{"id":1505,"date":"2021-02-18T09:49:38","date_gmt":"2021-02-18T12:49:38","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/?p=1505"},"modified":"2021-02-18T09:49:38","modified_gmt":"2021-02-18T12:49:38","slug":"toninho-maya","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/toninho-maya\/","title":{"rendered":"Toninho Maya"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1506\" aria-describedby=\"caption-attachment-1506\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1506\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/02\/Toninho-Maya.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"537\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/02\/Toninho-Maya.jpg 800w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/02\/Toninho-Maya-300x201.jpg 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/02\/Toninho-Maya-768x516.jpg 768w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/02\/Toninho-Maya-550x369.jpg 550w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-content\/uploads\/sites\/29\/2021\/02\/Toninho-Maya-230x154.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1506\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Cr\u00e9dito: Gustavo Labanca\/Divulga\u00e7\u00e3o.\u00a0 Toninho Maya durante o Projeto Jo\u00e3o Donato &#8211; 80 Anos.<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Severino Francisco<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ser de Bras\u00edlia tornou-se quase que um selo de qualidade na \u00e1rea da m\u00fasica. \u00c9 dif\u00edcil um grande cantor n\u00e3o ter um instrumentista brasiliense em sua banda. E isso se deve a quatro institui\u00e7\u00f5es: a Escola de M\u00fasica de Bras\u00edlia, o Departamento de M\u00fasica da UnB, a Escola de Choro Raphael Rabello e a Escola da Noite.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O guitarrista, violonista e produtor Toninho Maya, que nos deixou na semana passada, aos 59 anos, v\u00edtima da covid-19, pertencia \u00e0 Escola da Noite, mas transitava por todos os g\u00eaneros e todos os espa\u00e7os. Era um instrumentista requintado, mas n\u00e3o recusava convites. Tocava tanto jazz quanto rock, MPB, blues ou gospel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 exagero dizer que ele esteve, de alguma maneira, presente nos momentos mais importantes da hist\u00f3ria musical da cidade nas \u00faltimas d\u00e9cadas. A sua morte \u00e9 uma perda muito grande para a cultura brasiliense. Mas n\u00e3o tenhamos medo de falar da morte, ela nos humaniza, os ausentes queridos nos unem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mesmo quando acompanhava Z\u00e9lia Duncan, Leila Pinheiro, C\u00e1ssia Eller, Dinho Ouro Preto, Eliete Negreiros, o toque da guitarra de Toninho se destacava no fundo. Era um craque da cozinha e tamb\u00e9m da linha de frente instrumental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lembro das magn\u00edficas performances de Toninho no grupo jazz\u00edstico Chacras, nos gramados dos Concertos Cabe\u00e7as, ao lado de Jorge Helder, no baixo, Renato Vasconcelos, nos teclados, e Rodolfo Cardoso, na bateria. Al\u00e9m disso, Toninho esteve no primeiro plano da cena com Adriano Giffoni, Vidor Santiago, R\u00eanio Quintas, S\u00e9rgio Galv\u00e3o e Lula Galv\u00e3o. A maioria deles ganhou destaque nacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ele teve relev\u00e2ncia como instrumentista e como produtor. Criou o est\u00fadio Artimanha, que se tornou refer\u00eancia para a m\u00fasica brasiliense nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990. L\u00e1, fez grava\u00e7\u00f5es com Os Raimundos, Rosa Passos, Luciano Fleming, Maskavo Roots, Pato Fu, Renato Matos, Adriano Faquini e C\u00e9lia Porto. Ademais, era uma pessoa muito generosa. Ensinava, dava dicas e deixava os m\u00fasicos guardar os instrumentos em seu est\u00fadio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nascido em Abaetetuba (PA), Toninho Maya era apaixonado pela m\u00fasica desde pequeno. Filho de um professor da UnB, ele cresceu na Colina, uma das fontes do jazz e do rock candango na d\u00e9cada de 1980. O poeta Francisco K, tamb\u00e9m filho de professores e morador da Colina, acompanhou a evolu\u00e7\u00e3o do amigo. Toninho era um moleque brig\u00e3o, mas se transformou em um adolescente af\u00e1vel, com humor \u00fanico, compreensivo e carinhoso, sem perder a mordacidade jamais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Embora nada tivesse a ver com o punk, se tornou a grande refer\u00eancia musical da Colina, o grande guitarrista do peda\u00e7o, admirado e amigo de Renato Russo, F\u00ea Lemos e a turma do rock. Habitava um espa\u00e7o intermedi\u00e1rio entre os roqueiros hippies e os punks. Aos poucos, foi se distanciando para se tornar um grande guitarrista de estilo jazz\u00edstico, envolvendo-se, ao mesmo tempo, profundamente, com a MPB.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Era impressionante Toninho colado o dia todo no viol\u00e3o, indo ao banheiro com ele, depois com a guitarra. Aprendia tudo sozinho ou extra\u00eda rapidamente o que precisava de quem tocava a seu lado. Os shows do grupo Chacra abriram o caminho para que Toninho decolasse uma carreira e tocasse com grandes nomes da m\u00fasica em Bras\u00edlia e no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Que venha logo a vacina para que n\u00e3o tenhamos novas perdas de vidas. Todas s\u00e3o preciosas. Ele estava no \u00e1pice da forma aos 59 anos. E que Jimi Hendrix e Jim Hall recebam Toninho com um solo sideral de guitarra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Severino Francisco &nbsp; Ser de Bras\u00edlia tornou-se quase que um selo de qualidade na \u00e1rea da m\u00fasica. \u00c9 dif\u00edcil um grande cantor n\u00e3o ter um instrumentista brasiliense em sua banda. E isso se deve a quatro institui\u00e7\u00f5es: a Escola de M\u00fasica de Bras\u00edlia, o Departamento de M\u00fasica da UnB, a Escola de Choro Raphael Rabello e a Escola da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":73,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-1505","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cronicas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1505","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-json\/wp\/v2\/users\/73"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1505"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1505\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1507,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1505\/revisions\/1507"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1505"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1505"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/severino\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1505"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}