{"id":7559,"date":"2017-11-29T12:51:08","date_gmt":"2017-11-29T14:51:08","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=7559"},"modified":"2017-11-29T12:51:08","modified_gmt":"2017-11-29T14:51:08","slug":"agenda-de-reformas-nao-pode-parar-na-previdencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/agenda-de-reformas-nao-pode-parar-na-previdencia\/","title":{"rendered":"Agenda de reformas n\u00e3o  pode parar na Previd\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><em>Presidente do Insper critica complexidade do sistema tribut\u00e1rio brasileiro, cobra melhora do ambiente de neg\u00f3cios e da gest\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Para Marcos Lisboa, o reajuste aos servidores, no come\u00e7o do governo Michel Temer, foi um equ\u00edvoco. &#8220;E n\u00e3o foi por falta de aviso. Ia gerar problemas e j\u00e1 trouxe problemas para os gastos p\u00fablicos. O governo teve que aumentar carga tribut\u00e1ria, em parte, pelo reajuste concedido. E, no pr\u00f3ximo ano, teremos mais problemas. Esse, talvez, tenha sido um dos grandes equ\u00edvocos do governo Temer&#8221;, afirma. Ele tamb\u00e9m \u00e9 contra\u00a0benef\u00edcios discricion\u00e1rios ao setor privado como cr\u00e9dito subsidiado, desonera\u00e7\u00f5es, regras de conte\u00fado nacional e o protecionismo, que jogaram a produtividade para baixo em um pa\u00eds que tem potencial baixo de crescimento. &#8220;Essas pol\u00edticas fracassaram. \u00c9 hora de reverter tudo isso&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><strong>ANTONIO TEM\u00d3TEO<\/strong><\/p>\n<p>O processo de recupera\u00e7\u00e3o da economia passa pela reforma da Previd\u00eancia, avalia o economista Marcos Lisboa, presidente da escola de neg\u00f3cios Insper. Para ele, entretanto, uma proposta desidratada pode n\u00e3o ser o melhor caminho. \u201cSe for feita uma reforma parcial, as contas p\u00fablicas pioram devagar. Se a reforma for mais robusta, as contas p\u00fablicas param de piorar e, eventualmente, o governo ter\u00e1 dinheiro para fazer outras coisas\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Lisboa explica que a agenda de reformas n\u00e3o deve parar na Previd\u00eancia. Na opini\u00e3o do presidente do Insper, medidas para melhorar o ambiente de neg\u00f3cios s\u00e3o essenciais para que o Brasil seja competitivo e gere empregos. \u201cPrimeiro temos que rever v\u00e1rios equ\u00edvocos dos \u00faltimos anos, como as desonera\u00e7\u00f5es. Temos um sistema tribut\u00e1rio extremamente complexo, com benef\u00edcios para uns e n\u00e3o para outros\u201d, explica.<\/p>\n<p>O economista alerta que o pa\u00eds precisa melhorar o n\u00edvel educacional, sobretudo no ensino m\u00e9dio. Segundo Lisboa, o Brasil gasta mais do que seus pares emergentes em rela\u00e7\u00e3o ao Produto Interno Bruto (PIB), mas tem um problema de gest\u00e3o. \u201cN\u00e3o conseguimos adotar pr\u00e1ticas b\u00e1sicas de gest\u00e3o de forma disseminada no Brasil\u201d, lamenta.<\/p>\n<p><b>O governo apresentou uma proposta de reforma da Previd\u00eancia mais enxuta. Esse projeto \u00e9 vi\u00e1vel ou ser\u00e1 necess\u00e1rio uma nova reforma?<\/b><\/p>\n<p>Ter\u00e1 de haver uma nova reforma. A reforma da Previd\u00eancia n\u00e3o resolve o problema, evita que a situa\u00e7\u00e3o piore, do ponto de vista das contas p\u00fablicas. Se for feita uma reforma parcial, as contas p\u00fablicas pioram devagar. Se a reforma for mais robusta, as contas p\u00fablicas param de piorar e, eventualmente, o governo ter\u00e1 dinheiro para fazer outras coisas. Quanto mais forte a reforma, menos cortes ter\u00e3o de ser feitos em outras \u00e1reas e a chance da crise voltar com for\u00e7a fica menor.