{"id":15228,"date":"2020-02-06T12:31:00","date_gmt":"2020-02-06T15:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=15228"},"modified":"2020-02-06T12:31:00","modified_gmt":"2020-02-06T15:31:00","slug":"custo-da-cesta-basica-aumenta-em-11-capitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/custo-da-cesta-basica-aumenta-em-11-capitais\/","title":{"rendered":"Custo da cesta b\u00e1sica aumenta em 11 capitais"},"content":{"rendered":"<p><em>A Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), feita em 17 cidades, apontou que em janeiro de 2020 o custo do conjunto de alimentos essenciais subiu em 11 capitais e caiu em seis. Entre janeiro de 2019 e o mesmo m\u00eas de 2020, todas as cidades acumularam alta. Esse ano, o sal\u00e1rio m\u00ednimo para fazer frente \u00e0s despesas do trabalhador deveria equivaler a R$ 4.347,61<\/em><\/p>\n<p>As altas mais expressivas foram em Aracaju (4,75%), Salvador (4,43%), Jo\u00e3o Pessoa (3,87%) e Belo Horizonte (2,57%), enquanto as principais quedas foram no Sul e Sudeste: Florian\u00f3polis (-4,41%), Rio de Janeiro (-1,89%), Curitiba (-1,43%) e Vit\u00f3ria (-1,41%). A capital com a cesta mais cara foi S\u00e3o Paulo (R$ 517,51), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 507,13) e por Porto Alegre (R$ 502,98). Os menores valores m\u00e9dios, em Aracaju (R$ 368,69) e Salvador (R$ 376,49). Em 12 meses, entre janeiro de 2019 e o mesmo m\u00eas de 2020, todas as cidades acumularam alta. Merecem destaque as eleva\u00e7\u00f5es registradas em Vit\u00f3ria (16,03%), Goi\u00e2nia (14,28%), Porto Alegre (13,89%) e Recife (13,50%).<\/p>\n<p><strong>Sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Com base na cesta mais cara, que, em janeiro, foi a de S\u00e3o Paulo, e levando em considera\u00e7\u00e3o a determina\u00e7\u00e3o constitucional que estabelece que o sal\u00e1rio m\u00ednimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da fam\u00edlia dele com alimenta\u00e7\u00e3o, moradia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, vestu\u00e1rio, higiene, transporte, lazer e previd\u00eancia, o Dieese estima mensalmente o valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio. Em janeiro de 2020, o sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio para a manuten\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 4.347,61, ou 4,18 vezes o m\u00ednimo j\u00e1 reajustado de R$ 1.039,00. Em janeiro de 2019, quando o sal\u00e1rio m\u00ednimo era de R$ 998,00, o piso m\u00ednimo necess\u00e1rio correspondeu a R$ 3.928,73 (ou 3,94 vezes o que vigorava naquele per\u00edodo) e, em dezembro do mesmo ano, a R$ 4.342,57 (ou 4,35 vezes o piso vigente).<\/p>\n<p><strong>Cesta b\u00e1sica x sal\u00e1rio m\u00ednimo<\/strong><br \/>\nEm janeiro de 2020, com o reajuste de 4,11% no sal\u00e1rio m\u00ednimo, o tempo m\u00e9dio necess\u00e1rio para adquirir os produtos da cesta b\u00e1sica ficou em 94 horas e 26 minutos. Em dezembro do ano passado, com o piso nacional em R$ 998,00, o tempo de trabalho foi calculado em 97 horas e 42 minutos. Em janeiro de 2019, era de 88 horas e 05 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido, ou seja, ap\u00f3s o desconto referente \u00e0 Previd\u00eancia Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em janeiro, 46,65% da remunera\u00e7\u00e3o para adquirir os produtos. Em dezembro de 2019, a compra demandava 48,27% e, em janeiro do mesmo ano, 43,52%.<\/p>\n<p><strong>Comportamento dos pre\u00e7os<\/strong><br \/>\nEntre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, predominaram altas nos pre\u00e7os do \u00f3leo de soja, a\u00e7\u00facar, tomate, feij\u00e3o, da banana e da batata, coletada no Centro-Sul. J\u00e1 o valor da carne bovina de primeira teve redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia na maior parte das cidades.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o do \u00f3leo de soja subiu em todas as cidades, com varia\u00e7\u00f5es entre 1,17%, em Bel\u00e9m, e 9,95%, em Campo Grande, em janeiro. Em 12 meses, houve eleva\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o m\u00e9dio em todas as capitais, com destaque para as taxas de Bel\u00e9m (20,56%), Vit\u00f3ria (18,58%), Goi\u00e2nia (18,50%), Campo Grande (16,32%) e Florian\u00f3polis (16,22%).<\/p>\n<p>A demanda por \u00f3leo de soja degomado para produ\u00e7\u00e3o de biodiesel aumentou, principalmente por causa da eleva\u00e7\u00e3o do percentual de \u00f3leo de soja no biocombust\u00edvel, de 10% para 11%. Com isso, o consumidor no varejo pagou mais pela lata do produto.<\/p>\n<p>O quilo do a\u00e7\u00facar apresentou alta em 14 capitais entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020. As taxas oscilaram entre 0,81%, em Curitiba, e 20,28%, em Bras\u00edlia. As varia\u00e7\u00f5es negativas foram anotadas no Rio de Janeiro (-1,10%), Florian\u00f3polis (-0,70%) e Recife (-0,45%).