Temas polêmicos e clássicos marcaram Jikulumessu
Você já assistiu a uma novela angolana? Com certeza, os angolanos já viram mais as nossas produções do que vice-versa. Uma oportunidade de inverter essa ordem que nos parece natural é acompanhar Jikulumessu, a partir das 20h30 desta quinta (25/5), na TV Brasil. Tem a impressão de que já ouviu esse nome antes? Pode ser… Jikulumessu concorreu ao Emmy International de melhor novela em 2015, sendo derrotada pela brazuca Império.
Amor, vingança, antagonismo entre mocinhos e vilões — a fórmula de uma boa novela parece ser universal. E Jikulumessu não foge disso.
A novela Angolana estreia no Dia da África (data escolhida a dedo pela TV Brasil) contando a história de Joel Kapala. Dividida em duas fases (viu como é universal?), a novela começa quando o protagonista tem 17 anos e é vítima de preconceito de colegas e de professores da escola particular onde estuda por ser de origem humilde.
Acusado injustamente de agressão a um adolescente, Joel é expulso da escola e passa por uma humilhação que demora a superar. Ele acaba indo morar em Nova York em busca do sonho de conseguir terminar os estudos. Quando volta, 16 anos depois, o rapaz tem sede de vingança.
O regresso de Joel a Luanda dá início à segunda fase de Jikulumessu. E aí os brasileiros mais atentos terão outro ponto de identificação: a atriz angolana Heloísa Jorge vive o par romântico de Joel, Djamila. Ela acaba de sair do ar em A lei do amor, novela da Globo em que interpretou Laura, mãe do filho de Pedro (Reynaldo Gianecchini) trazida para o Brasil por Tião (José Mayer) para atrapalhar o casamento de Pedro e Helô (Cláudia Abreu).
Mais um ponto de convergência é que apenas dois anos depois da nossa Amor à vida, Jikulumessu trouxe o primeiro beijo entre dois homens da teledramaturgia angolana. A polêmica foi grande a emissora pública do país, a TPA, chegou a interromper por uma semana a transmissão de Jikulumessu. Corajosos, os 11 (!) autores que assinam o texto organizado por Coréon Dú ainda abordaram outros temas espinhosos, como corrupção, drogas, prostituição e homofobia.
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