Bolsonaro deve confirmar indicação de Eduardo para embaixada dos EUA até o fim do mês

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AUGUSTO FERNANDES

O presidente Jair Bolsonaro tem “90% de certeza” quanto à indicação do filho Eduardo Bolsonaro para ser o embaixador do Brasil em Washington, capital dos Estados Unidos, e apresentará o nome do congressista à Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado até o fim de julho. É o que afirmou nesta terça-feira (16/7) a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), após reunião com o chefe do Executivo federal no Palácio do Planalto.

O que resta para os 100% é apenas o anúncio oficial ao Senado, que precisa aprovar a indicação tanto na CRE quanto no Plenário da Casa para que Eduardo assuma a chefia da Embaixada do país nos EUA, ponderou Zambelli. “Não vai ser alterado o corpo diplomático da Embaixada, o ideal é que continue o mesmo. Mas o embaixador é quem fala pelo presidente e fala sem ter que consultá-lo. É um cargo muito importante, que exige à pessoa que vá para lá que conheça muito bem o presidente. Daí a relevância de ser alguém que tenha muita afinidade (com o Bolsonaro)”, comentou.

A deputada disse que Bolsonaro não cogita outro nome para indicar ao cargo diplomático, em caso de Eduardo ser recusado pelos senadores. De qualquer forma, o presidente entende que a escolha de um embaixador “é do presidente da República, mas que também vai depender do Senado”. “Se acontecer de ele não ser aprovado é algo muito inusitado. Seria a primeira pessoa indicada para embaixador da história do Brasil a ser recusada pelo Senado. Mas acho muito difícil que se negue o nome dele. Passando pela comissão, é natural que se passe pelo Plenário”, analisou.

Na avaliação de Bolsonaro, ainda de acordo com a deputada, a ideia de cogitar a indicação do filho à Embaixada foi tomada no momento correto. Com o recesso dos parlamentares, e o consequente congelamento da votação da reforma da Previdência, o intervalo é ideal para que os congressistas pensem sobre o nome de Eduardo ao cargo. “Esse é o momento ideal, porque dá tempo de as pessoas analisarem e discutirem que para esse cargo não é necessário ser diplomata. Tem que avaliar o perfil técnico. E, tecnicamente, o Eduardo tem preparo”, afirmou a parlamentar.

Vicente Nunes