A equipe econômica está otimista em relação à recuperação da atividade nos próximos meses, mas teme que o governo acabe provocando distorções se insistir em políticas intervencionistas por meio de pacote de bondades.
O time do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acendeu o sinal de alerta diante da pressa do presidente interino, Michel Temer, de soltar medidas de estímulo à atividade. Os técnicos dizem que este não é o momento de o governo agir com voluntarismo.
Foi exatamente o excesso de medidas sem critérios, sem análises técnicas, no governo de Dilma Rousseff que empurrou o país para a pior recessão da história. “O que mais se viu foi tiro no pé”, ressalta um dos auxiliares mais próximos de Meirelles.
Para ele, a melhor forma de a economia recuperar o fôlego, crescer de forma consistente, gerar empregos e estimular o aumento da renda é reconstruindo a confiança. E isso não combina com estripulias.
Brasília, 23h34min


2 thoughts on “Equipe de Meirelles teme que estímulos à economia virem “tiro no pé””
Preocupação com a MP 719. Usar FGTS para garantir consignado é estimular o endividamento das familias. E desviar o FGTS de sua finalidade.
Em vez de garantir o consignado, o FGTS poderia ser usado para pagamento das parcelas mensais mensais de imóveis em construção (“na planta”). Muitas pessoas não conseguem adquirir um imóvel na planta por faltar-lhes recursos no dia-a-dia, justamente porque pagam aluguel (apesar de terem FGTS em conta). Essa medida estimularia a economia e geraria empregos, além de assegurar o uso do FGTS para a sua (principal) finalidade: aquisição da casa própria.