Guerra política pelo cargo de ouvidor da Anatel

Compartilhe

O cargo de ouvidor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se transformou em um cabo de guerra. Tudo estava pronto para que a técnica Amélia Alves fosse reconduzida à função, mas os partidos políticos, sobretudo o MDB, resolveram tirar uma casquinha nesse fim de governo. Querem, porque querem, o posto, provavelmente para fazer politicagem.

Entraram na disputa pela Ouvidoria da Anatel Renato Lima, hoje na assessoria de relações institucionais da agência de telecomunicações, e Tiago Botelho, que foi da associação dos servidores da reguladora. Apesar do excelente trabalho que tem feito, Amélia pode ser derrotada pela política.

A boa notícia até agora é que o ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, está fechado com Amélia. Mas o partido dele, o PSD, não dá trégua e acredita que dobrará o ministro e escanteará o MDB.

Não custa ressaltar que o cargo de auditor é altamente técnico e tem como objetivo principal proteger os interesses dos consumidores. Tirar essa visão técnica da Ouvidoria é acabar com a proteção aos consumidores e dar carta branca às empresas para fazer o que quiserem.

Brasília, 14h02min

Vicente Nunes