{"id":17398,"date":"2020-08-25T21:16:58","date_gmt":"2020-08-26T00:16:58","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=17398"},"modified":"2020-08-25T21:16:58","modified_gmt":"2020-08-26T00:16:58","slug":"qual-foi-o-impacto-imediato-da-pandemia-do-covid-sobre-as-classes-economicas-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/qual-foi-o-impacto-imediato-da-pandemia-do-covid-sobre-as-classes-economicas-brasileiras\/","title":{"rendered":"Qual foi o Impacto Imediato da Pandemia do Covid sobre as Classes Econ\u00f4micas Brasileiras?"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Estudo da FGV Social, \u201cQual foi o Impacto Imediato da Pandemia do Covid sobre as Classes Econ\u00f4micas Brasileiras?\u201d, sob a coordena\u00e7\u00e3o do economista Marcelo Neri, traz dados in\u00e9ditos at\u00e9 julho de 2020 por regi\u00f5es do Brasil e por estados. Com o aux\u00edlio emergencial, a redu\u00e7\u00e3o da pobreza foi maior nas regi\u00f5es onde havia mais necessitados. O n\u00famero de pessoas que ganhavam at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo caiu 28,7% no Nordeste, no Norte (-25,12%) e no Centro-Oeste (-17,01%). Enquanto baixo 9,32% no Sul e 9,67% no Sudeste<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O levantamento de classes econ\u00f4micas brasileiras a partir de dados factuais coletados durante a pandemia mostra que o n\u00famero de pobres no Brasil (rendas per capita menores que meio sal\u00e1rio m\u00ednimo) caiu para 13,1 milh\u00f5es entre 2019 e julho de 2020. Uma queda de 20,69%, ritmo muito superior ao observado em momentos de boom social no Brasil, como nos per\u00edodos seguintes ao lan\u00e7amento dos planos de estabiliza\u00e7\u00e3o como o Cruzado em 1986 e o Real em 1994.<\/p>\n<p>Em julho de 2020, o total de pessoas que ganhavam at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo eram 52,1 milh\u00f5es de brasileiros, ou 24,62% da popula\u00e7\u00e3o total. Em 2019, eram 65,2 milh\u00f5es de pobres, ou 31,04% da popula\u00e7\u00e3o. \u201cOu seja, a taxa de pobreza na pandemia caiu 20,69% e cerca de 13,01 milh\u00f5es de pessoas cruzaram essa linha de renda\u201d, constata a estat\u00edstica.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 os estratos com rendas per capita acima de dois sal\u00e1rios m\u00ednimos per capita perderam 5,8 milh\u00f5es de pessoas em plena pandemia. Ambos os movimentos impulsionam o contingente populacional intermedi\u00e1rio compreendido entre os dois intervalos. Portanto, o miolo da distribui\u00e7\u00e3o de renda tupiniquim cresceu em cerca de 20,5 milh\u00f5es de pessoas, quase meia popula\u00e7\u00e3o Argentina\u201d, afirma o levantamento.<\/p>\n<p><strong>Pnad Covid-19<\/strong><\/p>\n<p>Para al\u00e9m das mudan\u00e7as de renda, a Pnad Covid-19 de julho aponta efeitos diferentes da pandemia nos diferentes estratos econ\u00f4micos. O mais pobre, alvo do aux\u00edlio emergencial, apresenta taxas mais altas de isolamento social, por exemplo, 27,8% deste grupo ficou rigorosamente isolado e 48,3% ficou em casa e s\u00f3 saiu por necessidade b\u00e1sica, n\u00edvel superior em 4 a 5 pontos de porcentagem em rela\u00e7\u00e3o ao total da popula\u00e7\u00e3o. \u201cEstes resultados sugerem que o aux\u00edlio emergencial impactou n\u00e3o s\u00f3 a renda, mas tamb\u00e9m os comportamentos mais ajustados \u00e0s necessidades impostas pela pandemia. Por\u00e9m, a manuten\u00e7\u00e3o deste aux\u00edlio n\u00e3o se mostra fiscalmente sustent\u00e1vel\u201d, destaca Marcelo Neri.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da FGV Social, \u201cQual foi o Impacto Imediato da Pandemia do Covid sobre as Classes Econ\u00f4micas Brasileiras?\u201d, sob a coordena\u00e7\u00e3o do economista Marcelo Neri, traz dados in\u00e9ditos at\u00e9 julho de 2020 por regi\u00f5es do Brasil e por estados. Com o aux\u00edlio emergencial, a redu\u00e7\u00e3o da pobreza foi maior nas regi\u00f5es onde havia mais necessitados. 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