PSL resiste ao nome de Janaína Paschoal para vice de Bolsonaro

Publicado em Economia

BERNARDO BITTAR

Em entrevista ao Correio, a advogada Janaína Paschoal (PSL) negou o suposto convite do partido para ser vice de Jair Bolsonaro (PSL) na corrida pelo Planalto. Janaína foi uma das autoras do pedido de impeachment de ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e, segundo especulações dos correligionários, será a próxima aposta de legenda para vice. Longe de ser confirmada, a candidatura já causa debates internos.

 

O nome de Janaína surgiu após as recusas do senador Magno Malta (PR) e do general Augusto Heleno (PRP) para ocupar o cargo. Nesta quarta-feira (19/7), a advogada disse à reportagem que “não foi convidada” pelo deputado e que soube dessa possibilidade pela imprensa. Ao ser questionada sobre sua presença no partido, afirmou que “não é” do PSL mas que, por enquanto, “está” lá.

 

Integrantes do partido dizem que o nome de Janaína Paschoal causa divergências internas. Uma parte dos liberais acredita que colocar uma mulher como vice de Bolsonaro pode amenizar a imagem do capitão. A outra, no entanto, diz que as imagens de Janaína tomando achocolatado na comissão do impeachment (mostradas em um documentário exibido recentemente nos cinemas) pode fazer com que ela seja ridicularizada e aumente a rejeição a Bolsonaro.

 

Líder nas pesquisas de intenção de voto que desconsideram a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro, Jair Bolsonaro pode acabar prejudicado ao formar uma chapa-pura nas eleições. O PSL tem apenas 7 segundos diários de tempo de tevê. Sem alianças, poderá ficar sem tempo suficiente para apresentar suas ideias na telinha.

 

Jair Bolsonaro costuma apresentar suas opiniões nas redes sociais, onde acumula milhões de seguidores. Apenas no Twitter, são 1,2 milhão. “Meu eleitor é jovem, a conversa com ele ocorre nas redes sociais”, chegou a declarar o deputado nos primeiros eventos que participou como pré-candidato à Presidência da República.

 

A assessoria de Jair Bolsonaro disse que, embora Janaína seja um dos nomes que o partido têm em mente, há outras opções antes de um eventual convite.

9 thoughts on “PSL resiste ao nome de Janaína Paschoal para vice de Bolsonaro

  1. A janaína é muito bem vinda a meu ver. Com certeza os demais eleitores de bolsonaro assim como eu em praticamente sua totalidade veem ela com bons olhos. Uma advogada do calibre dela vai acrescentar demais na campanha do nosso honrado capitão. Não titubeie janaína. O Brasil necessita de pessoas como você que são corajosas e não baixam a cabeça para corruptos poderosos. Fará uma dupla perfeita com bolsonaro.

  2. Kkk que tem a ver achocolatado? Janaina simboliza o pé na bunda da quadrilha do PT ao conduzir bravamente o impeachment da terrorista oligofrenica dilma.
    VIVA BOLSONARO!!!

  3. TUDO O QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER SOBRE BOLSONARO, MAS TINHA MEDO DE PERGUNTAR
    Por Congresso Em Foco – Marcelo Camargo/ABr

    Ele desperta os sentimentos mais contraditórios. Aos olhos de seus seguidores, é o salvador da pátria, o mito, o único homem capaz de pôr ordem no país. Seus críticos, porém, o veem como um perigo para o Brasil e sua incipiente democracia. Depois de quase 30 anos na Câmara, Jair Bolsonaro (PSC-RJ) deixou de ser um personagem folclórico parar virar um fenômeno a ser levado a sério.
    VENDENDO-SE COMO UM HOMEM ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA, ELE APRESENTA PRODUÇÃO LEGISLATIVA PÍFIA EM TRÊS DÉCADAS DE CÂMARA, ONDE NUNCA OCUPOU CARGO DE DESTAQUE, SEMPRE INTEGROU O CHAMADO BAIXO CLERO E É MAIS CONHECIDO PELAS CONFUSÕES EM QUE SE METE DO QUE POR SUA ATUAÇÃO PARLAMENTAR. Visto como novidade, ele projeta entre os seus fãs uma imagem de herói em tudo DIFERENTE DO QUE ELE FOI COMO POLÍTICO ATÉ AGORA.

