{"id":13063,"date":"2019-07-04T13:57:39","date_gmt":"2019-07-04T16:57:39","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=13063"},"modified":"2019-07-04T13:57:39","modified_gmt":"2019-07-04T16:57:39","slug":"custo-da-cesta-basica-sobe-nos-primeiros-seis-meses-do-ano-em-todas-as-capitais-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/custo-da-cesta-basica-sobe-nos-primeiros-seis-meses-do-ano-em-todas-as-capitais-do-pais\/","title":{"rendered":"Custo da cesta b\u00e1sica sobe nos primeiros seis meses do ano em todas as capitais do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><em>Em junho de 2019, o sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio para uma fam\u00edlia de quatro pessoas se manter deveria ser de R$ 4.214, 62, ou 4,22 vezes o m\u00ednimo de R$ 998,00, bem superior ao de junho de 2018, quando o valor necess\u00e1rio foi de R$ 3.804,06, ou 3,99 vezes o m\u00ednimo, que era de R$ 954,00.\u00a0 Em junho de 2019, o tempo m\u00e9dio necess\u00e1rio de trabalho para comprar produtos da cesta b\u00e1sica totalizou 96 horas e 57 minutos e, em maio, 98 horas e 12 minutos. Em junho de 2018, por\u00e9m, eram de 89 horas e 56\u00a0 minutos<\/em><\/p>\n<p>Em junho de 2019, o custo do conjunto de alimentos essenciais diminuiu em 10 capitais e aumentou em outras sete, conforme mostra a Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese)<\/p>\n<p>As quedas mais expressivas ocorreram em Bras\u00edlia (-6,65%), Aracaju (-6,14%) e Recife (-5,18%). As maiores altas, em Florian\u00f3polis (1,44%), Rio de Janeiro (1,16%), Belo Horizonte (1,05%) e<br \/>\nCampo Grande (1,03%). A capital com a cesta mais cara foi S\u00e3o Paulo (R$ 501,68), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 498,67) e por Porto Alegre (R$ 498,41). Os menores valores m\u00e9dios foram<br \/>\nobservados em Aracaju (R$ 383,09) e Salvador (R$ 384,76).<\/p>\n<p>De acordo com o Dieese, em 12 meses, entre junho de 2018 e o mesmo m\u00eas de 2019, todas as cidades acumularam alta, que variaram entre 6,82%, em Bel\u00e9m, e 17,31% em Vit\u00f3ria. Nos primeiros seis meses de 2019, todas as cidades acumularam aumentos, com destaque para Vit\u00f3ria (20,20%), Natal (16,36%) e Recife (16,34%). A menor taxa foi registrada em Campo Grande (1,29%).<\/p>\n<p>Com base na cesta mais cara que, em junho, foi a de S\u00e3o Paulo, e levando em considera\u00e7\u00e3o a determina\u00e7\u00e3o constitucional que estabelece que o sal\u00e1rio m\u00ednimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da fam\u00edlia dele com alimenta\u00e7\u00e3o, moradia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, vestu\u00e1rio, higiene, transporte, lazer e previd\u00eancia, o Dieese estima mensalmente o valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio. Em junho de 2019, o sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio para a manuten\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 4.214, 62, ou 4,22 vezes o m\u00ednimo de R$ 998,00.<\/p>\n<p>Em maio de 2019, o piso m\u00ednimo necess\u00e1rio correspondeu a R$ 4.259,90, ou 4,27 vezes o m\u00ednimo vigente. J\u00e1 em junho de 2018, o valor necess\u00e1rio foi de R$ 3.804,06, ou 3,99 vezes o sal\u00e1rio m\u00ednimo, que era de R$ 954,00.