Vale a pena dar uma chance para a série Emily em Paris da Netflix

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Produção estreou na última sexta-feira (2/10). Saiba o que esperar de Emily em Paris, protagonizada por Lily Collins e criada por Darren Star (Sex and the city)

Alguns fatores chamam a atenção para Emily em Paris antes mesmo de o espectador saber a sinopse da série. A primeira é o nome do criador da produção: Darren Star, conhecido pelo envolvimento com seriados de sucesso, como Sex and the city e Beverly Hills 90210. Na nova trama, o produtor estadunidense volta às origens retratando uma história sob o ponto de vista feminino e com uma atmosfera jovem.

A narrativa é encabeçada por Emily Cooper (Lily Collins), jovem que consegue uma oportunidade numa empresa de marketing em Paris depois que a chefe Madeline Wheeler (Kate Walsh) descobre que está grávida e recusa o trabalho. Emily vai, então, no lugar da antiga chefe, numa verdadeira aventura, já que o francês da garota se limita a “bonjour” e “au revoir” e que as ideias dela de mercado são muito americanizadas para os padrões do novo trabalho. Dentro desse contexto, a narrativa acompanha a adaptação de Emily na capital francesa.

Crítica (sem spoilers) de Emily em Paris

A produção tem alguns trunfos. Entre eles, a agilidade dos episódios. Curtos, com menos de 30 minutos, os capítulos são rápidos e diretos ao ponto, numa temporada enxuta de 10 episódios.

Outros fatores a favor da trama são o carisma da protagonista, que segue esse novo padrão de representação da mulher longe do ideal de perfeição, e a química com os bons personagens ao redor, como o vizinho Gabriel (Lucas Bravo), um chef de cozinha; as duas novas amigas Mindy Chen (Ashley Park), uma babá chinesa que mora há alguns anos na França, e a misteriosa Camille (Camille Razat); e os companheiros de empresa, a chefe Sylvie (Philippine Leroy-Beaulieu) e os colegas Julien (Samuel Arnold) e Luc (Bruno Gouery).

Emily tem uma relação interessante com cada um desses personagens que abordam situações diferentes: há toda uma atmosfera amorosa com Gabriel; uma relação de amizade com Mindy e Camille; e uma tensão no ambiente de trabalho com Sylvie, Julien e Luc que, na maioria dos momentos, segue para um lado cômico.

Essa veia do humor é outro ponto positivo da trama. Em vez de seguir a linha dramática, Emily em Paris se joga na comédia, a partir dos confusões em que a personagem está sempre envolvida e que tem ainda temas empáticos a qualquer um: trabalho, amizade e relacionamento amoroso.

O único ponto baixo da série é o fato de o seriado pesar a mão nos estereótipos e numa visão caricata da França e dos franceses para retratar a dificuldade da protagonista, seja com o idioma, seja com a própria cultura. Mas ao longo da temporada, a série vai se livrando disso e dando espaço ao que realmente merece: a narrativa de Emily.

Mesmo que ainda não tenha sido confirmado, a produção tem toda uma pinta de que deve ter uma sequência, já que termina de uma forma bem típica de séries, com vários ganchos e possibilidades na história de Emily e dos demais personagens, que podem (e devem) até ganhar mais espaço numa eventual segunda temporada.

Adriana Izel

Jornalista, mas antes de qualquer coisa viciada em séries. Ama Friends, mas se identifica mais com How I met your mother. Nunca superou o final de Lost. E tem Game of thrones como a série preferida de todos os tempos.

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