{"id":19408,"date":"2021-04-30T15:19:02","date_gmt":"2021-04-30T18:19:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=19408"},"modified":"2021-04-30T15:19:20","modified_gmt":"2021-04-30T18:19:20","slug":"regiao-sudeste-e-tres-estados-brasileiros-registram-mais-mortes-do-que-nascimentos-em-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/regiao-sudeste-e-tres-estados-brasileiros-registram-mais-mortes-do-que-nascimentos-em-abril\/","title":{"rendered":"Regi\u00e3o Sudeste e tr\u00eas Estados brasileiros registram mais mortes do que nascimentos em abril"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Pela primeira vez na s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2003, o Sudeste do pa\u00eds registrou mais \u00f3bitos do que nascimentos ao final de um m\u00eas, fen\u00f4meno que se repetiu em outros tr\u00eas Estados brasileiros e em outras nove capitais, de acordo com dados preliminares do Portal da Transpar\u00eancia do Registro Civil. Em consequ\u00eancia da pandemia pelo covid-19, em abril deste ano s\u00e3o 5.017 \u00f3bitos a mais do que nascimentos, enquanto que em abril de 2020 haviam 37.075 nascimentos a mais do que \u00f3bitos<\/strong><\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-19409\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-content\/uploads\/sites\/10\/2021\/04\/MORTES-E-NASCIMENTOS.jpg\" alt=\"\" width=\"675\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p>Pela primeira vez na hist\u00f3ria, a mais populosa regi\u00e3o do pa\u00eds, S\u00e3o Paulo, registrar um m\u00eas com mais \u00f3bitos do que nascimentos. Com cerca de 85 milh\u00f5es de habitantes o Sudeste brasileiro tem at\u00e9 esta sexta-feira (30\/04) 81.525 \u00f3bitos e 76.508 nascimentos. Isso acontece em dois dos quatro Estados da regi\u00e3o: S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro. Minas Gerais, com apenas 41 nascimentos a mais do que \u00f3bitos, tamb\u00e9m pode registrar este fen\u00f4meno pela primeira vez.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do Sudeste e dos dois Estados com mais \u00f3bitos do que nascidos na regi\u00e3o, o Rio Grande do Sul tamb\u00e9m registrou um maior n\u00famero de mortes do que nascimentos em abril. Entre as capitais brasileiras, nove viram os \u00f3bitos superarem o n\u00famero de nascidos vivos, sendo que em quatro delas isso ocorre pela primeira vez desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3ria, em 2003: S\u00e3o Paulo (SP), Curitiba (PR) e Vit\u00f3ria (ES). As outras seis, Rio de Janeiro (RJ), S\u00e3o Lu\u00eds (MA), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Recife (PE) e Belo Horizonte (MG), j\u00e1 haviam registrado este fen\u00f4meno em meses anteriores.<\/p>\n<p>Os s\u00e3o dados, preliminares porque os registros de abril ainda podem ser lan\u00e7ados, s\u00e3o do Portal da Transpar\u00eancia do Registro Civil (https:\/\/transparencia.registrocivil.org.br\/inicio), base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e \u00f3bitos praticados pelos Cart\u00f3rios de Registro Civil do Pa\u00eds, administrada pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados hist\u00f3ricos do estudo Estat\u00edsticas do Registro Civil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), com base nos dados dos pr\u00f3prios cart\u00f3rios brasileiros.<\/p>\n<p>\u201cA possibilidade do Portal dos Cart\u00f3rios de Registro Civil fornecer estat\u00edsticas em tempo real permite que tenhamos uma dimens\u00e3o exata do que est\u00e1 acontecendo em nosso pa\u00eds e que possam ser tomadas as a\u00e7\u00f5es pelo poder p\u00fablico, principalmente nos locais onde a pandemia se mostra mais grave no momento\u201d, destaca o presidente da Arpen-Brasil, Gustavo Renato Fiscarelli.<\/p>\n<p>Puxados pelos n\u00fameros do Estado de S\u00e3o Paulo, o mais populoso do pa\u00eds, o Sudeste brasileiro registrou 81.525 \u00f3bitos e 76.508 nascimentos, uma varia\u00e7\u00e3o de 170% na diferen\u00e7a entre os dois atos em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, que por sua vez j\u00e1 havia visto esta diferen\u00e7a cair 67,9% em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro. Em abril deste ano s\u00e3o 5.017 \u00f3bitos a mais do que nascimentos, enquanto que em abril de 2020 haviam 37.075 nascimentos a mais do que \u00f3bitos.