{"id":5092,"date":"2017-04-19T11:12:35","date_gmt":"2017-04-19T14:12:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=5092"},"modified":"2017-04-19T11:12:35","modified_gmt":"2017-04-19T14:12:35","slug":"ipea-sinais-de-recuperacao-no-emprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/ipea-sinais-de-recuperacao-no-emprego\/","title":{"rendered":"Ipea &#8211; sinais de recupera\u00e7\u00e3o no emprego"},"content":{"rendered":"<p><em>An\u00e1lise do mercado de trabalho indica sinais de recupera\u00e7\u00e3o no emprego e de preocupa\u00e7\u00e3o com a\u00a0 faixa et\u00e1ria da massa de empregados<\/em><\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, embora ainda com ind\u00edcios difusos, come\u00e7ou pelo comportamento dos sal\u00e1rios. Os ganhos iniciaram uma trajet\u00f3ria de acelera\u00e7\u00e3o, com alta de 1,4% entre o trimestre encerrado em fevereiro, depois de apresentar uma queda de 4% no segundo trimestre de 2016, de acordo com a Carta de Conjuntura, do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). Os pesquisadores Maria Andr\u00e9ia Parente Lameiras e Sandro Sacchet de Carvalho s\u00e3o os respons\u00e1veis pelo estudo, que traz, ainda, uma an\u00e1lise in\u00e9dita do mercado de trabalho por sexo, idade e escolaridade, entre outros recortes, a partir de microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio (PNAD Cont\u00ednua), do IBGE.<\/p>\n<p>Por faixa et\u00e1ria, o contingente de trabalhadores com mais de 59 anos foi o \u00fanico que registrou crescimento do \u00edndice de emprego, com alta de 1,1%, o \u00fanico segmento a apresentar varia\u00e7\u00e3o positiva no ano passado. Os trabalhadores com idade entre 25 e 49 anos, que correspondem a 62% de toda a popula\u00e7\u00e3o ocupada, tiveram, por sua vez, uma redu\u00e7\u00e3o de 1,4% em 2016. Na an\u00e1lise dos pesquisadores, a for\u00e7a de trabalho brasileira vem, portanto, sofrendo altera\u00e7\u00e3o em seu perfil: est\u00e1 se tornando mais idosa e instru\u00edda, devido \u00e0 acelerada transi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica brasileira e a uma s\u00e9rie de pol\u00edticas de aumento do acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o iniciadas na d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<p><strong>Rendimentos<\/strong><\/p>\n<p>Pelo lado dos rendimentos, a expectativa \u00e9 de continuidade deste movimento recente de recupera\u00e7\u00e3o salarial, possibilitado, em parte, pelo recuo da infla\u00e7\u00e3o. Mesmo que de forma moderada, a conjun\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o dos rendimentos reais, atrelada \u00e0 melhora de comportamento da popula\u00e7\u00e3o ocupada, deve impactar positivamente o comportamento da massa salarial, gerando incentivos \u00e0 retomada do consumo das fam\u00edlias, conclui a an\u00e1lise.<\/p>\n<p><strong>Desemprego<\/strong><\/p>\n<p>Se, por um lado, a taxa de desemprego atingiu 13,2%, na m\u00e9dia, entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017, por outro j\u00e1 h\u00e1 uma desacelera\u00e7\u00e3o no ritmo de contra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ocupada, gra\u00e7as \u00e0 expans\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa (PEA), que apresentou alta de 1,4% em 2016. Essa alta se explica, em boa parte, pelo aumento de 2,7% dos declarados \u201cn\u00e3o chefes de fam\u00edlia\u201d na PEA, o que aponta o ingresso de um ou mais membros do domic\u00edlio na for\u00e7a de trabalho, a fim de recompor a renda perdida com o agravamento da recess\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Escolaridade<\/strong><\/p>\n<p>A se\u00e7\u00e3o da Carta de Conjuntura traz uma an\u00e1lise in\u00e9dita do mercado de trabalho por sexo, idade e escolaridade, entre outros recortes, a partir de microdados da PNAD Cont\u00ednua, do IBGE. A avalia\u00e7\u00e3o por escolaridade, por exemplo, revela que o impacto da desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica sobre o n\u00edvel de emprego foi mais forte nas duas faixas que abarcam os trabalhadores com menor grau de instru\u00e7\u00e3o: ensino fundamental incompleto (queda de 5,6%) e ensino fundamental completo (redu\u00e7\u00e3o de 8,3%).<\/p>\n<p>Em sentido contr\u00e1rio, o contingente de trabalhadores com ensino superior voltou a registrar varia\u00e7\u00e3o positiva em 2016 (2,5%), indicando que, mesmo durante o per\u00edodo mais grave da crise, a economia brasileira conseguiu gerar postos de trabalho destinados a pessoas com maior qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Faixa et\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>A economia tamb\u00e9m conseguiu gerar postos de trabalho ao contingente de trabalhadores com mais de 59 anos, que cresceu 1,1%, sendo o \u00fanico segmento por faixa et\u00e1ria a apresentar varia\u00e7\u00e3o positiva no ano passado.<\/p>\n<p>Os trabalhadores com idade entre 25 e 49 anos, que correspondem a 62% de toda a popula\u00e7\u00e3o ocupada, tiveram, por sua vez, uma redu\u00e7\u00e3o de 1,4% em 2016. A for\u00e7a de trabalho brasileira vem, portanto, sofrendo altera\u00e7\u00e3o em seu perfil: est\u00e1 se tornando mais idosa e instru\u00edda, devido \u00e0 acelerada transi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica brasileira e a uma s\u00e9rie de pol\u00edticas de aumento do acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o iniciadas na d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<p><strong>Perspectivas<\/strong><\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores do Ipea, as perspectivas para o mercado de trabalho s\u00e3o favor\u00e1veis, mesmo que nos pr\u00f3ximos meses a taxa de desemprego se mantenha em patamar elevado. \u201c\u00c0 medida que a retomada da economia se consolide, a taxa de desemprego deve come\u00e7ar a cair lentamente no segundo semestre\u201d, diz o texto assinado pelos pesquisadores Maria Andr\u00e9ia Parente Lameiras e Sandro Sacchet de Carvalho.<\/p>\n<p><strong>Setores<\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise setorial revela que a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o reduziu seu ritmo de fechamento de vagas, indicando uma melhora de perspectiva compat\u00edvel com o desempenho mais recente da atividade industrial. O setor de servi\u00e7os tamb\u00e9m demonstra sinais de avan\u00e7o. J\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o civil ainda sofre um forte impacto da crise: a popula\u00e7\u00e3o ocupada nesse segmento retroage a taxas pr\u00f3ximas de 10% desde o \u00faltimo trimestre de 2016.<\/p>\n<p>A se\u00e7\u00e3o da Carta de Conjuntura apresenta, ainda, a varia\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos rendimentos reais por faixa de renda, a taxa de desemprego por Unidades da Federa\u00e7\u00e3o e os indicadores do mercado de trabalho por macrorregi\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00e1lise do mercado de trabalho indica sinais de recupera\u00e7\u00e3o no emprego e de preocupa\u00e7\u00e3o com a\u00a0 faixa et\u00e1ria da massa de empregados A recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, embora ainda com ind\u00edcios difusos, come\u00e7ou pelo comportamento dos sal\u00e1rios. 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