{"id":9093,"date":"2018-05-14T11:38:33","date_gmt":"2018-05-14T14:38:33","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=9093"},"modified":"2018-05-14T11:38:33","modified_gmt":"2018-05-14T14:38:33","slug":"mpfrj-denuncia-empresaria-por-trabalho-escravo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/mpfrj-denuncia-empresaria-por-trabalho-escravo\/","title":{"rendered":"MPF\/RJ denuncia empres\u00e1ria por trabalho escravo"},"content":{"rendered":"<p><em>Empregada dom\u00e9stica chegou a ficar sete dias sem comer porque estava doente. Como n\u00e3o poderia trabalhar, tamb\u00e9m n\u00e3o receberia sal\u00e1rio e nem se alimentaria. Segundo os relatos, a patroa tamb\u00e9m xingava recorrentemente a v\u00edtima e proibia que ela e outra funcion\u00e1ria se sentassem no sof\u00e1 da sala para assistir TV, alegando que teria que passar \u00e1lcool caso o fizessem<\/em><\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) no Rio de Janeiro (RJ) denunciou uma empres\u00e1ria por trabalho escravo. Entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2011, ela teria submetido uma das empregadas dom\u00e9sticas que trabalhava em sua casa, ent\u00e3o em Copacabana, a condi\u00e7\u00f5es degradantes de trabalho.<br \/>\nDe acordo com o MPF, a denunciada manteve a v\u00edtima trancada na \u00e1rea de servi\u00e7o durante uma semana, sem direito a circular pelo restante da casa ou se alimentar. Na \u00e9poca, a v\u00edtima adoeceu e, segundo testemunhas, a denunciada considerou que, se ela n\u00e3o podia trabalhar, tamb\u00e9m n\u00e3o receberia sal\u00e1rio nem se alimentaria.<br \/>\nOs relatos tamb\u00e9m d\u00e3o conta de que a denunciada xingava recorrentemente a v\u00edtima e proibia que ela e outra funcion\u00e1ria se sentassem no sof\u00e1 da sala para assistir TV, alegando que teria que passar \u00e1lcool caso o fizessem. Al\u00e9m disso, a jornada era exaustiva, de 7h \u00e0 meia noite, sem intervalo de descanso ou repouso semanal. Para evitar que a v\u00edtima, que veio com ela de Bras\u00edlia, fosse embora, a denunciada alegava uma d\u00edvida em fun\u00e7\u00e3o da venda de m\u00f3veis para a trabalhadora. Alegava tamb\u00e9m que a v\u00edtima havia manchado blusas e quebrado itens da casa, o que seria descontado de seu sal\u00e1rio. Fazia ainda amea\u00e7as, afirmando que no Rio de Janeiro qualquer bandido bateria por R$ 50 e mataria por R$ 100.<\/p>\n<p>O caso foi denunciado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro em 2014 e a Justi\u00e7a Estadual declinou a den\u00fancia para a Justi\u00e7a Federal. A a\u00e7\u00e3o foi remetida ent\u00e3o ao MPF em abril de 2018, que denuncia novamente o crime e reitera a compet\u00eancia federal para o julgamento da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empregada dom\u00e9stica chegou a ficar sete dias sem comer porque estava doente. Como n\u00e3o poderia trabalhar, tamb\u00e9m n\u00e3o receberia sal\u00e1rio e nem se alimentaria. 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