<\/p>\n<p><b>Como o mercado reage a essa proposta?<\/b><\/p>\n<p>Existem investidores interessados em retorno nos pr\u00f3ximos meses. O que todos esperam \u00e9 uma defini\u00e7\u00e3o sobre o pr\u00f3ximo governo. E isso deve levar algum tempo. At\u00e9 existem oportunidades no Brasil. O pa\u00eds est\u00e1 melhor agora do que estava entre 2014 e 2016. Existem oportunidades, mas h\u00e1 muita cautela nesse processo. Ainda n\u00e3o vemos o investimento de longo prazo voltando. N\u00e3o h\u00e1 uma sede por investimentos em infraestrutura. N\u00e3o h\u00e1 constru\u00e7\u00e3o de novas f\u00e1bricas porque se acredita que o pa\u00eds vai crescer fortemente nos pr\u00f3ximos anos. N\u00e3o vemos isso. O que h\u00e1 \u00e9 compra de ativos no curto prazo. O momento \u00e9 bom. Quem sabe, o pa\u00eds continua em uma agenda de reformas para superar os seus problemas.<\/p>\n<p><b>Al\u00e9m da reforma da Previd\u00eancia, o governo decidiu adiar reajustes para servidores. Essas medidas precisam ser ainda mais duras?<\/b><\/p>\n<p>Muito mais. O reajuste dado no come\u00e7o do governo Michel Temer foi um equ\u00edvoco. E n\u00e3o foi por falta de aviso. Ia gerar problemas e j\u00e1 trouxe problemas para os gastos p\u00fablicos. O governo teve que aumentar carga tribut\u00e1ria, em parte, pelo reajuste concedido. E, no pr\u00f3ximo ano, teremos mais problemas. Esse, talvez, tenha sido um dos grandes equ\u00edvocos do governo Temer.<\/p>\n<p><b>Mas a sociedade est\u00e1 convencida de que cada um tem que dar sua cota de sacrif\u00edcio no processo de ajuste das contas p\u00fablicas?<\/b><\/p>\n<p>Hoje as pessoas t\u00eam mais clareza do que h\u00e1 alguns anos. N\u00f3s neg\u00e1vamos que t\u00ednhamos um problema nas contas p\u00fablicas. Basta lembrar a campanha eleitoral de 2014. Os problemas relevantes n\u00e3o foram discutidos. Tinha uma crise imensa chegando, que colocaria em risco todos os ganhos sociais da \u00faltima d\u00e9cada, e n\u00e3o se tratou desse assunto. Hoje o debate mudou. Vamos combinar que n\u00e3o temos problemas novos. Todos esses problemas j\u00e1 existiam em 2012 ou em 2013. Alguns, muito antes. J\u00e1 sab\u00edamos que a Previd\u00eancia seria um problema no fim dos anos 1990. J\u00e1 sab\u00edamos que os estados teriam problema com a Previd\u00eancia dos servidores no fim dos anos 2000. Tanto se sabia que, no primeiro governo Lula, foi feita uma reforma da Previd\u00eancia para os servidores. O governo federal fez essa reforma e n\u00e3o tem mais problemas nesse aspecto. O deficit dos servidores \u00e9 relevante, mas n\u00e3o piora. Os governos estaduais n\u00e3o fizeram ou fizeram de maneira tardia. V\u00e1rios est\u00e3o quebrados. Os problemas do Brasil s\u00e3o velhos, s\u00e3o antigos, mas n\u00f3s neg\u00e1vamos que eles existiam. Hoje n\u00e3o d\u00e1 mais para negar.<\/p>\n<p><b>Ou continuamos com a agenda de reformas ou o pa\u00eds vai quebrar?<\/b><\/p>\n<p>Colhemos os frutos das reformas realizadas no \u00faltimo ano e do resgate da boa gest\u00e3o de pol\u00edtica monet\u00e1ria. H\u00e1 uma agenda importante tocada pelo governo, do ponto de vista fiscal. Um come\u00e7o desse processo. A pol\u00edtica monet\u00e1ria voltou a ser bem-feita. Estamos colhendo os frutos das escolhas feitas do ponto de vista da pol\u00edtica econ\u00f4mica. O pa\u00eds est\u00e1 se recuperando ap\u00f3s uma tr\u00e1gica crise, mas os problemas n\u00e3o acabar\u00e3o. Teremos meses muito bons de retomada da atividade e vamos recuperar parte do que perdemos, mas n\u00e3o veremos volta significativa do cr\u00e9dito e dos investimentos. N\u00e3o veremos os sinais de que esta \u00e9 uma trajet\u00f3ria que veio para ficar. \u00c9 uma recupera\u00e7\u00e3o de parte do que se perdeu, mas ainda n\u00e3o \u00e9 o come\u00e7o de uma longa trajet\u00f3ria de crescimento. Para isso, temos que continuar com a agenda de reformas. Tanto para equilibrar as contas p\u00fablicas, quanto para melhorar o ambiente de neg\u00f3cios. As interven\u00e7\u00f5es realizadas na \u00faltima d\u00e9cada foram desastrosas. A nossa produtividade parou de crescer, em v\u00e1rios setores est\u00e1 diminuindo.