Senado gasta R$ 5 milhões com reforma para receber senadores

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BERNARDO BITTAR

Além de gastar R$ 11,6 milhões por dia para manter a estrutura do Senado, o contribuinte ainda pode arcar com mais quase R$ 5 milhões para bancar a reforma que está sendo feita no prédio desse poder do Legislativo. O dinheiro está sendo gasto em contratos de serviços e reformas, como a restauração de obras no Complexo Arquitetônico do Senado Federal e nas áreas comuns do Congresso Nacional, como alguns banheiros, sala de repouso e consultório odontológico.

As informações são do Portal da Transparência, que destaca seis contratos diferentes para a viabilidade das obras, todas iniciadas em dezembro de 2017. A expectativa é de que alguns reparos só sejam totalmente concluídos em outubro deste ano, mês em que ocorrem as eleições. Por enquanto, não há transtornos na Casa, que funciona em esquema de plantão até o fim do recesso legislativo, em 1º de fevereiro.

No site do Senado, o diretor da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra), Joelmo Borges, diz que as ações “fazem parte de um planejamento de curto, médio e longo prazos”. “Nesse planejamento, vamos estabelecendo ações que devem ser implementadas durante o recesso parlamentar. Entre os benefícios, estão a manutenção da infraestrutura do Senado e a manutenção adequada do nosso patrimônio” explica.

O coordenador-geral da Sinfra, Luan Ozelim, afirma que, na Secretaria de Tecnologia da Informação (Prodasen), estão sendo desenvolvidas atividades de modernização e de reorganização em áreas técnicas, como as salas de alimentação X e Y, além da sala-cofre. Os trabalhos são fruto de uma ação conjunta entre a Sinfra e o Prodasen.

“O que muda é que o sistema de alimentação e de comunicação entre os painéis elétricos e hackers, com os equipamentos, torna-se mais confiável e isso impacta na garantia de que a sala-cofre não sofre interferência do meio externo, em relação ao fornecimento de energia”, destaca Ozelim.

Na Sala de Painéis do Anexo 2, tem sido desenvolvida ação semelhante, devido ao plano de manutenção preventiva semestral da subestação local, ressalta Ozelim. Outra obra de relevo é a implementação de uma nova subestação de energia elétrica para prédios na área da Gráfica e próximos ao Espaço do Servidor (antigas unidades de apoio).

Segundo levantamento do secretário-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, cálculos da instituição mostram que o Congresso custa por dia aos cofres públicos R$ 27,7 milhões, desse total, R$ 11,6 milhões são para manter a estrutura do Senado, que, anos atrás, entrou em uma campanha de corte de privilégios.

Brasília, 15h31min

Vicente Nunes