{"id":5627,"date":"2017-06-23T14:12:27","date_gmt":"2017-06-23T17:12:27","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=5627"},"modified":"2017-06-23T14:12:27","modified_gmt":"2017-06-23T17:12:27","slug":"ameaca-sustentabilidade-dos-fundos-de-pensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/ameaca-sustentabilidade-dos-fundos-de-pensao\/","title":{"rendered":"A amea\u00e7a \u00e0 sustentabilidade dos Fundos de Pens\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><b>Marcos Charcon Daines*<\/b><\/p>\n<p>A sustentabilidade da ind\u00fastria de fundos de pens\u00e3o brasileira est\u00e1 amea\u00e7ada. Segundo o levantamento da Superintend\u00eancia Nacional de Previd\u00eancia Complementar (Previc), os fundos de pens\u00e3o fecharam 2016 com perdas de R$ 70,6 bilh\u00f5es. Apesar do d\u00e9ficit ser menor do que em 2015, quando somou R$ 77,8 bilh\u00f5es, a sua continuidade \u00e9 preocupante diante do tamanho do setor, composto por 307 entidades, que administram 1.137 planos com cerca de R$ 800 bilh\u00f5es em investimentos (12,6% do PIB).<\/p>\n<p>\u00c9 evidente a necessidade de reposi\u00e7\u00e3o sist\u00eamica, condi\u00e7\u00e3o essencial para a sobreviv\u00eancia da previd\u00eancia complementar. Se nada for feito para estimular a abertura de novos planos e o aumento das ades\u00f5es, a situa\u00e7\u00e3o se agravar\u00e1 com o fluxo de benef\u00edcios pagos superior \u00e0s novas contribui\u00e7\u00f5es, impactando inclusive o ambiente econ\u00f4mico, uma vez que os fundos de pens\u00e3o s\u00e3o hoje os principais formadores de poupan\u00e7a de longo prazo no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Reduzir os desequil\u00edbrios exige que seja tra\u00e7ada uma estrat\u00e9gia de longo prazo. A continuidade da queda da taxa de juros, hoje em 10,25% aumenta ainda mais os desafios dos fundos de pens\u00e3o que precisam ampliar a diversifica\u00e7\u00e3o dos seus investimentos. A maior complexidade dos portf\u00f3lios demanda novos mecanismos de gest\u00e3o e de integra\u00e7\u00e3o entre gestores, custodiantes, controladores e administradores de recursos de terceiros. Hoje, a grande maioria das funda\u00e7\u00f5es n\u00e3o conta com instrumentos adequados de monitoramento e acompanhamento, contentando-se somente com as informa\u00e7\u00f5es prestadas pelos bancos custodiantes, muitas vezes insuficientes para as an\u00e1lises de risco, de performance e de enquadramento \u00e0s pol\u00edticas de investimento.<\/p>\n<p>Cada vez mais se torna essencial a contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e sistemas especializados de an\u00e1lise e controle de investimentos para ampliar a capacidade de gest\u00e3o dos planos. A leitura vem principalmente do aumento na complexidade das estrat\u00e9gias de gest\u00e3o associado \u00e0 necessidade de maior controle e transpar\u00eancia exigidos pela regula\u00e7\u00e3o e a autorregula\u00e7\u00e3o. Quanto maior a necessidade de transpar\u00eancia, maior a necessidade de sistemas para isso.<\/p>\n<p>Diante desse quadro, a decis\u00e3o pelo parceiro de tecnologia \u00e9 extremamente estrat\u00e9gica. Apesar de o mercado apresentar diversos sistemas que atendem partes do processo, o ideal \u00e9 que o fundo tenha um software \u00fanico, que proporcione mais qualidade da informa\u00e7\u00e3o, pois os dados percorrem um \u201ccaminho\u201d menor, o que tamb\u00e9m leva \u00e0 otimiza\u00e7\u00e3o do tempo. Al\u00e9m disso, uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica pode trazer economia de escala e redu\u00e7\u00e3o do custo sist\u00eamico global e evita que a funda\u00e7\u00e3o precise pensar na integra\u00e7\u00e3o dos sistemas.<\/p>\n<p>Especialistas apontam a diversifica\u00e7\u00e3o e a vis\u00e3o de longo prazo como o caminho, mesmo que isso signifique sair, pelo menos em parte, da zona de conforto da ampla oferta de produtos que oferecem rendimento e liquidez elevados no curto prazo. Mas, decis\u00f5es como estas devem ser acompanhadas de sistemas que garantam performance e transpar\u00eancia para que os riscos estejam sob controle.<\/p>\n<p><strong> Marcos Charcon Dainesi* &#8211;<\/strong> diretor de Novos Neg\u00f3cios na Senior Solution<strong>.<\/strong> Graduado em Tecnologia e Gest\u00e3o Financeira, possui mais de 20 anos de experi\u00eancia no setor financeiro, atuando como <em>Head<\/em> de organiza\u00e7\u00f5es como Chase Manhattan, Lloyds Bank e Santander.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcos Charcon Daines* A sustentabilidade da ind\u00fastria de fundos de pens\u00e3o brasileira est\u00e1 amea\u00e7ada. Segundo o levantamento da Superintend\u00eancia Nacional de Previd\u00eancia Complementar (Previc), os fundos de pens\u00e3o fecharam 2016 com perdas de R$ 70,6 bilh\u00f5es. 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