<\/p>\n<p><b>Depois das mudan\u00e7as na Previd\u00eancia, quais s\u00e3o as reformas mais importantes para serem feitas?<\/b><\/p>\n<p>Primeiro temos que rever v\u00e1rios equ\u00edvocos dos \u00faltimos anos, como as desonera\u00e7\u00f5es. Temos um sistema tribut\u00e1rio extremamente complexo, com benef\u00edcios para uns e n\u00e3o para outros. Isso leva a todo o lit\u00edgio entre o setor privado e as Receitas municipais, estaduais e federal. Temos v\u00e1rios distor\u00e7\u00f5es que prejudicam o crescimento econ\u00f4mico. Essa ideia de que dando benef\u00edcio para empresa A, B e C trar\u00e1 crescimento \u00e9 errada. Ao conceder benef\u00edcios discricion\u00e1rios, a soma do conjunto pode ser muito negativa para a economia e \u00e9 o que vemos. Entre 2008 e 2014 tivemos dois governo que atenderam integralmente as demandas do setor privado. Atendeu \u00e0 ind\u00fastria, os pedidos do setor de servi\u00e7os. O que aconteceu foi um desastre. O resultado dessa concess\u00e3o de benef\u00edcios como cr\u00e9dito subsidiado, desonera\u00e7\u00f5es, regras de conte\u00fado nacional e o protecionismo jogaram a produtividade para baixo em um pa\u00eds que tem potencial baixo de crescimento. Essas pol\u00edticas fracassaram. \u00c9 hora de reverter tudo isso.<\/p>\n<p><b>Ainda h\u00e1 um flerte dos empres\u00e1rios com medidas que levaram o pa\u00eds para o buraco. Por que muitos insistem nessas pr\u00e1ticas? <\/b><\/p>\n<p>Acho que avan\u00e7amos bem. Essa agenda era quase uma unanimidade h\u00e1 uma d\u00e9cada. Acreditavam que o crescimento vinha da prote\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o local, fazer o m\u00e1ximo poss\u00edvel no pa\u00eds e dar incentivos para que as empresas crescessem. Essa agenda fracassou. Algumas lideran\u00e7as da pol\u00edtica e do setor privado reconhecem isso. Mas, de fato, existem os vi\u00favos do favor oficial. O que \u00e9 bom \u00e9 que o pa\u00eds est\u00e1 debatendo tudo isso. O curioso \u00e9 que isso est\u00e1 ocorrendo pela primeira vez.<\/p>\n<p><b>A educa\u00e7\u00e3o seria um dos motores do<\/b> <b>desenvolvimento. No Brasil, gastamos mais com educa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o vemos melhora. Por que isso ocorre?<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 verdade, sobretudo no ensino m\u00e9dio. \u00c9 um fracasso nosso. Temos um problema de gest\u00e3o. O Brasil gasta mais do que os seus pares emergentes que usam, em m\u00e9dia 4% do Produto Interno Bruto (PIB). Chile e Turquia gastam isso. O Brasil gasta 6% do PIB e o aluno, no fim ensino m\u00e9dio, n\u00e3o melhorou. Temos um problema. Ser\u00e1 que estamos gastando certo? A resposta parece ser n\u00e3o. Nosso gasto sempre cresceu muito no ensino superior. Os outros pa\u00edses sempre investiram para ter um ensino b\u00e1sico bem feito. O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o contratou 100 mil pessoas entre 2008 e 2014. \u00c9 um crescimento de 70% do gasto acima da infla\u00e7\u00e3o. Melhorou a nossa publica\u00e7\u00e3o de patentes, o nosso n\u00edvel de pesquisa, a qualidade do trabalho cient\u00edfico? N\u00e3o! Temos um problema de gest\u00e3o. N\u00e3o conseguimos adotar pr\u00e1ticas b\u00e1sicas de gest\u00e3o de forma disseminada no Brasil. A m\u00e1 not\u00edcia \u00e9 que sabemos fazer direito. Temos not\u00edcia de v\u00e1rias cidades e estados que t\u00eam feito um bom trabalho com educa\u00e7\u00e3o. Cidades no Cear\u00e1, em Pernambuco e no Esp\u00edrito Santo. Temos visto bastante avan\u00e7o. N\u00e3o s\u00e3o estados particularmente ricos e est\u00e3o melhorando sistematicamente.