Ministro da Infraestrutura desdenha de evento na Antaq

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SIMONE KAFRUNI

Convidado para o evento de comemoração dos 17 anos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, (Antaq), realizado na tarde desta terça-feira (12/2), na sede do órgão, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, não compareceu.

Aguardado ansiosamente pelos agentes do setor até os últimos minutos, Freitas mandou o secretário nacional de Portos, Diogo Piloni, representá-lo na cerimônia. A preocupante ausência pode sinalizar a clara da intenção do ministro de extinguir a Antaq.

O Ministério da Infraestrutura já aventou enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei criando a Agência Nacional dos Transportes (ANT), uma espécie superagência de infraestrutura, formada pela fusão da Antaq com a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT). Se isso ocorrer, os atuais dirigentes vão perder seus mandatos.

Durante os discursos, o diretor Adalberto Tokarski elencou os serviços prestados pela agência, cuja atuação “traz consideráveis divisas para o país”. Mas não deixou passar a oportunidade de levantar o tema espinhoso. “Fui surpreendido com a notícia de que a Antaq poderia ser extinta e incorporada à ANTT numa nova agência. Uma agência que tem papel de Estado corre o risco de ser extinta”, lamentou.

O diretor lembrou do tempo gasto para adaptação dos terminais à Lei dos Portos, em 2014, e depois com a revisão do primeiro decreto, em 2016. “Veio um novo decreto, mais um ano e meio neste interregno, empresários sem saber o que fazer. Será que é hora de termos mais uma mudança, criando insegurança institucional. Eu torço que não ocorra. A Antaq pode continuar a ter papel importante para o Brasil”, afirmou.

Brasília, 19h06min

Vicente Nunes