{"id":5941,"date":"2017-07-15T14:42:02","date_gmt":"2017-07-15T17:42:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=5941"},"modified":"2017-07-15T14:42:02","modified_gmt":"2017-07-15T17:42:02","slug":"situacao-fiscal-impede-negociacao-salarial-com-o-carreirao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/situacao-fiscal-impede-negociacao-salarial-com-o-carreirao\/","title":{"rendered":"Situa\u00e7\u00e3o fiscal impede negocia\u00e7\u00e3o salarial com o carreir\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Governo n\u00e3o ter\u00e1 como cumprir a lei do teto de gastos se aplicar o \u00edndice das carreiras de Estado para aumentar os sal\u00e1rios dos demais funcion\u00e1rios<\/em><\/p>\n<p>Em 2015, na verdade, apesar do percentual de 10,8% &#8211; bem inferior aos 27,9% das carreiras de Estado -, o carreir\u00e3o teve algumas vit\u00f3rias. Resultado de 10 anos de combate, a Condsef conseguiu incorporar as gratifica\u00e7\u00f5es \u00e0s aposentadorias de servidores que foram empossados at\u00e9 2012, quando surgiu o Funfresp (plano de aposentadoria complementar). Antes, ao entrar para a inatividade, os trabalhadores perdiam 50% dos ganhos mensais, sendo que a vida inteira contribuiu para a previd\u00eancia sobre os 100%. A incorpora\u00e7\u00e3o dever\u00e1 acontecer em tr\u00eas anos. \u201cMas a que j\u00e1 deveria ter acontecido em janeiro est\u00e1 atrasada\u201d, reclamou S\u00e9rgio Ronaldo da Silva, secret\u00e1rio-geral da Condsef. Ao todo, cerca de 730 mil pessoas v\u00e3o se beneficiar (315 mil, aposentadas, 115 mil, em abono perman\u00eancia, e mais 300 mil que v\u00e3o em breve vestir o pijama).<\/p>\n<p>\u201cNa administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, quando se diz que n\u00e3o houve reposi\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o ou que o servidor n\u00e3o tem aumento, n\u00e3o \u00e9 verdade. H\u00e1 promo\u00e7\u00f5es e vantagens que n\u00e3o s\u00e3o computadas\u201d, afirmou o economista Jos\u00e9 Matias-Pereira, especialista em contas p\u00fablicas. Em sua avalia\u00e7\u00e3o, diante da crise econ\u00f4mica que o pa\u00eds vive, efeito de uma tremenda recess\u00e3o, e com um d\u00e9ficit nas contas p\u00fablica de R$ 139 bilh\u00f5es que poder\u00e1 fechar 2017 em mais de R4 160 bilh\u00f5es, a possibilidade de qualquer reajuste para o funcionalismo \u00e9 muito baixa. \u201cCreio que n\u00e3o sairemos dessa situa\u00e7\u00e3o at\u00e9 2022, se n\u00e3o houver novos abalos. N\u00e3o estou discutindo o m\u00e9rito. Mas, at\u00e9 l\u00e1, qualquer aumento de sal\u00e1rio \u00e9 praticamente imposs\u00edvel\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Para o economista Carlos Eduardo de Freitas, ex-diretor do Banco Central, \u201ctem que ser reajuste zero, n\u00e3o tem outro n\u00famero para 2018 e para 2019, porque o teto dos gastos tem que ser cumprido\u201d. \u201cE quem n\u00e3o estiver satisfeito, vai embora para o setor privado. Se n\u00e3o tem contrato, n\u00e3o tem acordo\u201d, provocou Freitas. Ele contou que j\u00e1 n\u00e3o concordava, em 2012, com o aumento linear que foi dado, de 15,8%. \u201cImagine, agora. O mercado est\u00e1 com um medo danado que o governo n\u00e3o cumpra a promessa de cortar despesas e tenha que contingenciar ainda mais recursos ou amplie o buraco nas contas p\u00fablicas. \u00c9 inacredit\u00e1vel. O projeto foi feito para 20 anos. Tudo indica que n\u00e3o ser\u00e1 cumprido j\u00e1 no primeiro ano. E ainda querem dar aumento a servidor?\u201d, questionou Freitas.<\/p>\n<p>No entender de Lu\u00eds Fernando de Camargo, especialista em rela\u00e7\u00f5es de trabalho da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), a situa\u00e7\u00e3o do carreir\u00e3o \u00e9 complicada e as novas legisla\u00e7\u00f5es tiram a for\u00e7a das demandas por reajuste. Nada impede que a quest\u00e3o seja levada aos tribunais, mas, em sua defesa, o governo pode alegar que, em primeiro lugar, a categoria aceitou, de uma forma ou de outra, os 10,8%, em 2015. \u201c\u00c9 o poder no negociado sobre o legislado\u201d, lembrou. Al\u00e9m disso, se a verba para os pr\u00f3ximos anos n\u00e3o estava no or\u00e7amento, a despesa dificilmente ser\u00e1 considerada. \u201cAt\u00e9 porque, tudo depende do poder do lobby de cada carreira. E elas brigam entre si. S\u00f3 protegem os seus. Assim, perdem a for\u00e7a\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Governo n\u00e3o ter\u00e1 como cumprir a lei do teto de gastos se aplicar o \u00edndice das carreiras de Estado para aumentar os sal\u00e1rios dos demais funcion\u00e1rios Em 2015, na verdade, apesar do percentual de 10,8% &#8211; bem inferior aos 27,9% das carreiras de Estado -, o carreir\u00e3o teve algumas vit\u00f3rias. 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