<\/p>\n<p><b>Qual o segredo desses estados? <\/b><\/p>\n<p>Eles fazem o b\u00e1sico. Tem planos de aula, tem avalia\u00e7\u00e3o do aprendizado dos alunos, h\u00e1 gest\u00e3o do corpo docente. Ajudam o diretor da escola a tocar a escola. S\u00e3o os aspectos mais b\u00e1sicos. Os nossos indicadores de educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o ruins comparados com os demais pa\u00edses apesar do volume gasto. Apesar de saber que algumas coisas funcionam bem, essas pr\u00e1ticas n\u00e3o conseguem ser disseminadas para todo o pa\u00eds. Podemos explicar a diferen\u00e7a entre pa\u00edses ricos e pobres pela educa\u00e7\u00e3o. O Brasil \u00e9 um pa\u00eds pobre, que tem uma renda per capita m\u00e9dia de R$ 3 mil. Somos mais pobres que o Chile. Muito mais pobres que os pa\u00edses pobres europeus. Portugal e Gr\u00e9cia tem renda de R$ 5,5 mil. Um pa\u00eds rico tem a renda quatro vezes maior do que o Brasil. E essa diferen\u00e7a est\u00e1 ligada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 infraestrutura. Portos piores, estradas piores e educa\u00e7\u00e3o pior. Temos menos pessoas bem formadas. Isso explica uma parte. A outra \u00e9 qualidade das institui\u00e7\u00f5es, a qualidade das regras do jogo. As rela\u00e7\u00f5es trabalhistas, as regras que norteiam o mercado de cr\u00e9dito e de capitais. A efici\u00eancia do Judici\u00e1rio em julgar com celeridade os processos. A qualidade do ambiente institucional que a sociedade opera explica muito da diferen\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente do Insper critica complexidade do sistema tribut\u00e1rio brasileiro, cobra melhora do ambiente de neg\u00f3cios e da gest\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Para Marcos Lisboa, o reajuste aos servidores, no come\u00e7o do governo Michel Temer, foi um equ\u00edvoco. &#8220;E n\u00e3o foi por falta de aviso. Ia gerar problemas e j\u00e1 trouxe problemas para os gastos p\u00fablicos. O governo teve que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2719],"tags":[1527,206,10003,7630,5697,10005,1767,795,3468,48,10002,1169,315,10001,2474,3472,549,1719,1136,10006,24,63,1893,751,58,9835,961,10004,1307,4138],"class_list":["post-7559","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-servidor","tag-agenda","tag-ambiente","tag-beneficios-discricionarios","tag-carga","tag-complexidade","tag-conteudo-nacional","tag-credito","tag-crescimento","tag-desoneracoes","tag-educacao","tag-equivoco","tag-gastos","tag-gestao","tag-insper","tag-michel-temer","tag-negocios","tag-previdencia","tag-problemas","tag-produtividade","tag-protecionistmo","tag-publicos","tag-reajuste","tag-reformas","tag-regras","tag-servidores","tag-setor-privado","tag-sistema","tag-subsidiado","tag-tributaria","tag-tributario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7559","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7559"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7559\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7560,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7559\/revisions\/7560"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7559"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7559"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7559"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}