{"id":11944,"date":"2019-10-07T11:53:56","date_gmt":"2019-10-07T14:53:56","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=11944"},"modified":"2019-10-07T16:51:36","modified_gmt":"2019-10-07T19:51:36","slug":"fim-de-estabilidade-so-valera-para-futuros-servidores-se-congresso-aprovar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/fim-de-estabilidade-so-valera-para-futuros-servidores-se-congresso-aprovar\/","title":{"rendered":"Fim de estabilidade s\u00f3 valer\u00e1 para futuros servidores, se Congresso aprovar"},"content":{"rendered":"<h2>O projeto de reforma administrativa que est\u00e1 sendo preparado pelo Minist\u00e9rio da Economia, a fim de ser enviado ao Congresso nos pr\u00f3ximos dias, s\u00f3 prever\u00e1 o fim da estabilidade para os servidores que vierem a ser contratados ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o da lei.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No caso dos servidores atuais e dos que entrarem no servi\u00e7o p\u00fablico at\u00e9 o Congresso se posicionar sobre a reforma administrativa, a estabilidade continuar\u00e1 valendo. Isso n\u00e3o est\u00e1 em quest\u00e3o. \u00c9 direito adquirido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A equipe econ\u00f4mica acredita que, no futuro, o governo deve ter o poder de demitir funcion\u00e1rios para conter o aumento de gastos. A folha salarial custa hoje mais de R$ 300 bilh\u00f5es por ano, a segunda despesa administrativa, s\u00f3 perdendo para a Previd\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Crivo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O projeto de reforma administrativa preparado pela equipe de Paulo Guedes ainda n\u00e3o passou pelo crivo do presidente Jair Bolsonaro, ao contr\u00e1rio do que noticiou o <strong>Correio <\/strong>na edi\u00e7\u00e3o impressa desta segunda-feira (07\/10), da\u00ed a raz\u00e3o para ele dizer que n\u00e3o quer o fim da estabilidade dos servidores, como declarou na manh\u00e3 de hoje.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m do fim da estabilidade para os futuros servidores, o projeto de reforma administrativa prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o da jornada e dos sal\u00e1rios do funcionalismo p\u00fablico. Os que decidirem reduzir a jornada di\u00e1ria de trabalho, tamb\u00e9m ter\u00e3o os vencimentos reduzidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa medida, por sinal, vem sendo discutida desde o governo Michel Temer. O ent\u00e3o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, tocou pessoalmente o projeto, que acabou nem chegando ao Congresso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sal\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro ponto que est\u00e1 na reforma administrativa desenhada pelo governo: a redu\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios de entrada dos servidores no governo. A ideia era de que, no caso de fun\u00e7\u00f5es de n\u00edvel m\u00e9dio, o contracheque inicial seria de R$ 2,5 mil. Para cargos de n\u00edvel superior, o salario come\u00e7aria em R$ 5 mil. Esses valores podem mudar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>T\u00e9cnicos do Minist\u00e9rio da Economia dizem que \u00e9 inaceit\u00e1vel um servidor entrar no servi\u00e7o p\u00fablico ganhando mais de R$ 20 mil, quase o teto da carreira. Na m\u00e9dia, o sal\u00e1rio inicial \u00e9 apenas 10% inferior ao de um servidor com 30 anos de atividade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para refor\u00e7ar essa tese, os t\u00e9cnicos da Economia usam estudos do Banco Mundial mostrando que, na m\u00e9dia, os servidores federais ganham 67% a mais do que trabalhadores da iniciativa privada que exercem fun\u00e7\u00f5es semelhantes. \u00c9 a maior diferen\u00e7a entre 53 pa\u00edses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Rodrigo Maia<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A reforma administrativa \u00e9 vista como prioridade pelo presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Rodrigo Maia, que vem tratando desse tema com o ministro Paulo Guedes. No domingo, ele acertou com o presidente Bolsonaro que a reforma administrativa estar\u00e1 entre as prioridades do Congresso depois de encerrada a reforma da Previd\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Maia, em todos os discursos, diz que \u00e9 inaceit\u00e1vel o custo da m\u00e1quina p\u00fablica, sobretudo com servidores. No domingo (06\/10), durante a conven\u00e7\u00e3o do MDB e, ap\u00f3s um caf\u00e9 da manh\u00e3 com Bolsonaro, encontro que n\u00e3o estava na agenda, ele disse: \u201cN\u00e3o adianta a gente pensar em avan\u00e7ar na efici\u00eancia do Estado, com novos investimentos, se todo ano as despesas obrigat\u00f3rias crescem R$ 30, R$ 40 ou R$ 50 bilh\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quadro atual<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os t\u00e9cnicos da Economia ressaltam ainda que a reforma administrativa tamb\u00e9m pegar\u00e1 os atuais servidores. Pela proposta que est\u00e1 na mesa do ministro Paulo Guedes, haver\u00e1 regras de transi\u00e7\u00e3o para o atual quadro de funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesse caso, est\u00e3o previstas a revis\u00e3o de privil\u00e9gios, como o sistema de licen\u00e7as e gratifica\u00e7\u00f5es, a avalia\u00e7\u00e3o por desempenho,\u00a0o fim da progress\u00e3o autom\u00e1tica por tempo de servi\u00e7o, a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de carreiras e as mudan\u00e7as na lei de greve para o funcionalismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com o projeto de reforma administrativa entrando no debate, Bolsonaro prefere n\u00e3o ser associado \u00e0 proposta de fim da estabilidade dos servidores. Acredita que, se o Congresso quiser levar adiante tal medida, que se acerte com o funcionalismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 11h53min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto de reforma administrativa que est\u00e1 sendo preparado pelo Minist\u00e9rio da Economia, a fim de ser enviado ao Congresso nos pr\u00f3ximos dias, s\u00f3 prever\u00e1 o fim da estabilidade para os servidores que vierem a ser contratados ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o da lei. &nbsp; No caso dos servidores atuais e dos que entrarem no servi\u00e7o p\u00fablico [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":10371,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[600],"tags":[2554,4163,656,122,123],"class_list":["post-11944","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia","tag-bolsonaro","tag-estabilidade","tag-rodrigo-maia","tag-salarios","tag-servidores"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11944","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11944"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11944\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11955,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11944\/revisions\/11955"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10371"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}