    JAIR BOLSONARO, O MITO DE PÉS DE BARRO
    Por: Ana Pompeu

    Desiludido com a política tradicional, o Brasil assiste à ascensão de um personagem que desperta sentimentos contraditórios, mas é tratado como “mito” por seus admiradores. Mito, segundo os dicionários, é uma ficção, um ser sobrenatural, um herói, uma figura cuja existência não pode ser comprovada e domina o imaginário coletivo. O “mito” Jair Messias Bolsonaro, 62 anos, TEM COMO MARCAS AS POSIÇÕES EXTREMADAS, A POSTURA DE ENFRENTAMENTO CONSTANTE E OS DISCURSOS AGRESSIVOS, em que reivindica ser o defensor e restaurador da ordem perdida.
    Capitão reformado do Exército, VENDE-SE COMO HOMEM ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA. Mas suas três décadas de trajetória política são bem menos épicas do que supõem muitos dos seus seguidores. JÁ USOU VERBA DA CÂMARA PARA CUSTEAR DESPESAS DURANTE VIAGENS EM QUE TEVE ATIVIDADES DE PRÉ-CANDIDATO A PRESIDENTE. Tornou-se objeto de atenção pública, pela primeira vez, acusado de planejar a EXPLOSÃO DE BOMBAS EM INSTALAÇÕES MILITARES.
    SUA PRODUÇÃO LEGISLATIVA É PÍFIA. Nunca ocupou cargo de destaque na Câmara. Sempre integrou o chamado baixo claro, grupo de congressistas com pouca projeção, e é mais conhecido pelas confusões em que se mete do que por sua atuação parlamentar.
    Um dos seus trunfos é que jamais foi envolvido em qualquer caso de corrupção. MAS FOI ALVO DE VÁRIAS ACUSAÇÕES CRIMINAIS. No portal do Supremo, aparece como réu em duas ações penais, nas quais é acusado de injúria e APOLOGIA DO ESTUPRO por ter afirmado, na Câmara, que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não merece”. Em 2015, foi condenado pela Justiça a indenizar a parlamentar em R$ 10 mil pela mesma razão e também a indenizar em R$ 150 mil o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos do Ministério da Justiça, por fazer declarações homofóbicas num programa de TV. A decisão foi confirmada este ano pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
    É AINDA INVESTIGADO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO POR APOLOGIA DA TORTURA.

    INCÓGNITA AMBULANTE

    Embora atue como parlamentar HÁ QUASE 30 ANOS, Bolsonaro é um grande desconhecido para diversos setores da economia e da sociedade. O deputado – que chegou a declarar que, se fosse eleito presidente, entregaria metade do ministério aos militares – é uma incógnita ambulante. A HABILIDADE DELE PARA CRIAR CONFLITOS É TÃO GRANDE QUANTO A DESCONFIANÇA sobre sua capacidade de governar o país.
    SEMPRE que é instigado a falar de assuntos mais complexos, como economia, ESQUIVA-SE E VOLTA A SUA ARTILHARIA VERBAL AOS INIMIGOS DE SEMPRE: NEGROS, MULHERES, GAYS, “BANDIDOS”, ADOLESCENTES, SEM-TERRA, ENTRE OUTROS. A virulência das declarações do deputado é objeto de repulsa e, ao mesmo tempo, de admiração, conforme o público que as recebe. Surfa na onda de decepção com políticos e partidos tradicionais, como o PT e o PSDB.
    De acordo com o Datafolha, desde abril, quando alcançou pela primeira vez 15% das intenções de voto para presidente, está atrás apenas do ex-presidente Lula, à frente de figuras como Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB), Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT).

    TRÊS DÉCADAS, UMA LEI

    BOLSONARO PROMETE “ENDIREITAR” o país, mas tem dificuldade para demonstrar eficiência. Na Câmara DESDE 1990, TEVE APENAS UM PROJETO DE SUA AUTORIA CONVERTIDO EM LEI (a de n° 10.176, de 2001). A proposta, apresentada por ele em 1996, prorrogou benefícios fiscais para o setor de informática e automação.
    Em três décadas como deputado, nunca relatou proposições de destaque nem presidiu comissões ou liderou bancada. Na área da segurança pública, sua principal bandeira, não emplacou qualquer sugestão. O DEPUTADO JÁ PASSOU POR QUATRO PARTIDOS E, ATUALMENTE, PROCURA O QUINTO PARA SUA CANDIDATURA PRESIDENCIAL. Seus dias no PSC estão contados desde que brigou com a direção nacional da legenda, que considera suas posições radicais demais, mesmo para um partido com base no eleitorado evangélico conservador.
    Seu projeto de CASTRAÇÃO QUÍMICA DE ESTUPRADORES, duramente criticado por feministas, movimentos sociais e cientistas, apresentado em 2013, está parado aguardando parecer na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