<\/p>\n<p>Em 12 meses, houve redu\u00e7\u00e3o (-2,58%) apenas em Belo Horizonte. Nas demais cidades foram registradas altas, com destaque para Bras\u00edlia (32,12%), Aracaju (16,75%) e S\u00e3o Paulo (14,41%).<br \/>\nO uso da mat\u00e9ria-prima para a produ\u00e7\u00e3o de etanol elevou o valor do a\u00e7\u00facar no varejo, mesmo com ligeiro aumento do volume de cana colhida.<\/p>\n<p>A banana registrou eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os em 14 capitais, com exce\u00e7\u00e3o de Natal (-2,07%), Bel\u00e9m (-1,29%) e S\u00e3o Paulo (-1,04%). A pesquisa coleta os tipos prata e nanica e faz uma m\u00e9dia ponderada dos pre\u00e7os. Em janeiro, os maiores aumentos foram registrados em Campo Grande (22,55%), Jo\u00e3o Pessoa (16,96%), Salvador (9,69%) e Porto Alegre (5,93%). Em 12 meses, o<br \/>\nvalor m\u00e9dio aumentou em 15 cidades, com destaque para Campo Grande (28,66%), Vit\u00f3ria (27,73%) e Bras\u00edlia (27,04%). A menor taxa negativa foi observada em Aracaju (-13,46%). \u00c9<br \/>\nper\u00edodo de entressafra da banana prata e houve eleva\u00e7\u00e3o da demanda, o que fez aumentar o pre\u00e7o m\u00e9dio, apesar da maior oferta do tipo nanica.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o m\u00e9dio do tomate aumentou em 14 capitais, entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020. As maiores altas foram registradas em Belo Horizonte (65,94%), Aracaju (45,42%) e Rio de Janeiro (44,44%). As redu\u00e7\u00f5es ocorreram em Porto Alegre (-10,49%), Recife (-8,10%) e Florian\u00f3polis (-3,14%). Em 12 meses, o valor m\u00e9dio do quilo do tomate aumentou em 10 capitais, com destaque para as taxas de Vit\u00f3ria (62,16%) e Natal (14,41%). Houve queda em outras sete. A mais expressiva foi observada em Campo Grande (-21,13%). As chuvas reduziram a oferta e elevaram o pre\u00e7o do fruto, mesmo com baixa qualidade, pressionando as cota\u00e7\u00f5es para baixo.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o do feij\u00e3o aumentou em 14 capitais, em janeiro de 2020. O gr\u00e3o do tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e em S\u00e3o Paulo, teve alta em quase todas as cidades, exceto em Belo Horizonte (-1,10%). As taxas variaram entre 0,74%, em Goi\u00e2nia, e 17,89%, em Campo Grande. J\u00e1 o valor do feij\u00e3o preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vit\u00f3ria e no Rio de Janeiro, subiu 0,89%, em Curitiba, 2,78%, em Porto Alegre e 4,57%, em Vit\u00f3ria. Houve redu\u00e7\u00e3o do valor m\u00e9dio no Rio de Janeiro (-6,32%) e Florian\u00f3polis (-0,21%). Em 12 meses, o pre\u00e7o do gr\u00e3o carioquinha aumentou em todas as capitais: as taxas variaram entre 8,86%, em Recife, e 53,78%, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Para o tipo preto, quase todas as cidades apresentaram aumento em 12 meses, com destaque para Vit\u00f3ria (8,95%). Em Porto Alegre, a diminui\u00e7\u00e3o foi de -2,46%. A baixa oferta do gr\u00e3o carioca, devido \u00e0s chuvas, manteve os pre\u00e7os em patamares altos, apesar da fraca demanda e da baixa qualidade do feij\u00e3o. O pre\u00e7o do quilo da batata, pesquisada no Centro-Sul, aumentou em oito cidades e diminuiu em Campo Grande (-11,15%) e Porto Alegre (-6,82%), em janeiro. As altas mais expressivas foram registradas em Belo Horizonte (35,61%) e Bras\u00edlia (16,61%).<\/p>\n<p>Em 12 meses, o valor se elevou em quase todas as capitais, exceto em Campo Grande (-17,79%) e Rio de Janeiro (-0,56%). As taxas positivas acumuladas variaram entre 0,96%, em Porto Alegre, e 23,75%, em S\u00e3o Paulo. As chuvas tamb\u00e9m influenciaram a oferta e a qualidade da batata e repercutiram sobre os pre\u00e7os. Os tub\u00e9rculos de melhor qualidade foram vendidos mais caros. O quilo da carne bovina de primeira diminuiu em 14 capitais, entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020. As quedas variaram entre -14,76%, no Rio de Janeiro, e -0,83%, em Porto Alegre. Os aumentos foram registrados em Aracaju (0,11%), Recife (2,49%) e Salvador (4,31%).<\/p>\n<p>Em 12 meses, o pre\u00e7o m\u00e9dio da carne subiu em todas as cidades, com destaque para Bel\u00e9m (33,77%), Goi\u00e2nia (29,94%), Recife (29,61%) e Bras\u00edlia (26,82%). O menor ritmo de compras por parte dos frigor\u00edficos, com a diminui\u00e7\u00e3o da demanda interna, reduziu o valor do produto no varejo, na maior parte das cidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), feita em 17 cidades, apontou que em janeiro de 2020 o custo do conjunto de alimentos essenciais subiu em 11 capitais e caiu em seis. Entre janeiro de 2019 e o mesmo m\u00eas de 2020, todas as cidades acumularam alta. 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