{"id":10243,"date":"2019-03-19T15:51:18","date_gmt":"2019-03-19T18:51:18","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/?p=10243"},"modified":"2019-03-19T15:51:18","modified_gmt":"2019-03-19T18:51:18","slug":"ha-um-ano-em-65-selic-nao-foi-suficiente-para-aquecer-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/vicente\/ha-um-ano-em-65-selic-nao-foi-suficiente-para-aquecer-economia\/","title":{"rendered":"H\u00e1 um ano em 6,5%, Selic n\u00e3o foi suficiente para aquecer economia"},"content":{"rendered":"<h2>HAMILTON FERRARI<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<h2>Nesta semana, a taxa Selic completar\u00e1 um ano em que est\u00e1 no menor n\u00edvel da hist\u00f3ria, em 6,5% ao ano. Apesar deste patamar, os juros estimulantes n\u00e3o foram suficientes para aquecer a economia como o esperado. Nesta quarta-feira (19\/3), o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) dever\u00e1 manter o \u00edndice no mesmo patamar pela oitava reuni\u00e3o consecutiva. Ser\u00e1 a primeira reuni\u00e3o do novo presidente Roberto Campos Neto.<\/h2>\n<h2><\/h2>\n<p>As an\u00e1lises dos economistas mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro tem s\u00e9rias dificuldades de expandir mais de 2%, mesmo ap\u00f3s ter passado pela maior recess\u00e3o da hist\u00f3ria, entre 2015 e 2016.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dois anos, a atividade econ\u00f4mica frustrou as expectativas dos economistas. Com a melhora do consumo no quarto trimestre de 2017, houve a esperan\u00e7a de que o PIB pudesse crescer mais de 3% em 2018, o que ficou longe de acontecer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os resultados setoriais mostraram que a ind\u00fastria, com\u00e9rcio e servi\u00e7os n\u00e3o alavancaram nos tr\u00eas primeiros meses do ano, o que fez o mercado rebaixar as proje\u00e7\u00f5es para o PIB. A greve dos caminhoneiros entre maio e junho do \u00faltimo ano tamb\u00e9m foi fundamental para desacelerar ainda mais a recupera\u00e7\u00e3o j\u00e1 lenta da economia. Por fim, as incertezas eleitorais no segundo semestre impuseram barreiras para investimentos e consumo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A confian\u00e7a dos economistas e empres\u00e1rios aumentou ap\u00f3s o resultado do pleito, mas os dados mais recentes mostram que h\u00e1, novamente, uma expectativa de desaquecimento. As \u00faltimas proje\u00e7\u00f5es do mercado derrubaram as estimativas para o PIB de 2019, que deve ficar em torno de 2,01%, segundo analistas ouvidos pelo Banco Central.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para a economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour, o que trava o crescimento \u00e9 a falta de previsibilidade sobre a estabilidade e a sustentabilidade do pr\u00f3prio crescimento. \u201cSem um horizonte de investimentos mais largo, fica dif\u00edcil o Brasil crescer. Falta confian\u00e7a de que entramos em uma rota sustent\u00e1vel de crescimento para que o investimentos e o consumo cres\u00e7am mais. A reforma da Previd\u00eancia e as demais que a seguir\u00e3o (tribut\u00e1ria, abertura da economia, privatiza\u00e7\u00f5es , etc&#8230;) ir\u00e3o na minha opini\u00e3o impulsionar o crescimento de forma mais r\u00e1pida do que o previsto hoje pela mediana do mercado\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar disso, analistas entendem que estas mudan\u00e7as estruturais ainda v\u00e3o demorar para ocorrer. A reforma da Previd\u00eancia, por exemplo, s\u00f3 deve ser aprovada em meados do segundo semestre, indo contra a inten\u00e7\u00e3o do governo em sancionar o texto nos seis primeiros meses de 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia, 15h46min<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>HAMILTON FERRARI Nesta semana, a taxa Selic completar\u00e1 um ano em que est\u00e1 no menor n\u00edvel da hist\u00f3ria, em 6,5% ao ano. Apesar deste patamar, os juros estimulantes n\u00e3o foram suficientes para aquecer a economia como o esperado. 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