    PARA A MÍDIA VER

    Pode ser encontrado às gargalhadas com deputados das bancadas evangélica e da bala (FORMADA POR DEFENSORES DO ARMAMENTO DA POPULAÇÃO, COMO ELE), mas não exerce liderança sobre elas. No Congresso, costuma circular com o filho Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) a tiracolo.
    É parado para selfies COM JOVENS, chamado por visitantes para comentar alguns assuntos. MAS NÃO EMPOLGA OS COLEGAS DE PARLAMENTO. “NÃO É UM PARLAMENTAR EFETIVO, É MIDIÁTICO. TEM VISIBILIDADE PELO SEU CARÁTER AUTORITÁRIO, MAS É UM PARLAMENTAR INEFICAZ, SEM PESO NAS DECISÕES IMPORTANTES”, AFIRMA O DIRETOR DO DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ASSESSORIA PARLAMENTAR (DIAP) ANTÔNIO AUGUSTO DE QUEIROZ.
    O deputado também nunca constou da lista dos parlamentares que receberam o Prêmio Congresso em Foco, definido por votação do público na internet.
    O sobrenome do pai ajudou o filho Eduardo a ser o deputado mais votado na consulta popular do Prêmio Congresso em Foco 2017. Em 2015 ele ficou na terceira colocação. Naquele ano militância não perdoou, porém, o fato de ele ter sido superado na votação digital por Jean Wyllys (Psol-RJ), notório defensor das causas LGBT, e inundou as redes sociais com comentários homofóbicos e acusações de manipulação do certame. O baixo prestígio de Jair Bolsonaro entre os parlamentares ficou flagrante em fevereiro de 2017. Candidato a presidente da Câmara, teve votos de só quatro dos 513 deputados.

    PUNIÇÕES POR MÁ CONDUTA

    O deputado é RECORDISTA EM REPRESENTAÇÕES NO CONSELHO DE ÉTICA. Com quatro processos, ele é o único que alcançou esse número desde que o conselho foi instalado, em 2001. O filho Eduardo Bolsonaro, EM SEU PRIMEIRO MANDATO, FOI ALVO DE OUTROS DOIS. A lista de acusações contra o pré-candidato à Presidência também é extensa na Corregedoria da Câmara, outra instância que apura a conduta dos parlamentares.
    Já recebeu seis punições por causa de pronunciamentos agressivos e entrevistas polêmicas. Foram três censuras verbais e duas por escrito. Em todos os casos, escapou da abertura de processo de cassação do mandato.
    Em 2000, chegou a dizer que o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) deveria ter sido fuzilado durante a ditadura. Bolsonaro é conhecido por moldar discurso e ações ao gosto da plateia que o aplaude. “CATÓLICO FERVOROSO”, COMO SE DEFINIU, FOI BATIZADO NO RIO JORDÃO, EM ISRAEL, PELO PASTOR DA ASSEMBLEIA DE DEUS EVERALDO PEREIRA, PRESIDENTE DO PSC E CANDIDATO À PRESIDÊNCIA EM 2014.
    Dono de um DISCURSO RADICAL CONTRA O PT, já ADMITIU TER VOTADO EM LULA para presidente em 2002. Quando ainda era filiado ao PP, manifestou intenção de ser candidato a vice de Aécio Neves (PSDB) em 2014. Às vésperas do segundo turno, foi esnobado pelo tucano, que não o convidou para tirar fotos nem participar de uma carreata em Copacabana.
    Embora abomine hoje qualquer referência ao comunismo, já fez lobby junto ao ex-presidente Lula, Ao ser questionado sobre a legalização do aborto, em uma entrevista dada à revista IstoÉ, em 2002, afirmou que a decisão caberia exclusivamente ao casal. Atualmente se diz “a favor da vida” e contra a interrupção da gravidez.
    ZELOSO POR SE ACHAR POLÍTICO HONESTO, com a qual tenta se diferenciar dos colegas e adversários, jair bolsonaro tem viajado país afora em campanha presidencial, bancando parte dos custos com a cota parlamentar da câmara. seja para pagar hotel, seja para voar até cidades em que reúne um público inflamado em aeroportos e auditórios. segundo ele, não há irregularidade porque está cumprindo agenda relacionada ao mandato.
    Em maio, Bolsonaro foi cobrado por seus seguidores a dar explicações assim que SEU NOME APARECEU NA LISTA DE BENEFICÁRIOS DE DOAÇÕES DO GRUPO JBS, entregue pelos delatores à Procuradoria-Geral da República.
    O portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indica que ele recebeu o valor de R$ 200 mil da JBS para sua campanha em 2014. Ele informou que devolveu o valor ao partido, o PP, como de fato consta nos dados da Justiça Eleitoral. No entanto, logo em seguida, o então candidato à reeleição recebeu exatamente o mesmo valor, dessa vez da conta do próprio PP no fundo partidário. A transação é vista por adversários como uma forma de maquiar a doação da JBS e se desvincular do grupo.
    Também neste ano, em março, foi reaberta a investigação da chamada “Lista de Furnas”, que investiga como dinheiro de caixa dois teria abastecido 156 campanhas em 2000. Jair Bolsonaro aparece como destinatário de R$ 50 mil. Ele, assim como outros citados, boa parte do PSDB, alega que o documento foi forjado por petistas.
    Mais recentemente, como mostrou a Folha de S.Paulo, Jair Bolsonaro fez uso da cota em pelo menos seis viagens onde também discursou como pré-candidato. Suas idas a cidades como Recife, Boa Vista, Belo Horizonte, João Pessoa, Curitiba e São Paulo custaram R$ 22 mil, ressarcidos pela Câmara. A assessoria do deputado nega que ele esteja em pré-campanha e atribui os deslocamentos a compromissos relacionados à segurança pública.
    BOLSONARO É O DEPUTADO QUE MAIS GASTOU COM CORREIO NAS TRÊS ÚLTIMAS LEGISLATURAS. DE FEVEREIRO DE 2007 A JUNHO DE 2017 SUAS DESPESAS POSTAIS CUSTARAM À CÂMARA EXATAMENTE R$ 870.163,98. EDUARDO BOLSONARO, O FILHO ELEITO POR SÃO PAULO QUE O ACOMPANHA EM SUAS VIAGENS DE PRÉ-CANDIDATO A PRESIDENTE, É NA LEGISLATURA ATUAL O DEPUTADO QUE MAIS GASTA EM PASSAGENS AÉREAS. PARA ARCAR COM SEUS DESLOCAMENTOS AÉREOS, DESDE FEVEREIRO DE 2015 A CÂMARA GASTOU R$ 428.941,44.

