{"id":6354,"date":"2017-08-15T12:59:05","date_gmt":"2017-08-15T15:59:05","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=6354"},"modified":"2017-08-15T12:59:05","modified_gmt":"2017-08-15T15:59:05","slug":"falta-de-seguranca-publica-custa-r-271-bilhoes-ao-ano-para-industria-brasileira-avalia-cni","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/falta-de-seguranca-publica-custa-r-271-bilhoes-ao-ano-para-industria-brasileira-avalia-cni\/","title":{"rendered":"Falta de seguran\u00e7a p\u00fablica custa R$ 27,1 bilh\u00f5es ao ano para ind\u00fastria brasileira, avalia CNI"},"content":{"rendered":"<p><em>Pesquisa especial mostra que uma em cada tr\u00eas empresas industriais foi v\u00edtima de roubo, assalto ou vandalismo em 2016. Mais da metade usou seguran\u00e7a privada e contrataram seguros\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Uma em cada tr\u00eas ind\u00fastrias brasileiras foi v\u00edtima de roubo, furto ou vandalismo no ano passado. As perdas com esses crimes, somadas aos gastos com seguros e seguran\u00e7a privada, consumiram cerca de R$ 27,1 bilh\u00f5es do faturamento das ind\u00fastrias em 2016, informa a Sondagem Especial divulgada nesta ter\u00e7a-feira, 15 de agosto, pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI).<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m dos preju\u00edzos diretos com roubos, furtos ou vandalismo, a ind\u00fastria tem que aplicar recursos em servi\u00e7os de seguran\u00e7a privada e seguros. A empresa deixa de investir na produ\u00e7\u00e3o porque precisa investir em seguran\u00e7a&#8221;, avalia o gerente-executivo de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca. Ele destaca que a inseguran\u00e7a prejudica a produtividade dos trabalhadores.\u00a0 A preocupa\u00e7\u00e3o com a viol\u00eancia na regi\u00e3o onde trabalham ou onde moram faz com que as pessoas produzam menos. &#8220;Isso reduz a competitividade do Brasil no mercado mundial&#8221;, afirma Fonseca.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, 53% das empresas v\u00edtimas da viol\u00eancia avaliam que os preju\u00edzos com os crimes atingiram at\u00e9 0,5% do faturamento. Na m\u00e9dia, as perdas para as empresas que enfrentaram roubos, assaltos ou vandalismos equivale a 0,69% do faturamento, ou R$ 5,8 bilh\u00f5es em 2016.<\/p>\n<p>Feita com 2.952 ind\u00fastrias de pequeno, m\u00e9dio e grande portes de todo o pa\u00eds, a pesquisa mostra que 57% dos entrevistados consideram que os crimes de roubo, furto ou vandalismo aumentaram na localidade da empresa. Com isso, a ind\u00fastria refor\u00e7ou os gastos com seguran\u00e7a privada e com a contrata\u00e7\u00e3o de seguros.<\/p>\n<p>Entre os entrevistados, 55% disseram que usaram servi\u00e7os de seguran\u00e7a privada em 2016. &#8220;A contrata\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a privada \u00e9 maior entre as empresas da ind\u00fastria extrativa. Nesse segmento industrial, 64% das empresas contrataram seguran\u00e7a privada em 2016&#8221;, diz o estudo. No setor da constru\u00e7\u00e3o, esse n\u00famero foi de 56% e, na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, 54%.<\/p>\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o para escrit\u00f3rios e cargas<\/strong><\/p>\n<p>Embora empresas dos tr\u00eas segmentos tenham seguran\u00e7a privada para proteger escrit\u00f3rios, lojas e locais de atendimento, algumas caracter\u00edsticas diferenciam as contrata\u00e7\u00f5es desses servi\u00e7os. As construtoras buscam seguran\u00e7a privada, sobretudo para vigiar canteiros de obras. Na ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o, o servi\u00e7o \u00e9 usado para proteger armaz\u00e9ns e estoques. A ind\u00fastria extrativa mant\u00e9m seguran\u00e7a privada para o transporte de cargas. Em m\u00e9dia, as empresas gastaram 0,64% do faturamento com servi\u00e7os de seguran\u00e7a privada, o que equivale a R$ 10,5 bilh\u00f5es de 2016.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 53% das ind\u00fastrias tinham algum tipo de seguro contra roubo ou furto no ano passado. As coberturas do seguro variam de acordo com o segmento da ind\u00fastria.\u00a0 Na constru\u00e7\u00e3o e na ind\u00fastria extrativa, a maioria das empresas faz seguro para escrit\u00f3rios, lojas e locais de atendimento. Na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, a prefer\u00eancia \u00e9 pela cobertura de perdas por roubo ou furtos em armaz\u00e9ns e estoques.\u00a0 Entre as empresas que contrataram seguros contra roubo ou furto em 2016, os gastos com esse tipo de servi\u00e7o representaram 0,63% do faturamento, ou R$ 10,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Impacto nos investimentos<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa mostra ainda que a falta de seguran\u00e7a afeta a decis\u00e3o de investimento das empresas. Entre os entrevistados, 35% afirmam que a falta de seguran\u00e7a afeta muito ou moderadamente a decis\u00e3o de investir. Esse percentual sobe para 47% entre os empres\u00e1rios que consideram que a incid\u00eancia de crimes aumentou na regi\u00e3o das suas ind\u00fastrias.<\/p>\n<p>&#8220;Esse dado indica que as empresas podem reduzir seu investimento em localidades com piora na seguran\u00e7a p\u00fablica, chegando, no limite, a desistir de instalar plantas produtivas ou expandir as que l\u00e1 se encontram&#8221;, avalia a CNI.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa especial mostra que uma em cada tr\u00eas empresas industriais foi v\u00edtima de roubo, assalto ou vandalismo em 2016. Mais da metade usou seguran\u00e7a privada e contrataram seguros\u00a0 Uma em cada tr\u00eas ind\u00fastrias brasileiras foi v\u00edtima de roubo, furto ou vandalismo no ano passado. 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