{"id":27,"date":"2015-01-26T19:29:00","date_gmt":"2015-01-26T21:29:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/bancos_cortaram_cinco_mil_postos_de_trabalho_em_2014\/"},"modified":"2015-01-26T19:29:00","modified_gmt":"2015-01-26T21:29:00","slug":"bancos_cortaram_cinco_mil_postos_de_trabalho_em_2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/bancos_cortaram_cinco_mil_postos_de_trabalho_em_2014\/","title":{"rendered":"BANCOS CORTARAM CINCO MIL POSTOS DE TRABALHO EM 2014"},"content":{"rendered":"<p>O  sistema financeiro nacional fechou 5.004 postos de trabalho em 2014 e  manteve o alto \u00edndice de rotatividade no emprego dos anos anteriores,  como mecanismo para achatar a m\u00e9dia salarial, informou a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O desemprego no setor  seria ainda mais acentuado n\u00e3o fosse a atua\u00e7\u00e3o da Caixa Econ\u00f4mica  Federal, a \u00fanica grande institui\u00e7\u00e3o financeira a criar vagas (2.600). &#8220;Os  bancos agem assim na contram\u00e3o da economia brasileira, que gerou 396.993 novos em 2014&#8243;, destacou a entidade.Os  dados s\u00e3o da Pesquisa de Emprego Banc\u00e1rio (PEB) divulgada nesta  segunda-feira 26 pela Contraf-CUT, que faz o estudo em parceria com o  Dieese, com base nos n\u00fameros do Cadastro Geral de Empregados e  Desempregados (Caged) do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE).Os  maiores cortes ocorreram em S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do  Sul e Minas Gerais, com 1.847, 984, 857 e 587 cortes, respectivamente. O  estado com maior saldo positivo foi o Par\u00e1, com gera\u00e7\u00e3o de 290 novas  vagas.&#8221;\u00c9 injustific\u00e1vel  essa elimina\u00e7\u00e3o de postos de trabalho num dos setores mais lucrativos da  economia, ostentando os maiores \u00edndices de rentabilidade de todo o  sistema financeiro internacional&#8221;, afirma Carlos Cordeiro, presidente da  Contraf-CUT. <\/p>\n<p>Veja aqui a \u00edntegra da pesquisa do Dieese <a href=\"http:\/\/www.contrafcut.org.br\/download\/Arquivo\/15126163230.pdf\" target=\"_blank\">http:\/\/www.contrafcut.org.br\/download\/Arquivo\/15126163230.pdf<\/a><b><\/b><b><\/b><b> <\/p>\n<p><\/b><b>Rotatividade achata sal\u00e1rios<\/b>&nbsp; <\/p>\n<p>De  acordo com o levantamento Contraf-CUT\/Dieese, al\u00e9m do corte de vagas, a  rotatividade continuou alta no per\u00edodo. Os bancos brasileiros  contrataram 32.952 funcion\u00e1rios e desligaram 37.956.A  pesquisa mostra tamb\u00e9m que o sal\u00e1rio m\u00e9dio dos admitidos pelos bancos  no ano passado foi de R$ 3.374,99 contra o sal\u00e1rio m\u00e9dio de R$ 5.338,12  dos desligados. Assim, os trabalhadores que entraram nos bancos  receberam valor m\u00e9dio 37% menor que a remunera\u00e7\u00e3o dos que sa\u00edram.&#8221;Essa  diferen\u00e7a prova que os bancos privados continuam praticando a  rotatividade, um mecanismo cruel utilizado para reduzir a massa salarial  da categoria e aumentar ainda mais os lucros&#8221;, destaca o presidente da  Contraf-CUT. &#8220;Nos \u00faltimos 11 anos, os banc\u00e1rios conquistaram aumentos  reais consecutivos, mas esses ganhos est\u00e3o sendo corro\u00eddos pela  rotatividade, freando o crescimento da renda da categoria.&#8221;<b><\/b><b> <\/p>\n<p><\/b><b>Desigualdade entre homens e mulheres<\/b> <\/p>\n<p>A  pesquisa mostra tamb\u00e9m que as mulheres, ainda que representem metade da  categoria e sejam mais escolarizadas, continuam discriminadas pelos  bancos na remunera\u00e7\u00e3o, ganhando menos do que os homens quando s\u00e3o  contratadas. Essa desigualdade segue ao longo da carreira, pois a  remunera\u00e7\u00e3o das mulheres \u00e9 bem inferior \u00e0 dos homens no momento em que  s\u00e3o desligadas dos seus postos de trabalho.Enquanto  a m\u00e9dia dos sal\u00e1rios dos homens na admiss\u00e3o foi de R$ 3.805,74 em 2014,  a remunera\u00e7\u00e3o das mulheres ficou em R$ 2.921,66, valor 23,2% inferior \u00e0  remunera\u00e7\u00e3o de contrata\u00e7\u00e3o dos homens.&nbsp;J\u00e1  a m\u00e9dia dos sal\u00e1rios dos homens no desligamento foi de R$ 6.017,45 no  per\u00edodo, enquanto a remunera\u00e7\u00e3o das mulheres foi de R$ 4.452,87. Isso  significa que o sal\u00e1rio m\u00e9dio das mulheres no desligamento \u00e9 26% menor  que a remunera\u00e7\u00e3o dos homens.&#8221;Essa  discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9 absurda e totalmente inaceit\u00e1vel. As mulheres t\u00eam  escolaridade maior, mas enfrentam barreiras para a ascens\u00e3o profissional  em raz\u00e3o do machismo que ainda impera nos bancos&#8221;, enfatiza Cordeiro. <\/p>\n<p>Bras\u00edlia, 19h29min   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sistema financeiro nacional fechou 5.004 postos de trabalho em 2014 e manteve o alto \u00edndice de rotatividade no emprego dos anos anteriores, como mecanismo para achatar a m\u00e9dia salarial, informou a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT). 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