{"id":8418,"date":"2018-03-08T08:37:07","date_gmt":"2018-03-08T11:37:07","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=8418"},"modified":"2018-03-07T19:38:18","modified_gmt":"2018-03-07T22:38:18","slug":"o-cinquentenario-do-ano-mais-emblematico-da-decada-de-1960","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/o-cinquentenario-do-ano-mais-emblematico-da-decada-de-1960\/","title":{"rendered":"O cinquenten\u00e1rio do ano mais emblem\u00e1tico da d\u00e9cada de 1960"},"content":{"rendered":"<p><em>O dia <span id=\"OBJ_PREFIX_DWT1524_com_zimbra_date\"><span id=\"OBJ_PREFIX_DWT1533_com_zimbra_date\">31 de mar<\/span><\/span>\u00e7o marca o in\u00edcio da ditadura militar, que come\u00e7ou em 1964. Virgilio Pedro Rigonatti publicou o livro &#8220;Cravo Vermelho&#8221;, com \u00eanfase no ano de 1968. A narrativa em primeira pessoa \u00e9 feita por seu alter ego, Pedrina. O autor da obra revela os acontecimentos do mundo na \u00e9poca mais tensa da disputa entre o comunismo e capitalismo<\/em><\/p>\n<p>Revolu\u00e7\u00e3o cultural, pol\u00edtica e sexual. Os fatos da d\u00e9cada de 1960 instigaram os jovens a se tornarem protagonistas do maior momento pol\u00edtico que o Brasil j\u00e1 foi palco. Muita hist\u00f3ria, luta e trag\u00e9dia. A d\u00e9cada \u00e9 considerada pela grande tens\u00e3o da disputa entre comunismo e capitalismo. Este per\u00edodo marcou o mundo inteiro.<\/p>\n<p>O ano de 2018 marca o cinquenten\u00e1rio de 1968, o cl\u00edmax da d\u00e9cada de 60. Cen\u00e1rio de muitos acontecimentos como a institui\u00e7\u00e3o do AI-5, no Brasil, iniciando a \u00e9poca mais intensa e violenta da ditadura militar, e a Batalha da Maria Ant\u00f4nia. Pelo mundo, as not\u00edcias eram sobre a luta dos negros, a luta das mulheres, o assassinato de Martin Luther King e de Robert Kennedy, a Guerra do Vietn\u00e3, e acirrava-se a disputa entre os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, que quase resultou na Terceira Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Em Cravo Vermelho, o autor paulistano Virgilio Pedro Rigonatti detalha com maestria a d\u00e9cada de 60, pelos olhos de seu alter ego, Pedrina. Mo\u00e7a de classe m\u00e9dia, curiosa e \u00e1vida leitora, narra em primeira pessoa todos os epis\u00f3dios de sua pacata vida na inf\u00e2ncia, os eventos que v\u00ea na TV e l\u00ea nos jornais. Descobre o mundo e maravilha-se com tanta informa\u00e7\u00e3o que jamais sonhou em desfrutar.<\/p>\n<p>A narrativa passeia por fatos como a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, os comunistas, a copa de 58, e o primeiro contato com not\u00edcias sobre a R\u00fassia e EUA. Nos anos 60, j\u00e1 no gin\u00e1sio, Pedrina conta a hist\u00f3ria de seu amigo de col\u00e9gio, Val\u00e9rio, de uma fam\u00edlia muito pobre, por quem ela nutriu um imenso carinho e, mais tarde, amor.<\/p>\n<p>Enquanto a menina crescia e descrevia os acontecimentos de seu cora\u00e7\u00e3o, corpo e conviv\u00eancias sociais, ela explica a guerra ideol\u00f3gica entre as duas pot\u00eancias imperialistas que levou \u00e0 ditadura militar de direita e \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o da luta armada pelas esquerdas. Justi\u00e7amentos, assaltos e sequestros de um lado. Pris\u00f5es, torturas e mortes de outro.<\/p>\n<p>Pedrina e Val\u00e9rio vivem tempos de muita luta durante o desenvolvimento de suas vidas adultas, veem o amor nascer entre eles, e enfrentam o clima de confronto reinante na \u00e9poca. N\u00e3o havia escapat\u00f3ria, o casal e seus amigos foram abarcados pelos fatos hist\u00f3ricos da d\u00e9cada e acabam vivenciando momentos tr\u00e1gicos e dram\u00e1ticos<\/p>\n<p>Cravo Vermelho \u00e9 um retrato da sociedade e dos acontecimentos dos anos 60 no Brasil e no mundo. Transita pela inquieta\u00e7\u00e3o da juventude em busca de novos caminhos, pelo embate ideol\u00f3gico entre direita e esquerda, pelo comodismo de grande parcela do povo, ao mesmo tempo em que revela uma hist\u00f3ria de amor comovente entre jovens que buscam seu lugar naqueles tempos conflituosos e de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Sobre o autor<\/strong><\/p>\n<p>Nascido em <span id=\"OBJ_PREFIX_DWT1526_com_zimbra_date\"><span id=\"OBJ_PREFIX_DWT1534_com_zimbra_date\">22 de mar<\/span><\/span>\u00e7o de 1948, no bairro de Vila Anast\u00e1cio, na cidade de S\u00e3o Paulo, Virgilio Pedro Rigonatti come\u00e7ou a escrever aos 60 anos. Desde sempre o contador oral das riqu\u00edssimas hist\u00f3rias da fam\u00edlia, descobriu um prazer imenso em escrever ao registrar em um blog a trajet\u00f3ria do cl\u00e3. Ap\u00f3s lan\u00e7ar seu primeiro livro, Maria Clara, a Filha do Coronel, pela Editora Gente, romance baseado na vida de sua m\u00e3e, decidiu fundar a sua pr\u00f3pria editora, a Lereprazer, cujo t\u00edtulo de estreia \u00e9 este Cravo Vermelho. Atualmente, Virgilio prepara o lan\u00e7amento da sequ\u00eancia de Maria Clara e trabalha em um novo romance.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dia 31 de mar\u00e7o marca o in\u00edcio da ditadura militar, que come\u00e7ou em 1964. Virgilio Pedro Rigonatti publicou o livro &#8220;Cravo Vermelho&#8221;, com \u00eanfase no ano de 1968. A narrativa em primeira pessoa \u00e9 feita por seu alter ego, Pedrina. 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