<\/p>\n<p><strong>Cesta b\u00e1sica x sal\u00e1rio m\u00ednimo<\/strong><\/p>\n<p>Em junho de 2019, o tempo m\u00e9dio necess\u00e1rio para comprar os produtos da cesta foi de 96 horas e 57 minutos e, em maio, 98 horas e 12 minutos. Em junho de 2018, o tempo m\u00e9dio foi de 89 horas e 56 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido, ou seja, ap\u00f3s o desconto \u00e0 Previd\u00eancia Social, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em junho, 47,90% da remunera\u00e7\u00e3o. Esse\u00a0 percentual foi inferior ao de maio, quando ficou em 48,52%. Em junho de 2018, a compra demandava 44,43% do montante l\u00edquido recebido.<\/p>\n<p><strong>Comportamento dos pre\u00e7os<\/strong><br \/>\nEntre maio e junho de 2019, houve tend\u00eancia de diminui\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os do feij\u00e3o, da banana e do caf\u00e9 em p\u00f3. J\u00e1 as cota\u00e7\u00f5es do leite integral, arroz agulhinha e a\u00e7\u00facar aumentaram na maior parte das cidades. O pre\u00e7o m\u00e9dio do feij\u00e3o diminuiu em todas as capitais em junho de 2019. O tipo carioquinha, pesquisado nas regi\u00f5es Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e<br \/>\nS\u00e3o Paulo, apresentou varia\u00e7\u00f5es entre -33,67%, em Bras\u00edlia, e de\u00a0 -0,85%, em Campo Grande. J\u00e1 o feij\u00e3o preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vit\u00f3ria e no Rio de Janeiro, tamb\u00e9m teve queda em todas as cidades, com taxas entre -14,83%, em Vit\u00f3ria, e -5,56%, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Em 12 meses, o pre\u00e7o m\u00e9dio do gr\u00e3o carioquinha acumulou alta em todas as capitais: as taxas variaram entre 37,63%, em Belo Horizonte, e 99,11%, em Goi\u00e2nia. As varia\u00e7\u00f5es acumuladas do tipo preto tamb\u00e9m foram positivas, mas em patamares menores: entre 16,30%, no Rio de Janeiro, e 29,33%, em Vit\u00f3ria. A colheita da segunda safra abasteceu o mercado e reduziu o pre\u00e7o do bem.<\/p>\n<p>Houve redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o m\u00e9dio da d\u00fazia da banana em 14 cidades. A pesquisa coleta os tipos prata e nanica e faz uma m\u00e9dia ponderada dos pre\u00e7os. As quedas oscilaram entre -11,13%, em Bras\u00edlia, e -2,37%, no Rio de Janeiro. O valor da d\u00fazia ficou est\u00e1vel em Goi\u00e2nia e aumentou em Jo\u00e3o Pessoa (3,36%) e Campo Grande (4,30%). Em 12 meses, houve aumento em 11 cidades, com destaque para Salvador (21,51%) e Florian\u00f3polis (21,41%).<\/p>\n<p>As taxas acumuladas negativas mais importantes foram registradas em Goi\u00e2nia (-16,04%) e Natal (-13,30%). Com as chuvas, a banana nanica ou caturra se valorizou, pois houve menor oferta. No entanto, a demanda esteve enfraquecida e, por isso, os pre\u00e7os baixaram no varejo.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o do caf\u00e9 em p\u00f3 diminuiu em 13 capitais entre maio e junho. As taxas negativas mais expressivas foram registradas em Bras\u00edlia (-6,41%), Campo Grande (-4,47%) e Jo\u00e3o Pessoa (-3,97%). Em Goi\u00e2nia, o pre\u00e7o m\u00e9dio n\u00e3o variou. Houve aumentos em Vit\u00f3ria (2,44%), Curitiba (1,86%) e Natal (0,36%). Em 12 meses, apenas Goi\u00e2nia apresentou taxa acumulada positiva (5,28%). As demais cidades tiveram redu\u00e7\u00e3o, com taxas entre -14,76%, em Bras\u00edlia, e -3,11%, em Natal. O ritmo de exporta\u00e7\u00e3o seguiu forte e o gr\u00e3o foi comercializado a um valor maior, entretanto, em junho, no varejo, os pre\u00e7os seguiram em queda, em virtude dos resultados positivos da colheita.