{"id":8318,"date":"2018-02-27T15:01:33","date_gmt":"2018-02-27T18:01:33","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=8318"},"modified":"2018-02-27T15:01:33","modified_gmt":"2018-02-27T18:01:33","slug":"83-dos-desempregados-admitem-nao-estar-bem-informados-sobre-reforma-trabalhista-revela-estudo-do-spc-brasil-e-cndl","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/83-dos-desempregados-admitem-nao-estar-bem-informados-sobre-reforma-trabalhista-revela-estudo-do-spc-brasil-e-cndl\/","title":{"rendered":"83% dos desempregados admitem n\u00e3o estar bem informados sobre a reforma trabalhista, revela estudo do SPC Brasil e CNDL"},"content":{"rendered":"<p><em>Desempregados brasileiros est\u00e3o divididos sobre benef\u00edcios ou perdas com nova legisla\u00e7\u00e3o trabalhista. Ainda assim, 50% aceitariam ser contratados de forma intermitente, nova modalidade em que jornada e remunera\u00e7\u00e3o s\u00e3o flex\u00edveis. Para 31%, as mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o devem ter qualquer efeito no mercado de trabalho, enquanto 26% n\u00e3o t\u00eam opini\u00e3o formada sobre o assunto. Quase um quarto (24%) dos entrevistados acredita que haver\u00e1 diminui\u00e7\u00e3o de postos de trabalho, ao passo que 19% esperam um aumento na quantidade de vagas<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p>S\u00e3o tantas as novidades e mudan\u00e7as com a nova legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, como jornada e remunera\u00e7\u00e3o flex\u00edveis, possibilidade de divis\u00e3o das f\u00e9rias em tr\u00eas per\u00edodos e permiss\u00e3o de tempo menor para o almo\u00e7o, que muitos brasileiros ainda n\u00e3o tiveram tempo de refletir sobre o impacto da reforma trabalhista em suas vidas, segundo os pesquisadores. Estudo do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com brasileiros desempregados atualmente revela que 83% dos entrevistados admitem n\u00e3o estar bem informados sobre a recente mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o trabalhista. Apenas 16% reconhecem <span id=\"OBJ_PREFIX_DWT1978_com_zimbra_date\"><span id=\"OBJ_PREFIX_DWT1990_com_zimbra_date\">ter<\/span><\/span> informa\u00e7\u00f5es suficientes sobre o assunto. O desconhecimento \u00e9 elevado em todos os estratos sociais, mas maior entre os de mais baixa escolaridade.<\/p>\n<p>Sancionada pela presid\u00eancia da Rep\u00fablica em julho do ano passado, e posta em vigor a partir<span id=\"OBJ_PREFIX_DWT1979_com_zimbra_date\"> de novembro<\/span>, as novas leis permanecem cercadas de incertezas por parte dos consumidores. De acordo com o levantamento, os brasileiros desempregados se mostram divididos quanto \u00e0 possibilidade de a reforma trabalhista aumentar a oferta de vagas de emprego. Para 31%, as mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o devem ter qualquer efeito no mercado de trabalho, enquanto 26% n\u00e3o t\u00eam opini\u00e3o formada sobre o assunto. Quase um quarto (24%) dos entrevistados acredita que haver\u00e1 diminui\u00e7\u00e3o de postos de trabalho, ao passo que 19% esperam um aumento na quantidade de vagas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso derrubar alguns mitos sobre a moderniza\u00e7\u00e3o das leis trabalhistas. A vis\u00e3o negativa que alguns consumidores t\u00eam sobre as altera\u00e7\u00f5es est\u00e1 relacionada ao desconhecimento a respeito do tema, como aponta a pesquisa. Apesar da reformula\u00e7\u00e3o, direitos considerados fundamentais para os trabalhadores foram mantidos na nova configura\u00e7\u00e3o, como o Fundo de Garantia por Tempo de Servi\u00e7o (FGTS), o d\u00e9cimo-terceiro sal\u00e1rio, o seguro-desemprego e a licen\u00e7a-maternidade, por exemplo\u201d, explica o presidente da CNDL, Jos\u00e9 Cesar da Costa.