente, os est\u00edmulos da libera\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS) e do PIS\/Pasep no quarto trimestre, que se intensificaram com a antecipa\u00e7\u00e3o no cronograma de saques.\u00a0\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">A proje\u00e7\u00e3o para o crescimento do PIB em 2020 foi revista de 1,8% para 2,2%. Contudo, a institui\u00e7\u00e3o ressaltou que \u201cessa perspectiva est\u00e1 condicionada ao cen\u00e1rio de continuidade das reformas e ajustes necess\u00e1rios na economia brasileira\u201d.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom), do Banco Central, de acordo com o relat\u00f3rio, &#8220;avalia que diversas medidas de infla\u00e7\u00e3o subjacente encontram-se em n\u00edveis confort\u00e1veis, inclusive os componentes mais sens\u00edveis ao ciclo econ\u00f4mico e \u00e0 pol\u00edtica monet\u00e1ria\u201d. As proje\u00e7\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea, segundo a nota, situam-se em torno de 4,0%, para 2019; em 3,5%, para 2020; e em 3,4% para 2021, ou seja, decrescentes. \u201cEsse cen\u00e1rio sup\u00f5e trajet\u00f3ria de juros que encerra 2019 em 4,50% ao ano, reduz-se para 4,25%, no in\u00edcio de 2020, encerrando o ano em 4,50%, e se eleva at\u00e9 6,25% ao ano, em 2021\u201d, informou o documento, que considera o d\u00f3lar terminando em R$ 4,15, neste ano; em R$ 4,10, em 2020; e em R$ 4, em 2021.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao justificar o corte de 0,5 ponto percentual Selic, por unanimidade, para 4,5%, o relat\u00f3rio destacou que a decis\u00e3o do Copom no in\u00edcio do m\u00eas &#8220;entende que essa decis\u00e3o reflete seu cen\u00e1rio b\u00e1sico e balan\u00e7o de riscos para a infla\u00e7\u00e3o prospectiva e \u00e9 compat\u00edvel com a converg\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o para a meta no horizonte relevante para a condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria, que inclui o ano-calend\u00e1rio de 2020 e, em grau menor, o de 2021\u201d.\u00a0 O documento refor\u00e7ou a quest\u00e3o de cautela do Comit\u00ea para a condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria diante do cen\u00e1rio econ\u00f4mico. \u201cO Comit\u00ea enfatiza que seus pr\u00f3ximos passos continuar\u00e3o dependendo da evolu\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, do balan\u00e7o de riscos e das proje\u00e7\u00f5es e expectativas de infla\u00e7\u00e3o\u201d, destacou o relat\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Conforme o documento, no cen\u00e1rio externo, &#8220;a provis\u00e3o de est\u00edmulos monet\u00e1rios nas principais economias, em contexto de infla\u00e7\u00e3o abaixo das metas, t\u00eam sido capaz de produzir ambiente relativamente favor\u00e1vel para economias emergentes. O documento lembrou que a queda no diferencial de juros tem contribu\u00eddo para manter certa aprecia\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar frente a uma cesta de moedas de economias emergentes. \u201cNas \u00faltimas semanas, eventos idiossincr\u00e1ticos e o aumento da incerteza no ambiente de neg\u00f3cios t\u00eam causado maior volatilidade nos mercados de c\u00e2mbio, particularmente na Am\u00e9rica Latina. Apesar desse contexto espec\u00edfico local, as condi\u00e7\u00f5es financeiras globais mais frouxas revelam um ambiente externo relativamente mais favor\u00e1vel para as economias emergentes desde o Relat\u00f3rio de setembro\u201d, informou o BC.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os dados do relat\u00f3rio indicam que o balan\u00e7o de pagamentos das trocas comerciais e financeiras do Brasil com o mundo apresentou piora em 2019, com aumento de 28,5% no deficit em conta-corrente acumulado de janeiro a novembro, passando de R$ 35,4 bilh\u00f5es, em 2018, para R$ 45,5 bilh\u00f5es, neste ano.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROSANA HESSEL &nbsp; A atividade econ\u00f4mica brasileira &#8220;ganhou tra\u00e7\u00e3o&#8221; a partir do terceiro trimestre de 2019, na avalia\u00e7\u00e3o do Banco Central, que acompanhou o mercado e revisou para cima as proje\u00e7\u00f5es de expans\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano e do pr\u00f3ximo. 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