{"id":1161,"date":"2016-03-02T12:55:19","date_gmt":"2016-03-02T15:55:19","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=1161"},"modified":"2016-03-02T14:33:08","modified_gmt":"2016-03-02T17:33:08","slug":"sindpfa-denuncia-ma-gestao-do-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/sindpfa-denuncia-ma-gestao-do-governo\/","title":{"rendered":"SINDPFA DENUNCIA M\u00c1 GEST\u00c3O DO GOVERNO"},"content":{"rendered":"<p><em>Peritos agr\u00e1rios fazem protestos, amanh\u00e3, \u00e0s 19 horas, em frente ao pr\u00e9dio do Incra. Campanha \u201c2015: Decreto Zero\u201d \u00e9 em rep\u00fadio ao descaso com a reforma agr\u00e1ria.\u00a0<i>SindPFA denuncia m\u00e1 gest\u00e3o e defende a cria\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o federal de terras\u200b<\/i>. Entidade afirma que nenhum decreto de desapropria\u00e7\u00e3o de terras foi publicado em 2015 e que g<i>overno deixou expirar prazo de validade de 29 decretos de \u00e1reas que haviam sido determinadas em 2013. <\/i><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O ano de 2015 passou em branco para a reforma agr\u00e1ria, denuncia o Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agr\u00e1rios (SindPFA). Segundo a entidade, \u00e9 a primeira vez, em pelo menos 30 anos, que o governo n\u00e3o publica nenhum decreto de desapropria\u00e7\u00e3o de terras. O Minist\u00e9rio de Desenvolvimento Agr\u00e1rio (MDA) e o Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra) tamb\u00e9m deixaram expirar o prazo de validade de ao menos 29 decretos de \u00e1reas que haviam sido determinadas em 2013. Todos os recursos p\u00fablicos investidos nas vistorias, nas avalia\u00e7\u00f5es e nos demais tr\u00e2mites administrativos desses processos foram perdidos. Por isso, o SindPFA resolveu denunciar a m\u00e1 gest\u00e3o e defender a cria\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o federal de terras.<\/p>\n<p>\u201cAo inv\u00e9s de agir para a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de acampamentos, Patrus Ananias e L\u00facia Falc\u00f3n permitiram que este aumentasse em todo o Brasil. O Incra diz ter assentado 26 mil fam\u00edlias em 2015, mas, em boa parte dos casos ocorreu apenas regulariza\u00e7\u00e3o ocupacional, ou seja, a destina\u00e7\u00e3o formal a pessoas que j\u00e1 ocupavam os lotes de reforma agr\u00e1ria irregularmente\u201d, revela o sindicato na campanha \u201c2015: Decreto Zero\u201d (saiba mais\u00a0<a href=\"http:\/\/sindpfa.org.br\/subpaginas\/detalhe_noticias.aspx?IDNOT=593\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p><strong>M\u00c1 GEST\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Em 2015, assinalou o SindPFA, a pasta teve um corte de 60% no or\u00e7amento; em 2016, come\u00e7a com praticamente metade do ano anterior, j\u00e1 com quase R$ 1 bilh\u00e3o em d\u00edvidas. No entanto, os cortes n\u00e3o afetaram as viagens do ministro. Patrus Ananias foi um dos que mais esbanjaram dos jatinhos da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira no ano passado.<\/p>\n<p>A presidente do Incra, Maria L\u00facia Falc\u00f3n, n\u00e3o fez diferente, como demonstram dados do Portal da Transpar\u00eancia. Em tempos de &#8220;vacas magras&#8221;, ela recebeu cerca de R$ 43 mil somente em di\u00e1rias no ano de 2015. Ou seja, passou mais de 70% dos seus dias de trabalho fora do seu gabinete.<\/p>\n<p><strong>CONSEQU\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>Dilma Rousseff \u00e9 respons\u00e1vel por apenas 3% do total das \u00e1reas desapropriadas para a reforma agr\u00e1ria desde 1995, calcula o sindicato. Dados do pr\u00f3prio minist\u00e9rio indicam que a quantidade de fam\u00edlias acampadas chegou a 129 mil. Com a infla\u00e7\u00e3o na casa de dois d\u00edgitos e o n\u00edvel de desemprego cada dia mais alarmante, significativa parcela de fam\u00edlias acabar\u00e1 refor\u00e7ando as estat\u00edsticas de acampamentos rurais.<\/p>\n<p>As poucas a\u00e7\u00f5es desenvolvidas, em regra, n\u00e3o tem sido capazes de distribuir renda, de garantir seguran\u00e7a alimentar e nem tampouco trazer dignidade \u00e0s fam\u00edlias. Muitos assentados deixam as terras, desperdi\u00e7ando os recursos investidos. \u201cEsse problema tamb\u00e9m alimenta a venda ilegal de lotes da reforma e ocupa\u00e7\u00e3o por pessoas sem o perfil\u201d, alerta S\u00e1vio Silveira Feitosa, presidente do Sindicato.<\/p>\n<p><strong>SINDPFA<\/strong><\/p>\n<p>O Sindicato Nacional dos Peritos Federais Agr\u00e1rios (SindPFA) \u00e9 a entidade de classe que representa os Engenheiros Agr\u00f4nomos lotados no Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra).<\/p>\n<p>O SindPFA defende que somente um \u00f3rg\u00e3o de Estado com independ\u00eancia e gest\u00e3o t\u00e9cnica possibilitar\u00e1 a atua\u00e7\u00e3o oportuna e eficaz do poder p\u00fablico e a efetiva governan\u00e7a das terras do pa\u00eds. \u201cAssim ser\u00e1 poss\u00edvel apagar as manchas de uma reforma agr\u00e1ria med\u00edocre e mudar a realidade do rural brasileiro, com desenvolvimento e justi\u00e7a social\u201d, explica o presidente do Sindicato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Peritos agr\u00e1rios fazem protestos, amanh\u00e3, \u00e0s 19 horas, em frente ao pr\u00e9dio do Incra. 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