    A BOMBA QUE FEZ O POLÍTICO

    Acusado por cinco irregularidades, o então capitão Bolsonaro teve de responder a um Conselho de Justificação, formado por três coronéis.
    Dono atualmente de um discurso de ordem e disciplina militar e de críticas ferrenhas a movimentos sociais, o então capitão Jair Bolsonaro apareceu pela primeira vez no noticiário em 1987, nas páginas da revista Veja, após ser acusado de elaborar um plano para explodir bombas em quartéis como forma de protesto por baixos salários. Quando a reportagem foi publicada, Bolsonaro negou tudo ao então ministro do Exército, Leônidas Pires, a quem acusara de frouxidão e de tratar os militares como “vagabundos”.
    Ele foi condenado sob a acusação de ter mentido durante o processo.
    A avaliação do conselho era de que ele tinha “EXCESSIVA AMBIÇÃO EM REALIZAR-SE FINANCEIRA E ECONOMICAMENTE, revelando com isso conduta contrária à ética militar”. A decisão foi enviada ao Superior Tribunal Militar (STM) que, por oito votos a quatro, absolveu o réu.
    Em 1988, passou para a reserva ao conquistar uma cadeira de vereador no Rio. Dois anos depois desembarcava na Câmara dos Deputados COMO UM SINDICALISTA DE CASERNA. Todos os seus primeiros discursos eram voltados aos militares. Em geral, SEUS PROJETOS TRATAM DA REMUNERAÇÃO E DE OUTROS BENEFÍCIOS PARA AS FORÇAS ARMADAS, da liberalização das regras para uso de armas e do endurecimento de penas para crimes, a menos quando são cometidos por agentes de segurança ou para defender o patrimônio privado.

