{"id":605,"date":"2018-01-08T15:33:04","date_gmt":"2018-01-08T17:33:04","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/?p=605"},"modified":"2018-01-08T15:33:04","modified_gmt":"2018-01-08T17:33:04","slug":"o-voo-do-barucaru","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/o-voo-do-barucaru\/","title":{"rendered":"O voo do bacurau"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_606\" aria-describedby=\"caption-attachment-606\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-606 size-full\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2018\/01\/CBPFOT181120151330.jpg\" alt=\"18\/11\/2015. Cr\u00e9dito: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A Press. Brasil. Bras\u00edlia - DF. Observadores de p\u00e1ssaros. P\u00e1ssaro bacurau-norte-americano, no Parque da Cidade.\" width=\"800\" height=\"530\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2018\/01\/CBPFOT181120151330.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2018\/01\/CBPFOT181120151330-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2018\/01\/CBPFOT181120151330-768x509.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2018\/01\/CBPFOT181120151330-550x364.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2018\/01\/CBPFOT181120151330-230x152.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-606\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A Press. Brasil. P\u00e1ssaro bacurau-norte-americano, no Parque da Cidade.<\/figcaption><\/figure>\n<h5>Severino Francisco<\/h5>\n<p>A cr\u00f4nica sobre o bacurau norte-americano migrat\u00f3rio, que viaja de 8 a 10 mil km para o Brasil e, mais precisamente, para Bras\u00edlia, quando come\u00e7a o inverno nos EUA, despertou a curiosidade de alguns leitores. Por isso, volto ao assunto com Tancredo Maia, integrante do grupo Observaves.<\/p>\n<p>Seguramente, os bacuraus viajam em bando dos EUA at\u00e9 o Brasil. Os bi\u00f3logos j\u00e1 fizeram a experi\u00eancia de colocar GPS nas aves. \u00c9 impressionante como n\u00e3o se perdem. N\u00e3o fazem um voo aleat\u00f3rio. Apreciam o calor, o ver\u00e3o e o clima tropical. Diferentemente do urubu ou do gavi\u00e3o, que s\u00e3o planadores, pegam onda de vento e v\u00e3o em frente, o bacurau bate asas o tempo todo, ensina Tancredo.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso um preparo f\u00edsico muito bom. Mesmo \u00e0 noite, batem asas. Mas, ao mesmo tempo, param para descansar e fazem a viagem por etapas. Descem os Estados Unidos juntos, atravessam a Am\u00e9rica Central e, quando chegam \u00e0 Am\u00e9rica do Sul costumam se dispersar. Uma parte sobe para a Amaz\u00f4nia e o Pantanal; a outra toma o rumo do Brasil Central e uma terceira tem como destino a costa mar\u00edtima.<\/p>\n<figure id=\"attachment_607\" aria-describedby=\"caption-attachment-607\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-607 size-full\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2018\/01\/CBPFOT211120152049.jpg\" alt=\"18\/11\/2015. Cr\u00e9dito: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A Press. Brasil. Bras\u00edlia - DF. Observadores de p\u00e1ssaros. 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O barucau norte-americano costuma ocupar a mesma \u00e1rvore no Parque da Cidade em todos os anos que visita a cidade.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 poss\u00edvel encontrar a mesma esp\u00e9cie de bacurau norte-americano em Bras\u00edlia, no Acre ou Bahia. No ver\u00e3o, encontram farta alimenta\u00e7\u00e3o nos tr\u00f3picos. Os bacuraus s\u00e3o bichos noturnos, durante o dia eles descansam nas \u00e1rvores. Tancredo e o grupo Observaves t\u00eam registrado que nos \u00faltimos quatro anos, um bacurau norte-americano ocupa a mesma \u00e1rvore no Parque da Cidade.