{"id":5301,"date":"2017-06-02T16:15:13","date_gmt":"2017-06-02T19:15:13","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=5301"},"modified":"2017-06-02T16:19:51","modified_gmt":"2017-06-02T19:19:51","slug":"empresa-de-onibus-pagara-motorista-adicional-de-insalubridade-por-exposicao-vibracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/empresa-de-onibus-pagara-motorista-adicional-de-insalubridade-por-exposicao-vibracao\/","title":{"rendered":"Empresa de \u00f4nibus pagar\u00e1 a motorista adicional de insalubridade por exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 vibra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Os ministros da Primeira Turma do Tribunal Superior Trabalho (TST), por unanimidade, determinaram, na \u00faltima quarta-feira (31), que a Via\u00e7\u00e3o Cuiab\u00e1 Ltda. pague adicional de insalubridade a um motorista de \u00f4nibus coletivo urbano pela exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 vibra\u00e7\u00e3o prejudicial \u00e0 sa\u00fade durante o trabalho<\/em>.<\/p>\n<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 3\u00ba Regi\u00e3o (MG) havia absolvido a empresa, por entender que a per\u00edcia n\u00e3o revelava as reais condi\u00e7\u00f5es de trabalho do motorista.<\/p>\n<p>Ao divergir do entendimento do regional, o relator do recurso no TST, desembargador convocado Marcelo Lamego Pertence, deu provimento ao recurso do empregado para restabelecer a senten\u00e7a que havia determinado o pagamento do adicional.<\/p>\n<p>Para Pertence, a insalubridade est\u00e1 devidamente caracterizada neste caso, uma vez que o empregado trabalhava submetido a patamar de vibra\u00e7\u00e3o que implica risos potenciais \u00e0 sua sa\u00fade.<\/p>\n<p>Em seu voto, ele afirmou que, de acordo com a Norma Regulamentadora (NR) 15 do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, pode-se afirmar que os efeitos da vibra\u00e7\u00e3o apenas n\u00e3o causam danos \u00e0 sa\u00fade do trabalhador \u201cse os \u00edndices apurados estiverem compreendidos na categoria \u2018A\u2019 a que se refere a norma ISO 2631, traduzindo efeitos que ainda n\u00e3o foram objetivamente documentados\u201d.<\/p>\n<p>Como o motorista trabalhava submetido \u00e0 vibra\u00e7\u00e3o de 0,79m\/s2, que se situa na regi\u00e3o &#8220;B&#8221; do gr\u00e1fico constante da ISO 2631, o relator considerou devido o pagamento de adicional em grau m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Para o advogado trabalhista do escrit\u00f3rio Sampaio e Pinto, Cl\u00e1udio Sampaio, a decis\u00e3o, por ser proferida pelo Tribunal de C\u00fapula da Justi\u00e7a do Trabalho Nacional, tende a nortear a jurisprud\u00eancia das Cortes Trabalhistas das demais Unidades Federativas (DF e Estados), sendo importante salientar, todavia, que a per\u00edcia, inclusive em outros casos similares, ser\u00e1 sempre decisiva para a concess\u00e3o, ou n\u00e3o, do adicional de insalubridade dos motoristas de \u00f4nibus.&#8221;A decis\u00e3o \u00e9 acertada, pois se estabeleceu sobre crit\u00e9rios exclusivamente t\u00e9cnicos&#8221;, concluiu o advogado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os ministros da Primeira Turma do Tribunal Superior Trabalho (TST), por unanimidade, determinaram, na \u00faltima quarta-feira (31), que a Via\u00e7\u00e3o Cuiab\u00e1 Ltda. pague adicional de insalubridade a um motorista de \u00f4nibus coletivo urbano pela exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 vibra\u00e7\u00e3o prejudicial \u00e0 sa\u00fade durante o trabalho. 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