    EXÉRCITO DE MILITANTES VIRTUAIS

    Bolsonaro é um fenômeno digital. As plataformas digitais de redes sociais estão abarrotadas de páginas e perfis de apoio à candidatura de Bolsonaro ao Planalto.
    As postagens são diárias. Muitas delas têm alvo certo: o Partido dos Trabalhadores (PT). As Forças Armadas também são tema recorrente, mas, nesse caso, de exaltação. Quase todos os dias a equipe posta um vídeo diferente. Em muitas ocasiões, o próprio deputado interage com os fãs. No Twitter, ele acumula mais de 450 mil seguidores.
    Aos opositores, ele responde da forma usual: sem filtros. No Instagram, mais de 446 mil usuários o seguem. Também lá, as postagens são diárias, muitas delas replicadas de outras redes. Publicar críticas a Bolsonaro na internet é sinônimo de comprar confusão. As respostas de seus admiradores costumam ser tão rápidas quanto virulentas e massivas. O deputado tem em torno de si uma rede de apoiadores engajados.
    Com o claro propósito de impulsionar a candidatura de Bolsonaro ao Palácio do Planalto, esse exército voluntário tem alavancado a imagem do parlamentar com organização de ações digitais, potencializando cada polêmica em que ele se envolve e todas as opiniões que emite. Ele mesmo participa de vários grupos de WhatsApp, conversa, interfere e faz pedidos aos integrantes.
    Mais focado no Facebook e no WhatsApp, o coordenador de importações THIAGO TURETTI, 34 ANOS, comanda uma força-tarefa pró-Bolsonaro. “É o movimento ‘Jair Bolsonaro presidente’. Ao todo, somos 72 líderes. Cada um liderando outros grupos”, explica. Um grupo de WhatsApp reúne os 72 cabeças do movimento. Há outros para cada estado e para conversas com jovens. “É como uma pirâmide”, define.
    TURETTI TRABALHA QUASE EM TEMPO INTEGRAL NA MILITÂNCIA DE BOLSONARO. No Facebook, ele criou em 2013 a página “Jair Bolsonaro presidente 2018”, além de outras dez, incluindo algumas com perfil de humor, como “Bolsonaro zueiro”, e outras como “Liga direitista”. Enquanto o WhastApp tem foco maior nas apoiadores mais engajados, em elaboração e disseminação de estratégias, o Facebook serve para ampliar a mensagem e persuadir novos eleitores.
    Boa parte do CONTEÚDO PASSA POR TURETTI. “QUASE 80% DO QUE POSTAMOS EU ESCREVO. Mas tem o pessoal que faz o design. Além disso, tenho de estar sempre de olho se não tem alguém da esquerda infiltrado”, comenta. O grupo da liderança define a pauta semanalmente. “A gente escolhe: atacar o Lula. A partir daí, pensamos a estratégia para levantar o assunto.” Ele diz que já foi marxista, mas só se tornou militante na direita.
    Os dois bolsonaristas contam que já tiveram seus perfis bloqueados depois de denúncias. “A gente já recebeu até ameaça de morte. Tem muito pastor que não gosta quando a gente bate na tecla da mercantilização do evangelho. A nossa mente é bem ampliada”, diz Raul. “Até 2018 a gente vai estar turbinado”, promete Turetti.
    É provável que esteja relacionada também com o uso de cyborgs – “algo que é meio robô, meio humano”, explica o coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Fábio Malini.
    O professor avalia que muitos dos perfis que apoiam Bolsonaro se enquadram nesse padrão. “É possível criar orientações computadorizadas para replicar conteúdo de determinada lista de usuários”, exemplifica. Difícil é identificar os cyborgs.

    TUDO EM FAMÍLIA

    A família Bolsonaro tem dois deputados federais, um deputado estadual e um vereador. Assim como o pai, Eduardo Bolsonaro, 33 anos, ocupa uma cadeira na Câmara, mas por São Paulo. Flávio Bolsonaro, 36, exerce mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e Carlos Bolsonaro, 34, é vereador no Rio.
    Carlos chegou à Câmara Municipal para substituir a mãe, Rogéria Nantes, que teve carreira política ENQUANTO O EX-MARIDO QUERIA. Em entrevistas, Bolsonaro atribuiu o fim do casamento à indisciplina de Rogéria. “Ela era uma dona de casa. Acertamos um compromisso. Nas questões polêmicas, ELA DEVERIA LIGAR PARA MIM PARA DECIDIR O VOTO DELA. Mas começou a frequentar o plenário e passou a ser influenciada pelos outros vereadores. EU A ELEGI. ELA TINHA QUE SEGUIR MINHAS IDEIAS.”
    Em 1999, quando se divorciava de Rogéria, o deputado foi acusado de nepotismo ao empregar a companheira, o pai e uma irmã dela na Câmara. O sogro e a cunhada moravam em Juiz de Fora (MG), fora de Brasília e do estado de origem do parlamentar, o que contrariava as regras da Casa. Já Ana Cristina trabalhava no gabinete do líder do partido de Bolsonaro na época, o PPB. “ESTOU ME DIVORCIANDO DA MINHA PRIMEIRA MULHER. A ANA CRISTINA É MINHA COMPANHEIRA. NÃO SOMOS CASADOS. PORTANTO, NÃO SÃO MEUS PARENTES”, justificou na ocasião.
    No início de dezembro o jornal O Globo mostrou que uma irmã de Ana Cristina e tia de Renan Bolsonaro, Andrea, está lotada no gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSC-RJ), filho mais velho do presidenciável.
    Em 2013, o deputado se casou com a atual esposa, a evangélica Michelle Bolsonaro. Os dois já eram pais de Laura, a única filha do deputado, hoje com seis anos. “TENHO CINCO FILHOS. FORAM QUATRO HOMENS. A QUINTA EU DEI UMA FRAQUEJADA E VEIO UMA MULHER”, disse o deputado em abril.

    1. cont…

      TROCA-TROCA

      O PSC, ao qual se filiou em 2016 e do qual está de saída, é a sétima sigla a abrigar Jair Bolsonaro. Antes, ele passou por PDC, PPR, PPB, PTB, PFL (hoje DEM) e PP. Apesar da trajetória marcada pela inconstância partidária, desta vez, tem demonstrado maior cautela para definir o futuro partido. Sob rótulo novo, O BOLSONARO DE SEMPRE seria ajudado na tarefa de reciclar a imagem. Hoje, seus memes e vídeos banhados em cultura pop lhe dão um ar de “não político”, ou político não convencional, EMBORA A VELHA POLÍTICA PROFISSIONAL SEJA O SEU TERRITÓRIO HÁ TRÊS DÉCADAS. No MB, quem desde sempre foi porta-voz de ideias antidemocráticas, como a defesa da ditadura e da tortura, endossaria o programa de um partido que “define a democracia como único meio livre e digno de atuação política e interação social”.