<\/p>\n<p>O presidente da entidade ainda explica que os efeitos da mudan\u00e7a, contudo, n\u00e3o ser\u00e3o sentidos de forma imediata, uma vez que o pa\u00eds se encontra em processo lento de sa\u00edda da recess\u00e3o. \u201c\u00c9 cedo para colher frutos da nova legisla\u00e7\u00e3o. Assim como o peso da carga tribut\u00e1ria torna o pa\u00eds menos competitivo, a rigidez de uma legisla\u00e7\u00e3o trabalhista como a brasileira limita a oferta de trabalho. A recente moderniza\u00e7\u00e3o das leis \u00e9 importante para o pa\u00eds superar os problemas de produtividade. Com a economia melhorando, mais empres\u00e1rios tendem a aderir \u00e0s novas regras\u201d, afirma Costa.<\/p>\n<p><strong>Desempregados mostram-se divididos sobre benef\u00edcios do chamado trabalho intermitente. Mesmo assim, 50% aceitariam contrata\u00e7\u00e3o neste regime<\/strong><\/p>\n<p>Uma das principais novidades da reforma trabalhista \u00e9 a regulamenta\u00e7\u00e3o do chamado trabalho intermitente, uma modalidade de contrata\u00e7\u00e3o com carteira assinada em que n\u00e3o h\u00e1 jornada fixa de trabalho. Dessa maneira, o funcion\u00e1rio passa a ser remunerado por hora, de acordo com o tempo trabalhado. Essa modalidade n\u00e3o substitui a atual jornada fixa, mas \u00e9 apresentada como uma op\u00e7\u00e3o a mais disponibilizada no mercado. Sobre essa altera\u00e7\u00e3o, as opini\u00f5es dos entrevistados tamb\u00e9m est\u00e3o divididas. Quase um quarto (24%) dos desempregados considera a medida positiva e 23% classificam a nova modalidade de contrata\u00e7\u00e3o de forma negativa. Para um <span id=\"OBJ_PREFIX_DWT1980_com_zimbra_date\"><span id=\"OBJ_PREFIX_DWT1991_com_zimbra_date\">ter<\/span><\/span>\u00e7o (33%), ela \u00e9 regular. Outros 20% n\u00e3o responderam ou n\u00e3o tem opini\u00e3o formada.<\/p>\n<p>Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, alguns tipos de trabalho se enquadram melhor na l\u00f3gica da jornada flex\u00edvel, como prestadores de servi\u00e7os e algumas \u00e1reas do com\u00e9rcio. \u201c\u00c9 o caso, por exemplo, de servi\u00e7os de bares e restaurantes, cujo pico de movimenta\u00e7\u00e3o se d\u00e1 em hor\u00e1rios espec\u00edficos e podem se valer dessa nova regra. Ou ent\u00e3o do com\u00e9rcio, que geralmente fica mais aquecido em determinadas datas comemorativas\u201d, explica a economista.<\/p>\n<p>Levando em considera\u00e7\u00e3o os trabalhadores desempregados que consideram a modalidade de trabalho intermitente como algo positivo, 37% consideram que a mudan\u00e7a criar\u00e1 mais postos de trabalho, fazendo com que o desemprego recue. Outros 27% acreditam que o trabalhador poder\u00e1 exercer mais de uma atividade por meio do trabalho intermitente e, assim, aumentar a sua renda e 25% imaginam que a informalidade poder\u00e1 diminuir.<\/p>\n<p>J\u00e1 para os que classificam o trabalho intermitente como uma mudan\u00e7a ruim para a popula\u00e7\u00e3o, 44% interpretam que a altera\u00e7\u00e3o implica em perda de direitos trabalhistas, ao passo que 19% n\u00e3o acreditam que ela ser\u00e1 suficiente para fazer a informalidade diminuir no pa\u00eds.<\/p>\n<p>De modo geral, 50% dos desempregados brasileiros declaram-se interessados em trabalhar sob o regime de trabalho intermitente, seja pela possibilidade de conciliar a jornada de trabalho com outras atividades, como estudos, por exemplo (17%), poder ser contratado de forma integral ap\u00f3s um per\u00edodo como intermitente (17%) ou receber benef\u00edcios que n\u00e3o existem no mercado informal (15%).