<\/p>\n<p>O valor do litro do leite integral aumentou em 12 cidades entre maio e junho, ficou est\u00e1vel em Goi\u00e2nia e Vit\u00f3ria e diminuiu em Bras\u00edlia (-3,15%), Florian\u00f3polis (-1,51%) e Belo Horizonte (-1,21%). As maiores taxas ocorreram em Recife (6,97%), Fortaleza (3,98%) e Natal (3,85%). Em 12 meses, 10 cidades tiveram queda acumulada, com destaque para Campo Grande (-14,39%) e Porto Alegre (-8,71%). O baixo estoque de leite nas ind\u00fastrias de latic\u00ednios e o decr\u00e9scimo da oferta no campo elevaram o pre\u00e7o do produto integral nos supermercados de v\u00e1rias capitais do pa\u00eds. Em outras cidades, mesmo com o leite em entressafra, as ind\u00fastrias de latic\u00ednios tiveram dificuldade em repassar os pre\u00e7os ao consumidor, pois a demanda foi menor.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o do quilo do arroz agulhinha aumentou em 12 cidades e diminuiu em outras cinco. As taxas variaram entre 0,27%, em Natal, e 3,88%, em Bel\u00e9m. Destacam-se as quedas verificadas em Goi\u00e2nia (-5,70%) e Bras\u00edlia (-3,01%). Em 12 meses, Aracaju apresentou redu\u00e7\u00e3o acumulada (-3,51%), enquanto as outras capitais tiveram eleva\u00e7\u00e3o, as mais expressivas em Bel\u00e9m (21,23%), Natal (13,43%) e Campo Grande (12,80%). \u00c0 espera de melhor pre\u00e7o, os produtores de arroz seguraram o produto, e, do lado da demanda, as beneficiadoras n\u00e3o demonstraram interesse em negociar. No varejo, por\u00e9m, as cota\u00e7\u00f5es m\u00e9dias subiram em junho.<\/p>\n<p>O quilo do a\u00e7\u00facar apresentou eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os em 11 cidades e as taxas variaram entre 0,43%, no Rio de Janeiro, e 6,93%, em Bras\u00edlia. Em Bel\u00e9m, o valor m\u00e9dio n\u00e3o se alterou e, em outras cinco capitais, houve queda, com destaque para Campo Grande (- 4,06%). Em 12 meses, os aumentos acumulados foram anotados em 12 cidades, com taxas entre 0,45%, em Curitiba, e 34,90%, em Goi\u00e2nia. Em Salvador, a cota\u00e7\u00e3o m\u00e9dia ficou est\u00e1vel. A maior redu\u00e7\u00e3o acumulada foi registrada em S\u00e3o Paulo (-8,33%). No varejo, o pre\u00e7o do a\u00e7\u00facar subiu na maior parte das cidades, apesar do bom desempenho da safra de cana. Isto se deveu \u00e0 decis\u00e3o das usinas em manter o patamar de pre\u00e7os comercializados em alta, apesar da fraca demanda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em junho de 2019, o sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio para uma fam\u00edlia de quatro pessoas se manter deveria ser de R$ 4.214, 62, ou 4,22 vezes o m\u00ednimo de R$ 998,00, bem superior ao de junho de 2018, quando o valor necess\u00e1rio foi de R$ 3.804,06, ou 3,99 vezes o m\u00ednimo, que era de R$ 954,00.\u00a0 Em junho de 2019, o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2719],"tags":[4537,10553,723,2026,1242,393,3911,1603,221,1620,1805,261],"class_list":["post-13063","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-servidor","tag-alimentos","tag-cesta-basica","tag-compra","tag-dieese","tag-familia","tag-piso","tag-precos","tag-previdencia-social","tag-produtos","tag-remuneracao","tag-salario-minimo","tag-trabalho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13063","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13063"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13063\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13064,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13063\/revisions\/13064"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13063"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13063"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13063"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}