      O RADICAL QUE DIVIDE A DIREITA

      Professor de gestão de políticas públicas na Universidade de São Paulo (USP), Pablo Ortellado, diz: “Jair Bolsonaro é um personagem muito extremo e representa de maneira muito forte uma parcela do conservadorismo moral, punitivista, contrário aos direitos humanos”.
      Embora seja tido como arauto da direita brasileira, BOLSONARO ESTÁ LONGE DE SER CONSENSO NESSE CAMPO. “Ele é muito desqualificado. Não tem domínio de política pública, não é qualificado para se tornar presidente. Não consigo ver o establishment aceitando uma pessoa como ele”, afirma Ortellado.
      Num debate eleitoral, o pesquisador acredita que essas limitações serão evidenciadas. “Ele só tem uma retórica em que explora ao máximo, no limite, a insatisfação das pessoas. “Definitivamente, ele não é dominante no campo antipetista”. Mas quando a esquerda o coloca como vilão, ele ganha espaço. Num cenário polarizado, as pessoas olham e acreditam que, se ele é uma pedra no sapato da esquerda, logo, deve ser bom”, observa o professor. Ainda assim, Pablo Ortellado entende que Bolsonaro está à parte do jogo democrático, por suas posições autoritárias, enquanto a direita permanece na disputa inerente à democracia.
      Isso explica, no entendimento dele, porque o deputado está longe de ser unanimidade na direita. Márcio Coimbra, que já trabalhou em partidos de direita dos Estados Unidos, da Itália e da França, enfatiza que esse campo também tem vertentes diferentes. “Bolsonaro tem uma veia conservadora nos temas sociais”. E a agenda econômica? Nosso regime militar foi altamente estatizante.
      O governo de Geisel gerou a década perdida de 1980, como o de Dilma. Ele defende um regime que na área econômica é estatista. Não fica claro quem ele é, o que defende”, adverte o analista político. Ou seja, na prática, Bolsonaro não abraça a direita liberal, bate de frente com ela na área econômica.

      OUTSIDER, COM TETO

      Esse público que se identifica com Bolsonaro encontrou nele um outsider. “O eleitorado quer alguém descolado do sistema político tradicional. Por isso, Bolsonaro cresce. Mas tem um teto”, afirma Márcio Coimbra, do Ibmec. Apesar de extensa carreira pública, com traços bastante tradicionais da política brasileira, como a colocação de parentes no sistema, o deputado tenta se apresentar como uma novidade justamente por sua baixa circulação no alto clero da política. “É uma pessoa que não faz parte do establishment, nunca teve cargos em estatais, nunca ocupou ministérios, nunca teve posição de destaque”, diz Coimbra.
      O Datafolha acompanha o comportamento político do brasileiro desde 1989. “O ano de 2013 foi um divisor na percepção da população, que desacredita cada vez mais da política. Temos dois terços da população sem qualquer preferência partidária. É a taxa mais alta desde 1989”, analisa Mauro Paulino. “Com esse desalento, o eleitor procura soluções fáceis para problemas complexos. Aí que Bolsonaro cresce. Mesmo um eleitorado mais escolarizado, com mais acesso a informação, se volta para esse perfil”, avalia.
      Nesse cenário, não é improvável que ele continue crescendo. MAS PAULINO TAMBÉM ACREDITA EM UM TETO. “NÃO VAI SER SÓ COM BRAVATAS QUE ELE VAI SE MANTER. QUANDO COMEÇA A CAMPANHA DE RÁDIO E TV OS ELEITORES ACORDAM QUE AS ELEIÇÕES ESTÃO DE FATO SENDO DISPUTADAS. A marca precisa ser consistente para resolver os problemas mais graves”, completa o diretor do Datafolha.