<\/p>\n<p>\u201cIndependentemente dos n\u00edveis de aprova\u00e7\u00e3o ou desaprova\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista, a \u00fanica forma de se preparar para os efeitos da mudan\u00e7a \u00e9 se informa e saber cada vez mais a respeito. S\u00f3 o conhecimento da nova legisla\u00e7\u00e3o pode tornar o trabalhador apto a fazer as melhores escolhas para suas atividades profissionais e, ao mesmo tempo, ajud\u00e1-lo a estar atento ao cumprimento dos direitos que continuam garantidos na Constitui\u00e7\u00e3o\u201d, analisa o presidente da CNDL, Jos\u00e9 Cesar da Costa.<\/p>\n<p><strong>Metodologia<\/strong><\/p>\n<p>Foram entrevistados pessoalmente 600 brasileiros desempregados acima de 18 anos, de ambos os g\u00eaneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro geral \u00e9 de 4,0 pontos percentuais para um intervalo de confian\u00e7a a 95%. Acesse a pesquisa na \u00edntegra e a metodologia em <span id=\"OBJ_PREFIX_DWT1981_com_zimbra_url\"><span id=\"OBJ_PREFIX_DWT1992_com_zimbra_url\"><a href=\"http:\/\/implink.imprensa.spcbrasil.org.br\/cl\/PCt-u\/B0JN\/1d23\/ECl7scKwPRj\/BKpk\/E58tf_WfaqL\/1\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.spcbr<\/a><\/span><\/span><span id=\"OBJ_PREFIX_DWT1981_com_zimbra_url\" class=\"Object\"><span id=\"OBJ_PREFIX_DWT1992_com_zimbra_url\" class=\"Object\"><a href=\"http:\/\/implink.imprensa.spcbrasil.org.br\/cl\/PCt-u\/B0JN\/1d23\/ECl7scKwPRj\/BKpk\/E58tf_WfaqL\/1\/\" target=\"_blank\">asil.org.br\/imprensa\/pesquisas<\/a><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desempregados brasileiros est\u00e3o divididos sobre benef\u00edcios ou perdas com nova legisla\u00e7\u00e3o trabalhista. Ainda assim, 50% aceitariam ser contratados de forma intermitente, nova modalidade em que jornada e remunera\u00e7\u00e3o s\u00e3o flex\u00edveis. Para 31%, as mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o devem ter qualquer efeito no mercado de trabalho, enquanto 26% n\u00e3o t\u00eam opini\u00e3o formada sobre o assunto. Quase um quarto (24%) dos entrevistados [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2719],"tags":[7396,75,852,7630,2339,9659,874,8900,6933,5943,11425,3192,88,1154,2527,3380,1287,2032,685,11424,2867,11423,7388,1623,2092,2552,5302,489,4946,2169,216,668,683,830,1136,2595,9253,1620,11426,643,1140,2338,261,1307,703],"class_list":["post-8318","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-servidor","tag-almoco","tag-aumento","tag-beneficios","tag-carga","tag-cndl","tag-configuracao","tag-consumidores","tag-contratados","tag-decimo-terceiro","tag-desempregados","tag-diminuicao","tag-divisao","tag-economia","tag-efeito","tag-entrevistados","tag-escolaridade","tag-estudo","tag-ferias","tag-fgts","tag-flexiveis","tag-incertezas","tag-informados","tag-intermitente","tag-jornada","tag-legislacao","tag-levantamento","tag-licenca-maternidade","tag-mercado","tag-modernizacao","tag-novidades","tag-oferta","tag-perdas","tag-permissao","tag-postos","tag-produtividade","tag-recessao","tag-reforma-trabalhista","tag-remuneracao","tag-rigidez","tag-salario","tag-seguro-desemprego","tag-spc-brasil","tag-trabalho","tag-tributaria","tag-vagas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8318","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8318"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8318\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8319,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8318\/revisions\/8319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8318"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}