Padilha diz que governo não quer saber de reajuste de servidor até a aprovação do impeachment

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HAMILTON FERRARI

O governo não recuará um milímetro na decisão de suspender os reajustes de servidores até a aprovação do impeachment definitivo de Dilma Rousseff. “Não haverá exceções”, afirma o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em resposta a categorias importantes, como os auditores da Receita Federal e os policiais federais, que contavam com a aprovação, pelo Congresso, dos projetos de lei garantindo a correção das remunerações.

Segundo Padilha, que está no Rio, a decisão de suspender os reajustes ao funcionalismo foi tomada por um colegiado do governo. “Não havia clima na base aliada para aprovar mais reajustes. Era necessário suspender esse tipo de tratativa até depois da votação do processo de impeachment. Até passar o impeachment, o governo não falará em reajuste para nenhuma categoria” afirma. Ele destaca ainda que “não houve especificação, mas generalidades”.

Ciente das dificuldades do governo para levar adiante projetos importantes para o ajuste fiscal, o ministro destaca a importância de se aprovar a reforma da Previdência, que instituirá idade mínima para aposentadoria de homens (65 anos) e mulheres (62 anos), e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o aumento de gastos à inflação do ano anterior.

Brasília, 13h29min

Vicente Nunes