{"id":11011,"date":"2019-06-18T10:56:04","date_gmt":"2019-06-18T13:56:04","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=11011"},"modified":"2019-06-18T12:35:24","modified_gmt":"2019-06-18T15:35:24","slug":"numero-de-desempregados-de-longo-prazo-cresce-424-em-quatro-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/numero-de-desempregados-de-longo-prazo-cresce-424-em-quatro-anos\/","title":{"rendered":"N\u00famero de desempregados de longo prazo cresce 42,4% em quatro anos"},"content":{"rendered":"<h6>HAMILTON FERRARI<\/h6>\n<p>O n\u00famero de desempregados de longo prazo cresce 42,4% nos \u00faltimos quatro anos, aponta um estudo do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). H\u00e1 3,3 milh\u00f5es de brasileiros que n\u00e3o ocupam nenhuma vaga de trabalho h\u00e1 mais de dois anos.<\/p>\n<p>A parcela de desocupados que est\u00e3o nesta situa\u00e7\u00e3o passou de 17,4% no primeiro trimestre de 2015 para 24,8% no mesmo per\u00edodo deste ano. O estudo utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Atualmente, h\u00e1 mais de 13 milh\u00f5es de pessoas procurando emprego. De acordo com o Ipea, as mulheres s\u00e3o as mais afetadas pelo mercado de trabalho fraco: 28,8% das desocupadas est\u00e3o nesta condi\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de dois anos. Os homens, por sua vez, registram \u00edndice de 20,3%.<\/p>\n<p>O desemprego entre os mais jovens \u00e9 o que mais cresceu no per\u00edodo de quatro anos. Ainda assim, o p\u00fablico com mais de 40 anos \u00e9 o mais prejudicado: 27,3% do total de desocupados. As regi\u00f5es Norte e Nordeste s\u00e3o as mais afetadas.<\/p>\n<h2><strong>Renda domiciliar<\/strong><\/h2>\n<p>O estudo revela ainda que o mercado de trabalho deteriorado tamb\u00e9m vem impactando a renda domiciliar. No primeiro trimestre de 2019, 22,7% das resid\u00eancias n\u00e3o possu\u00edam nenhum tipo de fonte de recursos proveniente do trabalho.<\/p>\n<p>O estudo conclui que o mercado de trabalho brasileiro, portanto, segue bastante deteriorado, com altos contingentes de desocupados, desalentados e subocupados.<\/p>\n<p>\u201cPara o restante do ano, por\u00e9m, a expectativa \u00e9 de manuten\u00e7\u00e3o de uma recupera\u00e7\u00e3o gradual da ocupa\u00e7\u00e3o e da renda m\u00e9dia. Uma queda mais expressiva da taxa de desemprego e da desigualdade \u00e9 esperada para 2020, a partir da retomada mais forte do n\u00edvel de atividade, condicionada \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da reforma previdenci\u00e1ria no 2\u00ba semestre de 2019\u201d, avalia o Ipea.<\/p>\n<h2><strong>Reforma trabalhista<\/strong><\/h2>\n<p>Sobre as modalidades de trabalho intermitente, que foram permitidas ap\u00f3s a reforma trabalhista, sancionada em 2017, o Ipea mostrou que elas representam 15,5% do total de empregos com carteira assinada gerados a partir da nova regra ter entrado em vigor.<\/p>\n<p>Das 507.140 novas vagas de trabalho abertas de novembro de 2017 a abril de 2019, 58.630 foram para trabalho intermitente e 19.765 para parcial, geralmente nos setores de servi\u00e7os e com\u00e9rcio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>HAMILTON FERRARI O n\u00famero de desempregados de longo prazo cresce 42,4% nos \u00faltimos quatro anos, aponta um estudo do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). 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