      INCITAÇÃO AO ESTUPRO

      Além de provocar repulsa e rejeição entre mulheres, o episódio com a deputada Maria do Rosário (PT-RS) poderá se tornar uma barreira mais sólida para Jair Bolsonaro. O deputado está preocupado com ação penal da qual é réu por incitação ao estupro no Supremo. Em março, por unanimidade, o colegiado negou recurso protocolado pela defesa do parlamentar, que alegou falhas na decisão que o tornou réu. Em junho do ano passado, o STF aceitou uma queixa-crime apresentada por Maria do Rosário. Se for condenado, poderá ter o mandato cassado e ficar inelegível.
      Em 9 de dezembro de 2014, em discurso no plenário da Câmara, Bolsonaro disse que só não estupraria Maria do Rosário porque ela não merecia. No dia seguinte, o parlamentar repetiu a declaração em entrevista ao jornal Zero Hora. Ao julgar o caso, a Primeira Turma do Supremo entendeu que a manifestação de Bolsonaro teve potencial de incitar homens à prática de crimes contra as mulheres. O emprego do termo “merece” pelo deputado confere ao crime de estupro “um prêmio, favor ou uma benesse”, que dependem da vontade do homem, entenderam os ministros.
      Não foi a primeira vez. Ele usou as mesmas ofensas durante uma discussão com a deputada em 2003. O bate-boca, que ocorreu no Congresso, durante uma entrevista que Bolsonaro dava a um canal de televisão, começou com uma discussão sobre maioridade penal, até que ele rebateu a colega, alegando que não a estupraria porque ela não merecia. Na ocasião, ele também a empurrou. Após ser ofendida novamente, em 2014, Maria do Rosário afirmou que, caso a Câmara tivesse tomado uma atitude à época, ela não teria de ouvir, 11 anos depois, o mesmo ataque.

      POLÊMICA TAMBÉM ENTRE OS MILITARES

      Jair Bolsonaro tem público cativo nas Forças Armadas e nas três polícias (Civil, Federal e, sobretudo, Militar). APOIADORES DO DEPUTADO ESTAVAM ENTRE OS LÍDERES DA REBELIÃO QUE, EM FEVEREIRO DE 2017, PARALISOU A PM DO ESPÍRITO SANTO. Páginas nas redes sociais, comentários e recepções acaloradas em eventos públicos deixam claro que parcela considerável do oficialato também se sente representada na figura do capitão da reserva. Mas ele está longe de ser unanimidade entre militares e profissionais da segurança pública. NEM MESMO SUA PROMESSA DE ENTREGAR METADE DO MINISTÉRIO A OFICIAIS DAS FORÇAS ARMADAS PÔS FIM ÀS RESTRIÇÕES QUE BOA PARTE DA CÚPULA MILITAR FAZ A ELE.
      Documento sigiloso produzido pelo Exército na década de 80 mostra que oficiais superiores do hoje presidenciável Jair Bolsonaro o avaliaram como dono de uma “EXCESSIVA AMBIÇÃO EM REALIZAR-SE FINANCEIRA E ECONOMICAMENTE”.
      Conforme a Folha divulgou,no processo Bolsonaro RECONHECEU ATO DE INDISCIPLINA E DESLEALDADE por ter divulgado um texto, sem autorização de seus superiores. Ele foi condenado pelos três coronéis que compunham o conselho mas, após um recurso, conseguiu a absolvição no STM (Superior Tribunal Militar).
      Em 1983, Segundo a Diretoria de Cadastro e Avaliação do Ministério do Exercito, Bolsonaro, na época tenente com 28 anos de idade, “deu mostras de imaturidade ao ser atraído por empreendimento de ‘garimpo de ouro’”. “NECESSITA SER COLOCADO EM FUNÇÕES QUE EXIJAM ESFORÇO E DEDICAÇÃO, A FIM DE REORIENTAR SUA CARREIRA”. “DEU DEMONSTRAÇÕES DE EXCESSIVA AMBIÇÃO EM REALIZAR-SE FINANCEIRA E ECONOMICAMENTE”.
      Bolsonaro reconheceu ter feito garimpo “na cidade de Saúde, próximo de Jacobina [BA]”, durante as férias, na companhia de três tenentes e dois sargentos paraquedistas, dois dos quais “estavam sob seu comando”. Bolsonaro disse que não teve lucro e classificou a atividade como “hobby ou higiene mental”.
      Em sua decisão final, o Conselho de Justificação concordou com a avaliação da ficha de informações. “A imaturidade é de um profissional que deveria estar dedicado ao seu aprimoramento militar, através do adestramento, leitura e estudos, e não aventurar-se em conseguir riquezas.”
      Segundo o coronel Pellegrino, Bolsonaro “tinha permanentemente a intenção de liderar os oficiais subalternos, no que foi sempre repelido, tanto em razão do tratamento agressivo dispensado a seus camaradas, como pela falta de lógica, racionalidade e equilíbrio na apresentação de seus argumentos”.
      Em nome do combate à criminalidade, Bolsonaro fala em pena de morte, redução da maioridade penal, armamento da população e ofensiva contra os direitos humanos, o contrário do que sugere o grupo Policiais Antifascismo, que se articula nacionalmente para apresentar um novo modelo de segurança para o Brasil. O delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Orlando Zaccone, um dos integrantes, diz que o grupo defende a desmilitarização da segurança. Segundo ele, o discurso de BOLSONARO É PERIGOSO, POR SE APOIAR EM CLICHÊS QUE MUITOS VEEM COMO SOLUÇÃO E “QUE TÊM SIDO A PORTA DE ENTRADA DO FASCISMO”.
      Mas é considerado “tosco” pela maioria dos membros das Forças Armadas e pelos especialistas em segurança. Zaccone afirma ser um risco acreditar que ações repressivas vão ficar restritas aos criminosos. “Sabemos que vai acabar repercutindo nas classes mais baixas. É o autoritarismo para os outros. A repressão com participação das forças militares, como ele prega, é uma continuidade da ditadura”, aponta.

