Fux pergunta “até quando” Brasil continuará contando mortes pela covid

Compartilhe

No dia em que o mundo registra um ano da decretação da pandemia do novo coronavírus pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, questionou: “Até quando” o Brasil continuará contando mortos pela covid-19. Ele ressaltou que é preciso uma ação coordenada de toda a sociedade, dos agentes políticos, independentemente da ideologia, dos setores públicos e privados, para que o país consiga reverter o quadro dramático, em que 2.349 morreram nas últimas 24 horas e mais de 270 mil perderam a vida em um ano.

No entender de Fux, não se pode apenas olhar para os números, que são terríveis, mas lembrar que, por trás deles, estão vidas interrompidas, de famílias desestruturadas, de pessoas que enterraram entes queridos, que perderam seus empregos. “São pais, avós, tios, irmãos, amigos. Não são só óbitos”, afirmou. “O Brasil vive o período mais triste neste um ano de pandemia. estamos vendo tudo com incredulidade e desesperança. Temos de nos perguntar: até quando? Nosso tempo é hoje”, frisou.

Triste página da história

Ante a gravidade da situação, o presidente do STF ressaltou que o Brasil, mais do que nunca, precisa de um amplo diálogo político, de todos os cidadãos, em torno da ciência, para que se possa vencer o vírus. “Não há tempo a perder”, destacou Fux. Segundo ele, o Supremo tem agido rapidamente para aprovar medidas que contribuam para amenizar os efeitos da covid-19. “Foram mais de 7 mil processos relacionados à pandemia. O Supremo reforçou a competência da União, de estados e municípios na definição de políticas para a adoção de medidas contra o novo coronavírus.

Ele disse, ainda, que houve um realinhamento, com o aval do STF, dos recursos públicos para que os gastos com saúde pudessem ser ampliados. Decidiu, também, sobre a obrigatoriedade da vacina e da compra de insumos para “concretizar o direito fundamental à saúde”. “Vamos continuar nossos esforços para que o Brasil possa superar essa triste página da nossa história”, assinalou.

Vicente Nunes