{"id":1245,"date":"2016-03-11T13:46:37","date_gmt":"2016-03-11T16:46:37","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=1245"},"modified":"2016-03-11T13:46:37","modified_gmt":"2016-03-11T16:46:37","slug":"polemica-sobre-cota-no-tjdft","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/polemica-sobre-cota-no-tjdft\/","title":{"rendered":"POL\u00caMICA SOBRE COTA NO TJDFT"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Mais pol\u00eamica na aprova\u00e7\u00e3o de candidatos por cota em sele\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Desta vez, no concurso do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (TJDFT). Uma comiss\u00e3o de negros e pardos aprovados no certame denunciou a presen\u00e7a de candidatos brancos entre os cotistas. Como tanto o TJDFT como o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avalia\u00e7\u00f5es e Promo\u00e7\u00e3o de Eventos (Cebraspe) se recusaram a promover uma verifica\u00e7\u00e3o da ra\u00e7a autodeclarada pelos candidatos, o caso foi encaminhado ao N\u00facleo de Direitos Humanos do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Distrito Federal.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Em 22 de janeiro, o promotor Thiago Pierobom emitiu of\u00edcio ao tribunal solicitando \u201cprovid\u00eancias para sanar a irregularidade e preservar os direitos dos candidatos cotistas\u201d. Destacou, tamb\u00e9m, que, no concurso, houve previs\u00e3o de 20% das vagas para pessoas negras, mas n\u00e3o havia cita\u00e7\u00e3o alguma sobre \u201ccomiss\u00e3o de heteroverifica\u00e7\u00e3o fenot\u00edpica\u201d. A aus\u00eancia desse item, disse, \u201c\u00e9 um convite \u00e0 fraude e acaba desrespeitando os candidatos negros que t\u00eam direito \u00e0 reserva de vagas\u201d. Lembrou, ainda, que no Brasil, \u201co crit\u00e9rio legal \u00e9 de fen\u00f3tipo do candidato e n\u00e3o de sua eventual ascend\u00eancia africana\u201d. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Por meio de nota, o TJDFT informou que \u201co concurso p\u00fablico observou todas as normas legais e as advindas do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ). Caso haja qualquer irregularidade, o TJDFT adotar\u00e1 as provid\u00eancias legais\u201d. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Utopia,sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Em v\u00e1rios certames, os candidatos negros e pardos passaram por problema semelhantes. O promotor lembrou os casos dos concursos do Instituto Rio Branco e do Minist\u00e9rio do Planejamento. Ele admitiu, no entanto que h\u00e1 uma lacuna na legisla\u00e7\u00e3o. A Lei n\u00ba 12.990\/14 (que estabelece a cota em concursos) previu somente a autodelcara\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o se previu a heteroverifica\u00e7\u00e3o, fatalmente ocorre fraude.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais pol\u00eamica na aprova\u00e7\u00e3o de candidatos por cota em sele\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Desta vez, no concurso do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (TJDFT). Uma comiss\u00e3o de negros e pardos aprovados no certame denunciou a presen\u00e7a de candidatos brancos entre os cotistas. 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