<\/p>\n<p>\u00c0 noite, depois das 18h, o bacurau sai para se alimentar de insetos. A migra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma aventura improvisada. Existe uma rota que eles fazem todos os anos. Da primeira vez, Tancredo observou um, mas, em seguida, o n\u00famero de migrantes foi aumentando no Parque da Cidade. Devem ter chamado a fam\u00edlia e os vizinhos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_553\" aria-describedby=\"caption-attachment-553\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-553 size-full\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2017\/11\/CBPFOT211120152050.jpg\" alt=\"18\/11\/2015. Cr\u00e9dito: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A Press. Brasil. Bras\u00edlia - DF. Observadores de p\u00e1ssaros. Na foto (e\/d), Leninha Caldas, Tancredo Maia Filho e Rose Almeida, retrata o p\u00e1ssaro bacurau-norte-americano, no Parque da Cidade.\" width=\"800\" height=\"475\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2017\/11\/CBPFOT211120152050.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2017\/11\/CBPFOT211120152050-300x178.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2017\/11\/CBPFOT211120152050-768x456.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2017\/11\/CBPFOT211120152050-550x327.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2017\/11\/CBPFOT211120152050-230x137.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-553\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A Press. Brasil. Bras\u00edlia &#8211; DF.\u00a0 Na foto (e\/d), Leninha Caldas, Tancredo Maia Filho e Rose Almeida fotografam o bacurau-norte-americano no Parque da Cidade.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>T\u00eam alimenta\u00e7\u00e3o, o lugar \u00e9 agrad\u00e1vel, ningu\u00e9m perturba. Isso \u00e9 legal para fazer uma rota. Incorporam esse programa de viagem para enfrentar as mudan\u00e7as de esta\u00e7\u00e3o do ano. Quando o frio assola nos Estados Unidos, eles migram para os pa\u00edses tropicais. Passam a informa\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o. No Brasil existem umas seis esp\u00e9cies de bacuraus: \u201cEles vem visitar os primos\u201d, brinca Tancredo.<\/p>\n<p>Acontece algo semelhante com a ave batizada de Pr\u00edncipe, que vem da Argentina e tamb\u00e9m pode ser vista nos parques da cidade. Com a sua plumagem vermelha e a m\u00e1scara negra, ele \u00e9 impressionantemente belo e gracioso. Mas, diferentemente, do bacurau, tem h\u00e1bitos diurnos. \u00c9 muito f\u00e1cil de ser visto. D\u00e1 um salto, pega o inseto em voo fulminante e volta ao mesmo lugar, sem perder a realeza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_547\" aria-describedby=\"caption-attachment-547\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-547 size-full\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2017\/11\/CBPFOT281020171740.jpg\" alt=\"Credito: Tancredo Maia Filho\/Divulgacao. Pr\u00edncipe; ave migrat\u00f3ria austral; migra na \u00e9poca fria na Argentina e chega em Bras\u00edlia em abril, ficando aqui at\u00e9 meados de setembro. Este indiv\u00eddua para na mesma \u00e1rea, \u00e0 beira da lagoa do Parque da Cidade.\" width=\"800\" height=\"532\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2017\/11\/CBPFOT281020171740.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2017\/11\/CBPFOT281020171740-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2017\/11\/CBPFOT281020171740-768x511.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2017\/11\/CBPFOT281020171740-550x366.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2017\/11\/CBPFOT281020171740-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-547\" class=\"wp-caption-text\">Credito: Tancredo Maia Filho\/Divulga\u00e7\u00e3o. Pr\u00edncipe; ave migrat\u00f3ria austral; migra na \u00e9poca fria na Argentina e chega em Bras\u00edlia em abril, ficando aqui at\u00e9 meados de setembro.<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Severino Francisco A cr\u00f4nica sobre o bacurau norte-americano migrat\u00f3rio, que viaja de 8 a 10 mil km para o Brasil e, mais precisamente, para Bras\u00edlia, quando come\u00e7a o inverno nos EUA, despertou a curiosidade de alguns leitores. Por isso, volto ao assunto com Tancredo Maia, integrante do grupo Observaves. Seguramente, os bacuraus viajam em bando dos EUA at\u00e9 o Brasil. 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