{"id":10923,"date":"2018-11-08T14:28:51","date_gmt":"2018-11-08T16:28:51","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=10923"},"modified":"2018-11-08T14:40:41","modified_gmt":"2018-11-08T16:40:41","slug":"taxa-de-sindicalizacao-dos-trabalhadores-brasileiros-cai-para-144-a-menor-desde-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/taxa-de-sindicalizacao-dos-trabalhadores-brasileiros-cai-para-144-a-menor-desde-2012\/","title":{"rendered":"Taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores brasileiros cai para 14,4%, a menor desde 2012"},"content":{"rendered":"<p><em>Setor p\u00fablico tem a maior propor\u00e7\u00e3o de sindicalizados (27,3%). Esse grupo representava 12,4% da popula\u00e7\u00e3o ocupada total (11.339\u00a0mil pessoas). Os dados s\u00e3o do estudo Taxa de Sindicaliza\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores Brasileiros 2017, do\u00a0Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), com base na Pnad Cont\u00ednua, do IBGE<\/em><\/p>\n<p>Em 2017, das 91,4 milh\u00f5es pessoas ocupadas, 14,4% (13,1 milh\u00f5es pessoas)\u00a0estavam associadas a sindicato, uma queda de 3,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2016 e a menor\u00a0taxa desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 2012. A maior taxa em 2017 ocorreu entre\u00a0empregados no setor p\u00fablico (27,3%), seguida por empregados no setor privado com\u00a0carteira assinada (19,2%). Os trabalhadores por conta pr\u00f3pria tiveram uma das\u00a0maiores quedas de taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o na s\u00e9rie hist\u00f3rica, de 11,3% em 2012 para\u00a08,6% em 2017.<\/p>\n<p>Das 27,3 milh\u00f5es pessoas ocupadas como empregadores ou trabalhadores por conta\u00a0pr\u00f3pria em 2017, 5,8% (1.589 mil) eram associados a cooperativa de trabalho ou\u00a0produ\u00e7\u00e3o e a maior taxa de associa\u00e7\u00e3o era na atividade de agricultura, pecu\u00e1ria,\u00a0produ\u00e7\u00e3o florestal, pesca e aquicultura (46,1%).<\/p>\n<p>A Regi\u00e3o Norte apresentava a estimativa mais baixa (12,6%) e a\u00a0Sul, a mais alta (16,2%). Todas as Grandes Regi\u00f5es tiveram redu\u00e7\u00e3o de 2015\u00a0para 2016. Isso se repetiu de 2016 para 2017, com exce\u00e7\u00e3o do Centro-Oeste que\u00a0mostrou recupera\u00e7\u00e3o do indicador. A Regi\u00e3o Sul teve os maiores percentuais\u00a0em todos os anos, mas tamb\u00e9m foi a que mostrou a principal redu\u00e7\u00e3o desse\u00a0indicador entre 2012 (20,3%) e 2017 (16,2%).<\/p>\n<p><strong>Setor p\u00fablico<\/strong><\/p>\n<p>A maior taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o em 2017 ocorreu entre empregados no setor\u00a0p\u00fablico (27,3%). Esse grupo representava 12,4% da popula\u00e7\u00e3o ocupada total (11.339\u00a0mil pessoas). Em seguida, estavam os empregados no setor privado com carteira\u00a0assinada, com taxa de 19,2%. Eles tinham a maior participa\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o\u00a0ocupada em 2017 (36,3% ou 33.195 mil pessoas). \u00c9 preciso sublinhar que esse\u00a0segmento registrou um crescimento em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, apontou o Dieese.<\/p>\n<p>Os trabalhadores por conta pr\u00f3pria tiveram uma das maiores quedas de taxa de\u00a0sindicaliza\u00e7\u00e3o na s\u00e9rie hist\u00f3rica, de 11,3% em 2012 para 8,6% em 2017. Esse grupo\u00a0representa a segunda maior participa\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o ocupada (25,3% ou 23.105 mil\u00a0pessoas).<\/p>\n<p>De 2016 para 2017, a maior queda na taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o ocorreu\u00a0entre trabalhadores familiares auxiliares (de 14,7% para 11,5%), seguido\u00a0por empregadores (de 17,4% para 15,6%) e pelos trabalhadores por Conta pr\u00f3pria (de\u00a09,7% para 8,6%). Os trabalhadores dom\u00e9sticos tinham a menor taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o\u00a0(3,1%), seguidos por empregados no setor privado sem carteira assinada (5,1%);\u00a0esses dois grupos representavam, respectivamente, 6,8% e 12,2% da popula\u00e7\u00e3o\u00a0ocupada.<\/p>\n<p><strong>N\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o: 31,3% dos sindicalizados t\u00eam n\u00edvel superior completo<\/strong><\/p>\n<p>Em 2017, 27,6% da popula\u00e7\u00e3o ocupada era formada por pessoas Sem instru\u00e7\u00e3o e\u00a0fundamental incompleto. Entre os ocupados sindicalizados esse n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o foi\u00a0de 22,3%. O Ensino m\u00e9dio completo e superior incompleto apresentou a maior\u00a0propor\u00e7\u00e3o, tanto entre os ocupados em geral (38,3%), como tamb\u00e9m entre os\u00a0ocupados que eram sindicalizados (36,3%). O Superior completo respondia por 18,5%\u00a0dos ocupados; contudo, dentre os ocupados que eram sindicalizados, 31,3%\u00a0possu\u00edam esse n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setor p\u00fablico tem a maior propor\u00e7\u00e3o de sindicalizados (27,3%). Esse grupo representava 12,4% da popula\u00e7\u00e3o ocupada total (11.339\u00a0mil pessoas). 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