<\/p>\n<p>Nos dois Estados que comp\u00f5e a regi\u00e3o e registraram mais \u00f3bitos do que nascimentos, em um dele isso ocorreu pela primeira vez desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3ria. No Estado de S\u00e3o Paulo, onde a diferen\u00e7a sempre foi positiva a favor dos nascimentos, o n\u00famero de \u00f3bitos (44.087) superou em quase tr\u00eas mil registros o n\u00famero de nascidos vivos (41.407), enquanto em abril de 2020 eram 21.068 nascimentos a mais do que \u00f3bitos. Na capital paulista foram 12.194 \u00f3bitos e 11.724 nascimentos, tamb\u00e9m registrando o primeiro m\u00eas com decr\u00e9scimo populacional em sua hist\u00f3ria. Em abril de 2020 eram quase quatro mil nascimentos a mais na cidade mais populosa do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em Minas Gerais, a realidade \u00e9 semelhante, com uma diferen\u00e7a entre os dois atos que vinha caindo ao longo dos anos, mas tamb\u00e9m se acentuou com a chegada do novo coronav\u00edrus. Em janeiro de 2020, esta diferen\u00e7a era de 10.348 registros de nascimentos a mais. Em julho do ano passado, caiu para 7.262 e, em mar\u00e7o, diminuiu para apenas 3.143 registros. At\u00e9 o momento, o m\u00eas de abril conta com apenas 41 nascidos vivos a mais do que os falecimentos, n\u00famero que pode ainda se inverter, uma vez que a atualiza\u00e7\u00e3o do Portal da Transpar\u00eancia tem prazo legal de at\u00e9 14 dias para lan\u00e7ar os registros de \u00f3bitos na plataforma. Em Belo Horizonte a diferen\u00e7a \u00e9 um pouco maior \u2013 2.445 \u00f3bitos x 2023 nascimentos -. Em abril de 2020 eram 1.407 nascidos vivos a mais que os falecimentos em BH, que em mar\u00e7o havia registrado o primeiro m\u00eas da hist\u00f3ria com mais \u00f3bitos do que nascidos vivos.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Estado do Rio de Janeiro ter\u00e1 pela terceira vez desde que se iniciou a pandemia um m\u00eas com maior n\u00famero de \u00f3bitos do que de nascimentos. Em abril deste ano, foram 16.473 falecimentos e 13.893 nascimentos, 2580 mortes a mais. N\u00fameros de \u00f3bitos maiores do que o de nascidos j\u00e1 haviam sido registrados em maio e dezembro de 2020. A capital fluminense ter\u00e1 o oitavo m\u00eas com mais falecimentos do que nascidos desde que a pandemia teve in\u00edcio, com um total de 1.459 \u00f3bitos a mais (6158 x 4699).<\/p>\n<p>O Esp\u00edrito Santo conseguiu, ainda que por uma margem cada vez mais reduzida de diferen\u00e7a, manter um maior n\u00famero de nascimentos do que de \u00f3bitos. Foram 3.974 nascidos vivos e 3.697 falecimentos. J\u00e1 a capital, Vit\u00f3ria, registrou em abril deste ano pela primeira vez um m\u00eas com mais \u00f3bitos, 455, do que nascimentos, 396. Em abril de 2020 haviam sido 208 nascimentos a mais do que \u00f3bitos (428 nascidos e 220 \u00f3bitos).<\/p>\n<p>Em Curitiba, capital do Paran\u00e1, a se confirmarem os n\u00fameros provis\u00f3rios de abril, dever\u00e1 ocorrer pela primeira vez na s\u00e9rie hist\u00f3rica um maior n\u00famero de \u00f3bitos do que nascimentos. At\u00e9 o momento s\u00e3o 1.686 falecimentos e 1.638 nascimentos, enquanto que em abril de 2020 foram 1.159 nascidos vivos a mais na cidade (2.115 x 956). O mesmo ocorre com S\u00e3o Lu\u00eds, no Maranh\u00e3o, que pode registrar mais mortes do que nascimentos pela segunda vez na s\u00e9rie hist\u00f3rica. S\u00e3o 632 \u00f3bitos e 581 nascimentos at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>O Estado do Rio Grande do Sul registrar\u00e1 pelo segundo m\u00eas seguido mais \u00f3bitos do que nascimentos. Em abril deste ano ser\u00e3o 10.568 falecimentos e 9.822 nascidos vivos. J\u00e1 Porto Alegre ter\u00e1 o quarto m\u00eas consecutivo com mais mortes do que nascimentos, com diferen\u00e7a de 768 \u00f3bitos (2050 x 1282). O mesmo acontecer\u00e1 com as capitais nordestinas, ambas com o segundo m\u00eas consecutivo de \u00f3bitos a mais; Fortaleza, (3.108 x 2655) e Recife (2022 x 1521).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez na s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2003, o Sudeste do pa\u00eds registrou mais \u00f3bitos do que nascimentos ao final de um m\u00eas, fen\u00f4meno que se repetiu em outros tr\u00eas Estados brasileiros e em outras nove capitais, de acordo com dados preliminares do Portal da Transpar\u00eancia do Registro Civil. 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