{"id":10513,"date":"2018-09-25T12:40:59","date_gmt":"2018-09-25T15:40:59","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/?p=10513"},"modified":"2018-09-25T12:40:59","modified_gmt":"2018-09-25T15:40:59","slug":"previdencia-volta-tona","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/servidor\/previdencia-volta-tona\/","title":{"rendered":"Previd\u00eancia volta \u00e0 tona"},"content":{"rendered":"<p><em>Temer diz que vai discutir com vencedor das elei\u00e7\u00f5es a aprova\u00e7\u00e3o, ainda este ano, da reforma das aposentadorias. Levada a assessores dos candidatos, ideia foi bem recebida por Paulo Guedes, ligado a Jair Bolsonaro (PSL)<\/em><\/p>\n<p><strong>ROSANA HESSEL<\/strong><\/p>\n<p>O presidente Michel Temer, em encontro ontem com empres\u00e1rios, disse que o governo pode tentar aprovar a reforma da Previd\u00eancia ainda este ano, depois das elei\u00e7\u00f5es. Para isso, pretende discutir o assunto com o vencedor das urnas em outubro. \u201cA reforma est\u00e1 formatada e pronta e, evidentemente, vai depender das conversas que eu tiver com o presidente eleito\u201d, afirmou ele, ap\u00f3s o almo\u00e7o organizado pela C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Brasil- Estados Unidos, em Nova York. Hoje, o presidente participa hoje da abertura da Assembleia Geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>\u201cA reforma pode ter sa\u00eddo momentaneamente da pauta legislativa, mas n\u00e3o saiu da pauta pol\u00edtica\u201d, garantiu Temer. Ele refor\u00e7ou a necessidade da mudan\u00e7a no sistema de aposentadorias para o equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas e afirmou que essa realidade vem sendo percebida pelos candidatos ao Pal\u00e1cio do Planalto.<\/p>\n<p>Apesar de ter sido aprovada na comiss\u00e3o especial da C\u00e2mara dos Deputados, a proposta de emenda constitucional (PEC) da Previd\u00eancia est\u00e1 impedida de ser votada em plen\u00e1rio desde fevereiro, devido ao decreto de interven\u00e7\u00e3o federal no Rio de Janeiro. Para que a mat\u00e9ria ou qualquer outra altera\u00e7\u00e3o na Constitui\u00e7\u00e3o seja aprovada, \u00e9 preciso que o presidente suspenda ou derrube o decreto.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do jurista Ives Gandra Martins, havendo supera\u00e7\u00e3o dos motivos, n\u00e3o h\u00e1 porque a interven\u00e7\u00e3o continuar. \u201cN\u00e3o haveria nenhum problema em suspender a interven\u00e7\u00e3o federal no Rio, pois ela s\u00f3 se justifica enquanto perdurarem os motivos que levaram presidente da Rep\u00fablica a tomar esta decis\u00e3o\u201d, resumiu. Entre t\u00e9cnicos do Congresso, contudo, como o problema de seguran\u00e7a no Rio n\u00e3o est\u00e1 resolvido, interromper a interven\u00e7\u00e3o seria visto como uma \u201cburla\u201d que abriria brechas para enfraquecer a Carta Magna.<\/p>\n<p><strong>Desgaste<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Temer, a proposta que est\u00e1 no Congresso ter\u00e1 mais chances de ser votada depois das elei\u00e7\u00f5es. \u201cOs senadores e deputados n\u00e3o ter\u00e3o mais a preocupa\u00e7\u00e3o eleitoral\u201d, pontuou. Uma fonte do governo informou que a equipe econ\u00f4mica ponderou aos economistas dos candidatos que o vencedor do pleito ganharia \u201cv\u00e1rios meses de tramita\u00e7\u00e3o\u201d se aprovassem a proposta atual na C\u00e2mara e, se achassem adequado, a modificassem no Senado.<\/p>\n<p>\u201cTodos reconhecem que seria priorit\u00e1rio aprovar a reforma da Previd\u00eancia (e outras reformas mais importantes) o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. Se forem partir do zero, enviar um novo projeto para a C\u00e2mara, ter\u00e3o que cumprir prazos novos, e a reforma da Previd\u00eancia ficaria para o segundo semestre de 2019\u201d, explicou a fonte.<\/p>\n<p>Para Alexandre Espirito Santo, economista da \u00d3rama, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que, para o pr\u00f3ximo presidente, seria melhor aprovar a proposta que j\u00e1 est\u00e1 no Congresso , de modo a evitar o desgaste pol\u00edtico da reforma. \u201cEsse tema \u00e9 muito impopular. Se o novo presidente ficar sem esse \u00f4nus, seria positivo para ele\u201d, frisou.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, o economista Paulo Guedes, cotado para ser o superministro da Economia em um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas, admitiu a um grupo de investidores a inten\u00e7\u00e3o de negociar com Temer a vota\u00e7\u00e3o da PEC ainda este ano. \u201cSe ele fizer isso, e \u00e9 bom para ele fazer isso, o avi\u00e3o que vamos pegar n\u00e3o cair\u00e1 na minha cabe\u00e7a\u201d, disse Guedes. Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, por\u00e9m, tem d\u00favidas se Bolsonaro vai acatar a ideia.<\/p>\n<p>Analistas lembram que at\u00e9 Fernando Haddad (PT) tem sinalizado a interlocutores ser favor\u00e1vel \u00e0 proposta do atual governo, apesar de o programa do partido n\u00e3o falar em reforma, e sim em devolver o equil\u00edbrio das contas da Previd\u00eancia \u201ca partir da retomada do emprego\u201d. \u201cHaddad tem um discurso mais moderado que o do programa do PT, mas ainda tem a desconfian\u00e7a dos investidores\u201d, comentou a economista Alessandra Ribeiro, s\u00f3cia da Tend\u00eancias Consultoria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Temer diz que vai discutir com vencedor das elei\u00e7\u00f5es a aprova\u00e7\u00e3o, ainda este ano, da reforma das aposentadorias. 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