Gerentes e superintendentes do BNDES serão escolhidos por processo seletivo

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que teve a imagem abalada por causa dos empréstimos a condições camaradas ao grupo JBS, dos empresários Wesley e Joesley Batista, dá uma passo importante para se blindar mais politicamente e, claro, reduzir custos.

O presidente da instituição, Dyogo Oliveira, anunciou um plano de reestruturação que está mexendo com as bases do banco. O objetivo é mudar a estrutura interna do BNDES para focar na visão do cliente e prevalecer as decisões técnicas, que reduzam ao máximo os riscos da operação. Isso dará uma economia anual próxima de R$ 10 milhões.

Para atender a essa nova estratégia, o BNDES traçou 12 projetos corporativos, entre eles, um novo modelo organizacional com redução de 56 cargos entre gerentes e coordenadores de área e fortalecimento da área operacional. Outra mudança proposta pela diretoria é a nova seleção de executivos com sistema de rodízios.

E mais: as nomeações para cargos de superintendentes, chefes de departamento e gerentes só poderão ser feitas por meio de processo seletivo. Algumas dessas mudanças foram anunciadas por Dyogo e pelo diretor de estratégia e RH, Ricardo Ramos.

O lema agora é fazer o banco evoluir ao mesmo tempo em que evolui a economia brasileira. Resta saber se a próxima gestão do BNDES, que tomará posse em janeiro de 2019, levará essas medidas adiante.

Brasília, 11h15min

Vicente Nunes