{"id":3017,"date":"2016-09-30T17:40:26","date_gmt":"2016-09-30T20:40:26","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=3017"},"modified":"2016-09-30T17:40:26","modified_gmt":"2016-09-30T20:40:26","slug":"servidor-publico-tem-direito-licenca-para-acompanhar-mulher-que-pediu-transferencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/servidor-publico-tem-direito-licenca-para-acompanhar-mulher-que-pediu-transferencia\/","title":{"rendered":"Servidor p\u00fablico tem direito a licen\u00e7a para acompanhar mulher que pediu transfer\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><em>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) tem jurisprud\u00eancia que admite a concess\u00e3o de licen\u00e7a a servidor p\u00fablico para acompanhar c\u00f4njuge deslocado para outro ponto do territ\u00f3rio nacional com base na prote\u00e7\u00e3o da unidade familiar.<\/em><\/p>\n<p>A 12\u00aa Vara Federal de Minas Gerais concedeu licen\u00e7a para que um oficial de justi\u00e7a acompanhe sua mulher, servidora do Tribunal Regional Eleitoral mineiro &#8211; que pediu remo\u00e7\u00e3o -, e exer\u00e7a as mesmas fun\u00e7\u00f5es em outra cidade do Estado. A Justi\u00e7a acatou os argumentos do advogado Marcos Joel dos Santos, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues Advogados, que representou o oficial de justi\u00e7a. A alega\u00e7\u00e3o foi a de que o servidor tem o direito de manter sua unidade familiar, como garante a Constitui\u00e7\u00e3o.\u00a0<u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>\u201cO art. 84 da Lei 8.112\/1990 \u00e9 claro ao garantir licen\u00e7a ao servidor para acompanhar c\u00f4njuge deslocado para outro ponto do territ\u00f3rio nacional, para o exterior ou para o exerc\u00edcio de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo\u201d, explica Marcos Joel dos Santos, especialista em Direito do Servidor. <u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>Anteriormente, o oficial de justi\u00e7a da subse\u00e7\u00e3o de Varginha (MG) teve indeferido seu pedido de licen\u00e7a para acompanhamento da mulher. Para o advogado, houve obst\u00e1culo ao direito de o servidor exercer, provisoriamente, suas fun\u00e7\u00f5es na mesma cidade da mulher. A Justi\u00e7a aceitou, tamb\u00e9m, a alega\u00e7\u00e3o de que \u201ca licen\u00e7a para acompanhar c\u00f4njuge com exerc\u00edcio provis\u00f3rio \u00e9 ato vinculado quando preenchidos os requisitos do art. 84 da Lei 8.112, ou seja, presente o deslocamento do companheiro e a condi\u00e7\u00e3o de servidor deste\u201d. E mais: aus\u00eancia de preju\u00edzo da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica porque o oficial de justi\u00e7a continuar\u00e1 desempenhando suas fun\u00e7\u00f5es em outro local. <u><\/u><u><\/u><\/p>\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a tem jurisprud\u00eancia que admite a concess\u00e3o de licen\u00e7a a servidor p\u00fablico para acompanhar c\u00f4njuge deslocado para outro ponto do territ\u00f3rio nacional com base na prote\u00e7\u00e3o da unidade familiar. Segundo o advogado, neste caso n\u00e3o h\u00e1 mero poder discricion\u00e1rio da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, mas direito subjetivo do servidor p\u00fablico. Ainda cabe recurso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) tem jurisprud\u00eancia que admite a concess\u00e3o de licen\u00e7a a servidor p\u00fablico para acompanhar c\u00f4njuge deslocado para outro ponto do territ\u00f3rio nacional com base na prote\u00e7\u00e3o da unidade familiar. 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