POR ROSANA HESSEL
Relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, o senador Wellington Fagundes (PR-MT) conseguiu aprovar, na Comissão Mista do Orçamento (CMO), a obrigatoriedade de o governo federal contratar 30 mil pessoas para o serviço público no próximo ano, a fim de preencher vagas previstas nos concursos lançados até 2015 e de substituir aposentados.
O senador ressalta que, apesar da contrariedade da equipe econômica, será necessário recompor áreas importantes, nas quais as aposentadorias serão muito frequentes nos próximos anos. Quando encaminhou o projeto da LDO para o Congresso, no entanto, o Ministério do Planejamento assegurou que não estava prevista a realização de concursos em 2017.
A LDO deve ser aprovada nos próximos dias pelo plenário do Congresso. A expectativa é de que o projeto relatado por Wellington Fagundes seja aprovado sem ressalvas. Resta saber se o presidente interino, Michel Temer, vetará a contratação de pessoal.
A equipe do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não quer saber de falar sobre ampliação do número de funcionários públicos num momento em que o governo precisa demonstrar forte compromisso com o ajuste fiscal.
Brasília, 12h25min


7 thoughts on “Congresso prevê a contratação de 30 mil pessoas para o governo federal em 2017”
Em plena crise, só se vê gastos. Depois vão aumentar impostos e ou criar novos para pagar esta conta.
Acho que as pessoas não sabem ler: ninguém falou em ampliar o número de funcionários, mas de repor os que saíram!!!
Você está corretíssima, Carla! a primeira consequência da medida é a reposição dos servidores públicos que já se aposentaram e a outra (que não foi mencionada) é o saneamento do número abusivo e absurdo de ocupantes de cargos comissionados no âmbito dos Três Poderes. O que onera a folha de pagamento é, na maioria das vezes, a remuneração paga aos ocupantes dos cargos comissionados e não a remuneração dos servidores públicos (concursados): normalmente, a remuneração dos “comissionados” (que não prestam concurso, em sua maioria) não estão sujeitas a teto (são, em grande parte compostos por altas remunerações + benefícios) ao contrário das remunerações paga aos “concursados”. A maioria da população brasileira desconhece essa diferença e credita o alto valor gasto em remuneração pelo governo ao servidor público quando, em verdade, não é isso que se verifica no âmbito dos Tês Poderes. Outro dia, por curiosidade, analisei a despesa que um ocupante de determinado cargo político no Palácio do Planalto gastou com seus “assessores comissionados” e a conclusão é impressionante: mais de R$ 500 mil reais mensais…ora, por que os políticos (e outras autoridades) não utilizam servidores públicos que já são pagos para assessorá-los? por que precisam contratar, adicionalmente, “comissionados”?
E quem vai pagar esse conta? O povo mais uma vez o pobre só se lascando co. Salário de merd…
Me diz quem acaba pagando o pato? O povo que tem que pagar regalias e super salários de muitos que mau sabe prestar um serviço decente para a população
Não há só regalias. No INSS por exemplo tem muito funcionário que já tem mais de 35 anos de contribuição com mais de 60 anos de idade. Tem uma grande leva que entrou em 1987, que em especial as mulheres que precisam apenas de 30anos de contrição e a idade mínima que na iniciativa privada nem exige idade mínima, basta o tempo..
alquem sabe me dizer alguma informacao sobre a votacao ou o numero da emenda ou numero da lei sobre a aprovacao da reposicao dos 30 mil funcionario!