      DISCURSO CONFUSO

      O coronel Ibis Pereira, ex-comandante-geral da PM do Rio de Janeiro, afirma que nem os militares sabem que planos Bolsonaro tem para a área da segurança pública: “Não conheço bem, PORQUE ACHO O DISCURSO DELE CONFUSO. Não consegui ver ainda um projeto para a área, se ele tem a perspectiva de montar um plano efetivo de segurança”, diz.
      De acordo com o Atlas da Violência 2017 (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma pessoa morre a cada nove minutos no Brasil de forma violenta. DE CADA 100 PESSOAS ASSASSINADAS, 71 SÃO NEGRAS. Mais de 80% dessas mortes são por armas de fogo. “É um cenário muito grave, que nos coloca em estado de alerta, em um ambiente de medo. ENTÃO BOLSONARO MOBILIZA ISSO, MOBILIZA AFETOS. E AFETOS RUINS: O MEDO E O ÓDIO. São sentimentos pouco racionais”, diz o coronel Ibis, acrescentando que FLEXIBILIZAR O USO DE ARMAS, COM TANTAS MORTES POR ARMAS LETAIS, NÃO SERIA NADA INTELIGENTE.
      Ele cita, como exemplo, o projeto de castração química. “Vítimas de estupro estão em sofrimento. A pessoa que está sofrendo quer ser amparada e que isso encontre repercussão na fala de alguém. Mas nossa Constituição sequer permite pena cruel, com caráter definitivo”, afirma. Para ele, o crescimento de Bolsonaro só se explica pelo cenário de crise e descrença na política. “A DEMOCRACIA PRECISA PRIVILEGIAR A RAZÃO.”

      MAIS PRIMITIVO QUE TRUMP

      “Sou favorável à castração química aos estupradores. Acompanho também a atuação do Eduardo Bolsonaro. Pessoas dentro do movimento o apoiam. Mas fico reticente quanto à visão histórica dele, mais simpática ao regime militar, e às posições nacionalistas na economia, como o regime defendia”, avalia o vereador Fernando Holiday (MBL).
      “BOLSONARO NÃO É DE DIREITA, O BOLSONARO É BURRO, É DIFERENTE. Burro não é ofensa, Bolsonaro, quer dizer que você não entende do que fala. Está muito abaixo de Trump [presidente dos EUA], que tem mais educação. É muito mais primitivo do que isso”, diz o jornalista Reinaldo Azevedo, influente formador de opinião no espectro ideológico conservador.
      Em entrevista à Rádio Jovem Pan, Bolsonaro se irritou com o historiador Marco Antônio Villa, também identificado com a direita, ao ser questionado sobre assuntos ligados à economia e à política internacional. O apresentador o havia chamado de “embusteiro” na véspera. Bolsonaro tergiversou das perguntas, insistiu na defesa da ditadura militar e do combate à corrupção e caiu em contradições ao defender as privatizações — modelo oposto às estatizações promovidas pelos militares. Com mais tempo de vida política que de quartel, o capitão que antes brigava por salários tem uma lista de bens declarados à Justiça Eleitoral que dobra a cada eleição.
      Em 2014, BOLSONARO INFORMOU POSSUIR R$ 2 MILHÕES EM PATRIMÔNIO. Na primeira declaração de bens, de 1990, REGISTROU 38.121 CRUZADOS NOVOS, o que, pela conversão para a moeda atual, equivaleria a R$ 28 mil. A evolução patrimonial, no entanto, de acordo com analistas ouvidos pela reportagem, aparenta ser compatível com os ganhos dele como deputado federal e a valorização dos bens adquiridos no início da carreira. A relação inclui imóveis, terrenos, veículos. Além de troca de veículos, apenas em 2014 ele registrou novos imóveis. Nesse caso, duas casas na Avenida Lúcio Costa, à beira-mar no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca.

  4. Ninguém assiste horário eleitoral kkkkkkkk e pouquíssimos assistem debates. JANAÍNA JÁ. Ela empresta muita credibilidade à chapa. DUPLA DINAMÍTICA

  5. Seria quebrada a terceira lei de Newton, aquela que diz que opostos se atraem e iguais se repelem. “Bostonarus e jacaína” é lixo atraindo lixo…

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